Eterna "Cidade da Bahia",
Moreno encanto
Da mais pura magia.
Afro-lusitana,
Cosmopolita,
É essa brasileira
Natural poesia,
Escrita às margens de "Todos os santos"
Cidade em andares,
Estética em insólita harmonia,
Versos em cantos e recantos,
Soterópolis da Bahia.
Nela.
Basta uma corda,
Para fazer melodia,
Um acorde que acorde os tambores,
Sincréticos, ecléticos,
De todas as cores,
Sagrado e profano,
Confluir de folguedos e louvores,
Erudito e popular.
Mistura de toda mistura,
Síntese de raças e fé,
Faz parte da sua cultura,
Respeito ao evangelho e o axé.
Tão singular em suas pluralidades,
Tão plural em sua singularidade,
Simples e complexa,
Provinciana e universal.
Salvador da Bahia,
Mosaico de céu, terra, gente e mar,
Cidade onde a beleza se explicita,
E nos concita,
A ela amar.
29 de março de 1549, fundação da Cidade do Salvador.
Poema escrito em homenagem aos 460 anos da Cidade poema de São Salvador da Bahia em 2009. Aqui postado originalmente em 18/03/2009
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