Vida. Poema/crônica da janela gradeada - A arte da vida. Apon HP



Obrigado por sua visita. Boa leitura!


Pensamento do dia:





Para exibir/ocultar os posts mais recentes e mais opções do Site Clique aqui.

terça-feira, 12 de abril de 2016

 

                    Vida. Poema/crônica da janela gradeada              

     

... A polícia prende, a impunidade se apressa em soltar. Cidadãos na gaiola, quem a cidadania viola segue livre a flanar. Autoridades cuidam de seus impróprios interesses, desinteresse pelo ético, justo e real. E a vida segue em prisão...


Gaiola branca.


Caros, apertados apartamentos,

figurados ataúdes,

onde se subvive,

sobrevivendo até a morte chegar.

A janela sonega a paisagem...

Verde?

Nem por miragem!

Comtempla-se a concreta inconcretude,

passeios de cimento rude

para o destino transitar.

Carros driblam a buraqueira,

lixo, esgoto e mais sujeira,

narinas a afrontar.

Cachorros mortos de sede

com a fome a lhes morder.

Bêbados trôpegos,

tropeçando em suas desditas,

só a sarjeta a lhes acolher.

Feito lata de sardinha,

arrastado ônibus ruminando o dia,

leva o trabalhador penitente,

sociedade agônica.

das grades de sua liberdade:

O assalto,

o sobressalto,

o medo em cada um ser assaltante.

Paranoia,

pinoia de todo dia.

Sobram leis,

falta justiça,

injustiça a proliferar.

A polícia prende,

a impunidade se apressa em soltar.

Cidadãos na gaiola,

quem a cidadania viola

segue livre a flanar.

Autoridades cuidam de seus impróprios interesses,

desinteresse pelo ético, justo e real.

E a vida segue em prisão domiciliar;

sem recurso ou apelo,

sem habeas corpus ou alvará.

sem carta de alforria,

sem brecha por onde escapar.

Sem quem advogue,

sem quem proteste,

sem quem rogue!


Subscreva aos destaques RSS de:
Powered by FeedBurner

Subscreva aos destaques RSS de:
Powered by FeedBurner

   
 
 

4 comentários:

  1. Não há palavras para comentar poema de vida de quem vive, observa, se expressa e não deixa apenas ficar por entre grades da liberdade de ver, ouvir e falar. Calar, jamais! Excelente, Antonio!
    Abraço.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Poetizar, prosear, protestar, gritar, cobrar... Até que as coisas mudem. Calar? Jamais!

      Um abração.

      Excluir
  2. olá, António...

    agradeço sua amabilidade.

    a cirurgia decorreu bem, mas estou ainda muito longe de atingir os cem por cento, se os conseguir atingir. vamos com calma, então.

    um texto poético brutal e real, infelizmente. é, entre grades, aquilo que observas nesse teu gigantão, ou na maior parte dele, e eu k nunca o visitei, nem vontade, curiosidade, talvez, tenho a mesma sensação que tu. ontem, falei com uma brasileira k é balconista, como vocês aí falam, e ela me disse que está em Portugal há 15 anos, que nunca mais voltou ao Brasil e que não tem nem um pingo de saudades. casou com um português e está muito feliz.

    abração e dias de luz, sem grades.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Tudo há de ficar bem.

      O Brasil é um país maravilhoso, que tem tudo para dar certo. Fora um "detalhe". Tem uma antiga piada que explica, dizendo mais ou menos assim: "Na criação do mundo, Deus colocava tudo de bom no Brasil e distribuía os infortúnios com o resto do planeta. Em certo momento, o Diabo questionou aquele "privilégio". O Criador respondeu: - Espere para ver o povo que vou colocar aqui dentro"!

      Bem assim.

      Um abração.

      Excluir

Obrigado por sua visita. Aqui você pode deixar seu comentário. Esse espaço é feito para você. Volte sempre!

Antonio Pereira Apon.

Fale conosco:






Nosso conteúdo é de direito reservado. Sua reprodução pode ser permitida, desde que seja dado crédito ao autor original: Antonio Pereira Apon. E inclua o link para o site: WWW.aponarte.com.br
É expressamente proibido o uso comercial e qualquer alteração, sem nossa prévia autorização.
Plágio é crime previsto no artigo 184 do Código Penal.
- Lei n° 9.610-98 sobre os Direitos Autorais
.


Creative Commons License
This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Unported License.

Fale conosco.



Clique na imagem para ler um texto sorteado pelo sistema:
Textos para todos os dias. Curta a arte da vida!




Fique mais um pouquinho. Leia também...



Livros e vídeos:


Capa da segunda edição de : Essência.

>

Esse livro propõe uma incursão na alma humana, garimpando sentimentos e emoções, revelando-os em versos que retratam o homem moderno em sua incansável procura de si mesmo; seu contexto social, político e cultural em um mundo em transição.


Depois de 14 anos, atendendo a pedidos, estamos republicando Essência. Nessa segunda edição, incluímos o subtítulo: O livro do poema: A pedra. O distraído nela tropeçou... Numa referência ao nosso poema integrante dessa publicação, que, absurdamente, tem aparecido na internet com o nome de autores famosos: Fernando Pessoa, Renato Russo, Chaplin... Ou plagiadores. No endereço: (http://aponarte.com.br/apedra), o amigo leitor encontra todos os esclarecimentos, inclusive algumas das formas de como o plágio tem se apresentado.

Capa da segunda edição da : Coleção
                            Graziela.

>

Aqui, pais e professores encontram uma forma prazerosa e divertida, de abordar temas como: Cidadania, comportamento, respeito ao outro e à natureza... Em sete contos, compondo um jogo de arte e educação, onde lúdica e naturalmente aos pequeninos são apresentados conceitos de: Ecologia, solidariedade, diversidade, coletividade, tempo, responsabilidade, motivação, interatividade, participação...


Textos que parecem se renovar a cada dia, conservando impressionante atualidade e sintonia. Espero que gostem.

Capa de Um dedo de prosa e poesia. A arte da
                vida.

São 125 páginas com 89 títulos em verso e prosa de Literatura Nacional, num livro prefaciado pelo professor, escritor, poeta e trovador Orlando Carvalho. Crônicas, mensagens, poesias... amor, humor, reflexão, arte, cotidiano, atualidades, auto-ajuda, espiritualidade...