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O pacote de jujubas

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… ninguém está aqui por acaso, cada um de nós tem a sua importância, o seu momento de fazer a diferença. Não dê ouvidos às ofensas, não se permita desestimular. Muitas vezes, por ignorância, maldade, inveja, medo... Algumas pessoas sentem-se incomodadas com o desconhecido...
Antonio Pereira Apon.

Tudo começou, quando um pacote de jujubas, foi colocado dentro de uma caixa de primeiros socorros: O álcool absoluto fez um discurso hostil e inflamado contra aquela presença insólita. Indignado, o termômetro elevava a temperatura enquanto o esparadrapo e a gaze aderiam aos impropérios cortantes da tesoura. O anticéptico cobrava a pureza dos elementos daquela caixa, que não poderiam estar misturados com "aquela coisa" doce e açucarada. Já os comprimidos, reclamavam do espalhafato daquelas "bolotas coloridas," fazendo coro com as críticas arrotadas pelo sal de frutas.

Com a palavra, a palavra!

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... Bala de matar e de adoçar, pena de cumprir e de coçar, concerto de ouvir, conserto de consertar. Vela do veleiro e do velório, casa de morar e de casório. Cedo de tempo e de ceder, manga pra vestir e pra comer. Acento de acentuar, assento de sentar, paço de lugar, passo de andar, forjar do ferreiro e de enganar...
Antonio Pereira Apon.

A palavra tudo pode:
Diz e desdiz, liberta e prende; ensina e aprende, professora e aprendiz.
Cura e faz viver, elogia e ofende; apaga e acende, vivifica e faz morrer.
Explica e complica, alivia e faz doer; facilita, implica, fragilidade e poder.
Veneno e remédio, saber e ignorância; euforia e tédio, velhice e infância.
Ponte e muralha, caminho, descaminho; paz e batalha, desabrigo e aninho.
Sagrada e profana, erótica e casta; safada, puritana, fartura e falta.
Tirana e democrática, compassiva e cruel; poética, patética, confiável e infiel.
Respeitosa e irreverente, recatada e pecadora; responsável e inconsequente, edificante, devastadora.
Douta e leiga, erudi…

Quando (Com mp3)

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... Jamais esqueça que o amor existe e que existe uma pessoa nesse imenso universo a quem a vida ensinou...
Quando (mp3).
Antonio Pereira Apon.

Quando te fizerem chorar,lembra de alguémque sempre buscou te fazer sorrir.Quando te sentires fraca,não esqueça de quemlhe mostrouo caminho da sua força interior.Quando o medo te visitar,lembra de quemsemprese fez coragem para te dar coragem.

Você e o tempo (com mp3)

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... a lua veio, só não veio você; apareceu a saudade, o silêncio apareceu, só não apareceu...
Você e o tempo (mp3)
Antonio Pereira Apon.

Debruçadona janela do tempoesperei por você.Passaram os minutos,as horas passaram,passou o dia,só você não passou;passou a manhã,a tarde passou,chegou a noite,só você não chegou;se foi o sol,o calor do dia se foi,

A pedra. Para o distraído nela não mais tropeçar (Com mp3)

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Nem Renato Russo, Chaplin, Fernando Pessoa e muito menos os plagiadores. Essa “pedra” é de Antonio Pereira (Apon). O resto é plágio. Confusão? “Achado não é roubado”? “Domínio público”? A lei mostra a diferença.
A pedra (mp3)
Antonio Pereira Apon.

Esse meu poema: A pedra (1999). Circulava como de autor desconhecido ou com o nome de plagiadores. Agora aparece como de Chaplin, Renato Russo, Fernando Pessoa, sem citar a autoria...O real autor é Antonio Pereira (Apon). Todos os esclarecimentos em:http://www.aponarte.com.br/2007/08/pedra.html Ou no "Recanto das letras".
Na internet, há quem queira (convenientemente) confundir o velho ditado: “Achado não é roubado” com “domínio público”. Outro dia, ao questionar a postagem de uma das formas plagiadas do meu poema (A pedra) no Facebook, recebi como resposta o (no mínimo) equivocado desargumento:
" O poema postado circula há muitos e muitos anos na internet, da forma como citou, ou seja, com várias denominações de autoria. Infelizme…

Meu partido é o Brasil. E o seu?

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... Os reais inimigos de nossa sociedade, seguiam debochando, tripudiando de nós “otários” em suas “tenebrosas transações”. Unidos por seus interesses escusos, se divertiram a não mais poder com a desunião do povo tomado pelo despartido da esquerda mentirosa ou da direita farsante...
Antonio Pereira Apon.

Já passou, e muito, da hora do cidadão brasileiro acordar, levantar do “berço esplêndido”, para de ruminar a velha, rançosa ração de ilusões fornecida por nossos politiqueiros das mais diversas tendências. Enquanto brasileiros se digladiavam, travestidos de patéticos, tão insanos “coxinhas”, “mortadelas” ou qualquer maluquice equivalente.

Velas

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Vela, velas, vê lá! ...
Antonio Pereira Apon.

Vela de levar, vela de velar; vela para navegar, vela para não vagar. Vela que queima, vela que teima; vela que um sopro apaga, vela que o sopro afaga; vela de parafina, tão finda… Vela de poliéster tentando infindar.

As flores e as pedras

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... flores se reproduzem e renovam-se no dinâmico ciclo da vida, as pedras tardam estacionadas. O bem, como as flores, deve se espargir e multiplicar, contagiando a todos...Antonio Pereira Apon.

Um monge reunindo seus discípulos num terreno inculto, localizado nos fundos do mosteiro, disse-lhes:
- É pouco útil cultivar a iluminação interior e confinar essa luz, enquanto tantos caminham em meio às trevas da ignorância. Estou partindo hoje, para uma peregrinação de um ano. Durante minha ausência, vocês terão a incumbência de transformar esse espaço num jardim. Mas não será um jardim qualquer, feito de forma convencional. Vocês irão sair todos os dias bem cedo, andar pela cidade e suas cercanias, procurando pessoas que precisem de ajuda. Ao entardecer, retornando para aqui, plantem uma muda de flor para cada ensinamento dado... Para cada dor aliviada, cada desespero abrandado... Para cada vez que der vontade de desistir, para cada desilusão, insucesso ou incompreensão, coloquem uma pedra, …

Solidão (Com mp3)

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... o afeto perdido, o sonho esquecido, o que resta do que não restou; versa triste a triste...
Solidão (mp3)
Antonio Pereira Apon.

Ausência tão presente,coração indigente,vazioque à alma vem encher.Silênciona mudez da noite.calada, a emoçãocontempla o silente firmamento;crepúsculo do sentir,tempo que passousem levar o que deixou de passar.Confinado, o amorJá não quer nem querer,solitário menestreljá não versa o afeto perdido,

O medo

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... Se o amor temesse o ódio? ... Se a vida temesse a morte? ... Se a sorte temesse o azar? ... Se o riso temesse a lágrima? ... Se a coragem temesse o medo? ...
Antonio Pereira Apon.

O único medo saudável,
é o medo do medo
pois ele nos dá coragem.
Quem vive com medo de sofrer,
sofre por medo de viver.
Viver é correr riscos...
Cautela é preciso,
medo jamais:
o medo paralisa,
a cautela escuda;
o medo é cadeia,
a cautela armadura.
Sejamos como o sol
que sem temer romper as trevas
recria um novo dia,
como a semente
que sem temer a cova escura
floresce e frutifica,
como a chuva
que não teme se precipitar do céu
para fertilizar a terra.
Medo? ...