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Apedra. Poema de Antonio Pereira (Apon). O distraído nela tropeçou...

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Por si só, uma pedra É uma pedra. O uso que fazemos dela é o que faz a diferença: Construir, descansar, brincar, poetizar, matar, esculpir... Poema do livro: Essência (1999), de Antonio Pereira (Apon). Nem Renato Russo, Fernando Pessoa, plagiadores...
A pedra (mp3)
Antonio Pereira Apon.

A pedraEste poema foi publicado em 1999 no livro: Essência.
Autor: Antonio Pereira (Apon)

O distraído, nela tropeçou,o bruto a usou como projétil,o empreendedor, usando-a construiu,o campônio, cansado da lida,dela fez assento.Para os meninos foi brinquedo,Drummond a poetizou,Davi matou Golias...Por fim;o artista concebeu a mais bela escultura.Em todos os casos,a diferença não era a pedra.Mas o homem.


O poema acima é de minha única e exclusiva autoria. Descobri que ele tinha sido copiado do meu antigo* site (br.geocities.com/aponarte/, www.geocities.com/aponarte/ e estava circulando como de autor desconhecido, com o nome de plagiadores, e até autores famosos como: Renato Russo, Fernando Pessoa, Chaplin... Em …

Os pais e a "baleia azul"

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Perdoem-me o papo reto, mas, já tarda em muito a hora de acordar, aprender a dizer não, vigiar, disciplinar, conscientizar, esclarecer, controlar, fiscalizar, participar, assumir responsabilidade, parar de pongar de moda em moda, esquecer a hipocrisia do “politicamente correto e cair na real, antes que...
Antonio Pereira Apon.

Ontem os pais confundiam autoridade com autoritarismo, hoje, a confusão é entre liberdade e permissividade. Antes, plena repressão. Agora: muita vontade e pouco limite, “direitos” demais e deveres de menos; tudo é tolerado, aceito, relevado… Assim, jovens mimados, melindrosos, egocêntricos, egoístas, emocionalmente frágeis, depressivos… Tornam-se potenciais candidatos a pular na primeira barca furada que lhes apareça pela frente: Uso e abuso cada vez mais precoce de álcool e outras drogas, modismos esdrúxulos, sexualidade inconsequente e outras distonias comportamentais; o sinistro jogo “baleia azul” ou qualquer outra insanidade que aguce sua falta de noção vai pr…

Tempo e amor

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Mais um texto da década de 90, retirado do fundo do baú. Inspirei-me em “A ilha dos sentimentos”, atribuído a Reinilson Câmara, para escrever esse conto, essa mensagem, retrato dos desatinos humanos:
Antonio Pereira Apon.

O amor maltratado e ferido, ali largado no chão:
- Eu sou o amor. Os homens me feriram, maltrataram, me esqueceram aqui...
Passa o egoísmo com cara de paisagem: - Egoísmo me ajude, preciso levantar daqui. - Me desculpe amor! Mas agora estou com muita pressa, vou à praia pegar um bronze, não posso perder o saudável sol da manhã...
O fanatismo desfila com seu ar altista e desequilibrado: - Me socorra fanatismo! Pelo amor de Deus, não me deixe aqui!. - Olha amor, você vai me desculpar, está na hora de minhas orações. Mas não se aflija, nas minhas preces, rogarei ao Senhor que lhe envie o socorro celeste...

Seja feliz e siga em frente

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... Quem tem a verdadeira compreensão da vida, transita incólume às “sabotagens”, que afligem as almas distraídas, desencontradas...
Antonio Pereira Apon.

Porque dar ouvidos a arenga do desânimo e escutar os condicionamentos das adversidades? Porque cair nas tocaias da vaidade e do orgulho ou se embriagar nas miragens do egoísmo? Porque estagnar em dogmatismos pueris, “certezas” incertas ou movediças “convicções”? Se a má vontade e a preguiça ficam a espreitar, se a inveja e a traição armam infame bote. Porque não alçar voo acima dos rasteiros intentos? Porque complicar o simples, se entorpecendo de preconceito, presunção e egocentrismo? Porque entulhar a brevidade do existir, com “urgentes” inutilidades, detritos emocionais e tantas fictícias “necessidades”.

Felicidade e as estações da vida

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... inconstância que aflige nossa apercepção de que tudo passa e o tempo é o grande artífice da evolução. Sabemos o que queremos, contudo, a ciência das nossas necessidades, muitas vezes foge ao nosso entendimento e aceitação...
Antonio Pereira Apon.

Tem tempos em que tudo parece favorável, a vida sorri e uma energia boa nos impulsiona para frente num grande verão existencial. Há épocas coloridas, floridas, de plena poesia primaveril. Mas, em certos momentos outonais, avida cai num mormaço, uma pasmaceira doentia, esterilizante… De repente tudo desanda e um tempestuoso inverno desaba sobre nossa cabeça, parecendo eternizar desventuras. Assim, vão se intercalando ciclos de nossa vida, como uma paráfrase das estações climáticas, mas, sem a ordem determinada pelo movimento de translação da Terra, as “estações” da vida se alternam aleatoriamente, sem sequência lógica, previsibilidade; mesclando, “sorteando” sorrisos, lágrimas, alegrias, sofrimentos, sucessos, quedas…

Não há pulso, não há fluxo...

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Cidades quentes, almas frias, planeta febril. Vadia sanha de “progresso” sem ré; riqueza sem vida, pobreza sem fé...
Antonio Pereira Apon.

Mata a mata, desmata sem dó. “Morrentes" nascentes, terra a secar; seca, pó, extingue o cio do chão. Não há pulso, não há fluxo…

Moinho da vida, mó do tempo

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Engenho que roda, destino que rola, tempo e vida a passar. Moenda de...
Antonio Pereira Apon.

Vida, moinho que gira. Tempo, a sua mó. Estilhaça e mói, desgasta, dói, tritura, corrói, converte, reverte; mistura, refina, amassa, afina, processa, transforma,

Aposentadoria póstuma. Uma reforma de morrer

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Como a maioria dos políticos se enquadra no primeiro (e principalmente) no segundo caso, além de legislarem em causa própria. Para eles, vale a “teologia da prosperidade”. Gozam agora mesmo aqui na Terra polpudas e precoces aposentadorias, gozando sobretudo, da cara do povo...
Antonio Pereira Apon.

Quando político diz uma coisa, na realidade, ele quer dizer algo muito diferente. Em bom politiquês: Verdade é mentira, honesto é desonesto, suruba é culto religioso, doação de campanha pode significar lavagem de dinheiro… Portanto, “reforma previdenciária, bem traduzido,”, é o eufemismo politicamente correto para dizer que o trabalhador só vai se aposentar depois de morto! É o projeto post mortem que bem pode ser chamado de: Sacana - Serviço de assistência ao cidadão aposentado no além.
Vai funcionar mais ou menos assim: O pobre trabalhador que não teve estudo que prestasse, que não tem assistência médica adequada, mora mal, muitas vezes nem tem saneamento básico… Terá que se virar para tenta…

Você tem fé? Ou…

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... confiar no melhor. Mas, entender que existe um porque nas adversidades. Aceitar que a morte não é o ponto final. Apenas, o fechamento de um parágrafo. Assimilar que as dores não são castigos. São oportunidades de reflexão e amadurecimento da alma. Não reclamar dos problemas. Resolvê-los. Não superlativar as dificuldades. Exemplificar a confiança em Deus, na bonança e sobretudo em meio aos momentos tempestuosos...
Antonio Pereira Apon.

Ter fé:
É pedir menos e agradecer mais.
Orar, mais sobretudo, vigiar.
Menos falar e mais praticar.
Se permitir instrumento de soluções. Não esperar que essas caiam do céu.
Não esperar que Deus faça aquilo que pode, e deve, ser feito pelos homens.

Lição poética das cores

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... ótica ciência, magia da cor. Cor quente, cor fria... Cromática poesia...Antonio Pereira Apon.

Azul, amarelo e magenta, cores primárias são. Mas, misturadas em pares, secundárias serão. De magenta e azul se faz violeta, laranja vai dar o amarelo com magenta. Azul e amarelo, do verde a mistura está feita. Engana-se quem pensa finda a misturação. Com cores, mesclas infindas se faz.

Salvador. A sempre “Cidade da Bahia”

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Ode a Salvador, capital primeira do Brasil. Fundada às margens da Baía de Todos os Santos em 29 de março de 1549.
Antonio Pereira Apon.

Proverbial Cidade do Salvador, encanto de Todos os Santos, encontro de todos os credos. Miscigenada por essência, brasileira terra afro-lusitana; morena mátria da pátria, capital primeira, recanto primaz do Brasil. Pictórica e arquitetônica, sinfônica e popular; tempero, dendê e dengo, “dim dom dom” de berimbau.