Carnaval... Já é ano novo! Shalom! Salam-aleikum! Namastê! ...

No Brasil, ano novo não é questão de calendário, é coisa de ponto de vista; tem quem acredite em um de janeiro, mas tudo acontece mesmo é depois das cinzas do carnaval.


Relatividade de um tempo carnavalesco. #PraCegoVer #ParaTodosVerem
Um chão cinza coberto de confetes e serpentinas coloridas, com um grande desenho esbranquiçado de um relógio ao fundo (como se fosse feito com pó ou giz). Em primeiro plano há duas máscaras de festa no estilo carnaval/baile de máscaras, com detalhes brilhantes e penas escuras (uma tem um toque de pena vermelha). Entre elas e ao redor aparecem restos de festa: serpentinas, confetes, uma bexiga amarela murcha e pedaços de material rasgado, dando a sensação de que a comemoração acabou e ficou a bagunça. - Imagem do Gemini, descrição baseada no Be My Eyes.

Essa postagem fez parte da inspiração para o seguinte vídeo:



p>Passada a febre consumista do fim de ano, onde o coadjuvante Noel tem se apropriado mais e mais do protagonismo da natividade; atravessada a pasmaceira, intermezzo compulsório dos janeiros. Passa o carnaval fechando o verão, prenunciando as águas de março. “É pau, é pedra, é o fim do caminho”…


Eis que afinal a tupinicalha acorda, no silenciar do samba, no calar dos trios da elétrica folia. Finda em cinzas a fantasia, o enredo da realidade bota o bloco do ano novo para tocar a vida. Acabou o carnaval!


A suruba do poder, sempre a nos fazer sofrer, segue atravessando a harmonia. E no passo dessa triste “alegria”, compasso de infame melodia, agonia do sobreviver. Alienação de parco pão e farto circo, ração de alegoria pro ruminar do devaneio popular.


Se Einstein propôs a teoria da relatividade, no Brasil, o relativismo foi superlativado numa complexa engendração tempo-espacial, transpondo o real início do ano para o pós-carnaval. Adormecida a miragem, anestesiada a ilusão. Desperta o tardio ano novo, já velho! Mas, ainda novo. Até fevereiro voltar.


Acorda! Feliz ano novo! Shalom! Salam-aleikum! Namastê! ...

6 Comentários

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  1. Realmente, como tudo em nosso país, posterga-se para depois do carnaval... feliz ano novo, Antonio! Que essa desfaçatez, essa alegria forçada, emborcada no álcool dê lugar a decisões humanas há muito esperadas!
    Abraço.

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    1. Feliz ano novo! Já passou da hora do brasileiro acordar para a realidade, parar de ruminar essa infame ração de "pão e circo".

      Um abraço.

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  2. FELIZ E VENTUROSO ANO NOVO PARA TI, MEU AMIGO BRASILEIRO!

    E eu pensando que o ano se iniciava a 01 de janeiro (rs)! Pronto, a folia, o "orgasmo" terminou, mas esse durou 2 meses, e agora cinzas, outono e folha caída, enfim, um virar de página bem necessário.

    Teu texto está five étoiles, mas não percebi as saudações finais.

    A pintura de Dali mostra bem como anda a cabeça de muita gente, infelizmente, e revela também tristeza.

    Abracinho, garoto!

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    1. Até o calendário, no Brasil tem uma versão própria, assim, ano novo, só depois do carnaval. Então, afinal, é hora dos votos de paz, felicidade, respeito, harmonia... sem esquecer que tem ainda: Páscoa, São João, muitos feriados prolongados, pontos facultativos... Viva o povo brasileiro e seus politiqueiros! Aqui, só fica triste quem pensa. Quem usa a cabeça apenas como suporte para peruca, boné, bandana ou chapéu, está feliz da vida, sonhando com a próxima folia.

      Um abraço. Feliz ano novo!!!

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  3. Olá, António
    Já vim cá várias vexes mas não consegui comentar... Não encontrava a caixinha dos comentários. Felizmente hoje "descobri-a"... :)))
    Como tudo na vida, também o Carnaval passa. E depois do interregno volta o ram-ram de sempre, e nada de melhorias.
    É caso para dizer que caem as máscaras, e a realidade aí está, nua e crua.

    Obrigada pela carinhosa presença e parabéns à minha "CASA".

    Bom Fim-de-semana
    Beijinhos
    MARIAZITA / A CASA DA MARIQUINHAS

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    1. Tudo passa, mas,infelizmente, a alienação e o faz de conta persistem. Nossa gente se apraz em perseguir miragens e cultivar ilusões. A realidade que espere! Triste insanidade...

      Um abraço e bom fim de semana.

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