Dânae. Se tiver de ser, será - A arte da vida. Apon HP



Obrigado por sua visita. Boa leitura!




Clique na animação abaixo, para exibir/ocultar os posts mais recentes e mais opções do Site.


Clique para exibir/ocultar os posts mais recentes e mais opções do Site.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

 

                    Dânae. Se tiver de ser, será              

     

Há uma poção de destino que foge ao nosso controle. Mas, a maior parte de nosso desiderato está sob nossa autoria.


Antonio Pereira Apon.


Dânae. Ilustracao da princesa quando fecundada por chuva de ouro - Ticiano.


Se você não se controla, seu descontrole te “controlará”. Sem um rumo para sua vida nem objetivo para seu viver, qualquer caminho é caminho, qualquer lugar é lugar e qualquer coisa é alguma coisa. É certo que o destino, não obedece de todo a um determinismo absoluto, afinal, diariamente escrevemos e reescrevemos nosso desiderato, através de nossas atitudes e escolhas. Contudo, vivemos a tropeçar no imponderável, colidir com o inevitável, o imprevisível pode se por a um passo, um segundo, um átimo… Coisas que fogem ao nosso controle, transcendem à vontade... Para as quais, profecias e premunições se revelam inúteis. Ante o que “está escrito”, o que tiver de ser, será.


Desgostoso por lhe faltar um herdeiro homem, Acrísio rei de Argos, consultou um oráculo, que lhe previu a morte pelas mãos de seu neto, filho de Dânae, sua filha.


Desesperado, o rei mandou trancafiar a jovem e virgem princesa, num inexpugnável cativeiro de bronze, protegido pelos mais confiáveis guardas do reino, para que a profecia jamais se cumprisse. Porém, o volúvel Zeus, Don Juan do Olimpo, caído de “amor” pela encantadora moçoila. fez-se uma chuva de ouro, infiltrando-se por um orifício no teto do cativeiro, desaguando no colo de Dânae, engravidando-a. Há quem se pergunte se essa tal chuva seria uma alegoria, ou teria Zeus, subornado os carcereiros? Se fosse no Brasil! …


Assim, nasceu Perseu. Quando soube, Acrísio mandou que sua filha e seu neto, fossem atirados no mar num caixote de madeira para que morressem sob as águas. Mas, por intervenção do “altíssimo pegador” Zeus, Poseidon acalmou os mares, conduzindo mãe e filho em segurança pelas correntes marítimas até a ilha de Sérifo. Resgatados por pescadores, foram levados ante Polidectes, o governante local. Acolhidos pelo irmão desse rei, Perseu foi educado. Com o tempo, apaixonado por Dânae, Polidectes quis desposá-la mas, receoso da rejeição do filho dela, envia o jovem para matar a tenebrosa Medusa, monstro que petrificava todos com seu olhar. O rei contava com o fracasso e morte do moço. Entretanto, o rapaz retornou vitorioso; para castigo do tirano, ao verem a cabeça da medusa, trazida pelo herói, ele e seus cortesãos foram petrificados.


Durante os jogos atléticos comemorativos de Lárissa, estando na plateia o rei Acrísio, este foi “acidentalmente” atingido por um dardo arremessado por Perseu, o seu neto, cumprindo-se assim a fatídica profecia.


Pois é… Estava escrito. Esse mito, ilustra bem uma poção de destino que não podemos controlar. O resto, depende de cada um de nós, do nosso fazer, ou não.


A fecundação de Dânae - klimt.


Subscreva aos destaques RSS de:
Powered by FeedBurner

   
 
 

6 comentários:

  1. Oi Antonio,
    Verdade! Nosso livre arbítrio é o mestre! As escolhas são de nossa responsabilidade, ao destino sobra pouco!
    Precioso texto!
    Beijo carinhoso!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Somos os autores e protagonistas da vida que escrevemos e reescrevemos dia a dia. O inexorável é uma pequena parcela vulnerável ao determinismo do destino.

      Um abraço e uma boa semana.

      Excluir
  2. Olá, António!

    Tudo bem? Aqui, está chovendo pra variar (rs)!

    Que bela história1 É Mitologia e está tudo dito, mas dela sempre se extrai uma moralidade: nós fazemos nosso próprio destino, preferindo "a" a "b", etc.

    Eu sei que a rosa é oferta tua a todos os que por aqui passam. Estava só brincando com você!

    Abraço e boa semana.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Por cá, tudo bem, até choveu essa madrugada, mas o calor não passa. Infelizmente, muitos seguem na ilusão de poderem terceirizar suas culpas e responsabilidades, inculpam os outros, Deus, o destino... Quando muito depende de cada um fazer o seu possível e necessário. Depois reclamam...

      A rosa é, sim, para todos. Mas, top comentarista, recebe botões selecionados, especiais.

      Um abraço e uma semana florida.

      Excluir
  3. Olá, Apon, que história! De fato, há uma parcela sobre a qual não temos controle,reconhecer e aceitar isso é humilde e sábio, mas concordo que boa parte do que vivemos faz parte das escolhas que fizemos para nós. Sempre digo que o lado bom é que sempre podemos rever nossas escolhas com o intuito de provocar outros resultados. Abraços!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. As derrotas e vitórias, sucessos e insucessos... Em grande parte, são fruto de nossas escolhas, do nosso fazer, ou não. Não podemos controlar todos os parâmetros do destino. Mas fazendo o nosso possível, já faremos grandes conquistas.

      Um abraço e uma boa semana.

      Excluir

Obrigado por sua visita. Aqui você pode deixar seu comentário. Esse espaço é feito para você. Volte sempre!

Antonio Pereira Apon.


Fale conosco:

Para exibir/ocultar nosso formulário de contato Clique aqui.



Nosso conteúdo é de direito reservado. Sua reprodução pode ser permitida, desde que seja dado crédito ao autor original: Antonio Pereira Apon. E inclua o link para o site: WWW.aponarte.com.br
É expressamente proibido o uso comercial e qualquer alteração, sem nossa prévia autorização.
Plágio é crime previsto no artigo 184 do Código Penal.
- Lei n° 9.610-98 sobre os Direitos Autorais
.


Creative Commons License
This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Unported License.

Fale conosco.



Clique na imagem para ler um texto sorteado pelo sistema:
Textos para todos os dias. Curta a arte da vida!




Fique mais um pouquinho. Leia também...



Livros e vídeos:


Capa da segunda edição de : Essência.

>

Esse livro propõe uma incursão na alma humana, garimpando sentimentos e emoções, revelando-os em versos que retratam o homem moderno em sua incansável procura de si mesmo; seu contexto social, político e cultural em um mundo em transição.


Depois de 14 anos, atendendo a pedidos, estamos republicando Essência. Nessa segunda edição, incluímos o subtítulo: O livro do poema: A pedra. O distraído nela tropeçou... Numa referência ao nosso poema integrante dessa publicação, que, absurdamente, tem aparecido na internet com o nome de autores famosos: Fernando Pessoa, Renato Russo, Chaplin... Ou plagiadores. No endereço: (http://aponarte.com.br/apedra), o amigo leitor encontra todos os esclarecimentos, inclusive algumas das formas de como o plágio tem se apresentado.

Capa da segunda edição da : Coleção
                            Graziela.

>

Aqui, pais e professores encontram uma forma prazerosa e divertida, de abordar temas como: Cidadania, comportamento, respeito ao outro e à natureza... Em sete contos, compondo um jogo de arte e educação, onde lúdica e naturalmente aos pequeninos são apresentados conceitos de: Ecologia, solidariedade, diversidade, coletividade, tempo, responsabilidade, motivação, interatividade, participação...


Textos que parecem se renovar a cada dia, conservando impressionante atualidade e sintonia. Espero que gostem.

Capa de Um dedo de prosa e poesia. A arte da
                vida.

São 125 páginas com 89 títulos em verso e prosa de Literatura Nacional, num livro prefaciado pelo professor, escritor, poeta e trovador Orlando Carvalho. Crônicas, mensagens, poesias... amor, humor, reflexão, arte, cotidiano, atualidades, auto-ajuda, espiritualidade...