Flexibilidade e rigidez. Ser bambu ou carvalho?



... Os realmente fortes: Tropeçam, curvam-se; mas se erguem e avançam vitoriosos, enquanto os de fato fracos, tombam sobe o peso das aparências.


Antonio Pereira Apon.


Bambús.

Conta uma antiga fábula, que um carvalho, gabava-se de sua força e pretensa resistência, desdenhando da aparente fragilidade do bambu. Açoitados por uma incremente tempestade: O bambu curvou-se aos ventos da intempérie, enquanto o carvalho afrontava as forças da natureza. Passado o temporal, o bambu seguia de pé, sustentado por suas profundas raízes e sua postura flexível ante o vendaval. O carvalho? Tombou, pereceu com suas raízes expostas, arrancadas do solo pela fúria dos ventos.


Diante das adversidades da vida, podemos ser flexíveis como o bambu, ou rígidos feito o carvalho: Enfrentar com humildade ou afrontar com arrogância, agir com inteligência ou reagir com insolência. Há quem cultive inamovíveis resoluções, aferrando-se a teimosias de estimação e dogmáticas verdades de uma percepção petulante e pétrea, fazendo-se inflexível e de uma patológica rigidez.


Muitas vezes, é preciso recuar alguns passos, para conseguir avançar numa grande jornada. O rigor da força, até pode sustentar momentaneamente. Mas, só a flexibilidade inteligente consegue verdadeiramente convencer, vencer com. Os realmente fortes: Tropeçam, curvam-se; mas se erguem e avançam vitoriosos, enquanto os de fato fracos, tombam sobe o peso das aparências.


Subscreva aos destaques RSS de:
Powered by FeedBurner

Subscreva aos destaques RSS de:
Powered by FeedBurner

Comentários

  1. Linda lição, bem assim, amo a flexibilidade, o poder mudar de ideias, até não costumo fazer planos para o futuro, pois nunca se sabe, sendo assim, seguir leve e com muita fé na Vida, Ela sempre sabe nos conduzir!
    Abraços amigo querido Antonio, amei ler aqui, como sempre!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Temos que ter aquele velho "jogo de cintura", para conseguirmos driblar as dificuldades e armadilhas do dia a dia. Cultivando a humildade e buscando ter sabedoria, vamos em frente.

      Um abração e um bom fim de semana.

      Excluir
  2. Olá, António!

    Que é feito de você, menino?

    Começou o Novo Ano e nem uma palavrinha! No entanto, verdade seja dita, que todos os anos se falam as mesmas coisas e elas já se tornaram "banalidades". Espero, sinceramente, que esteja tudo satisfatório com você e seus familiares.

    Ora, li a fábula do bambu e do carvalho, e como sempre dela se extrai uma moralidade, o que você, aliás, já fez. De facto, aqueles que se mostram valentões, nem sempre o são e as adversidades da vida, os derrubam, facilmente. Os mais flexíveis, não entendendo como mais "fracos", aguentam, suportam muito melhor todo e qualquer problema que possa surgir. Não é a força física e a imponência, que fazem da pessoa, algo invencível, mas sim seu acatamento e humildade.

    Boa sexta!

    Aquele abraço.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Pessoal e familiarmente, tudo bem. Já com o Brasil. Só Deus para nos acudir. Esse ano, não me animei muito em prosear ou poetizar sobre o ano novo, já fartamente versado. E estranhamente, por cá, parece que 2015 não acabou, 2016, nasceu mais com cara de "segunda temporada" do que de novo ano. Uma espera sem fim dos desfechos de nosso dramalhão político-econômico. Rocambolesco folhetim de corrupção, mentiras e bandalheiras.

      Quanto à postagem: Bravateiros e parlapatões, abusam da verborreia para disfarçar sua fraqueza real, sua desinteligência, que aposta nas aparências para se impor. Os realmente fortes, não se acham, não são exibidos nem espalhafatosos, cultivam a calma, a humildade e a paciência. Saber recuar e avançar no momento certo. Eis uma boa lição a aprender e praticar.

      Um abração e um bom fim de semana.

      Excluir

Postar um comentário

Obrigado por ler e comentar nosso texto. Esse espaço é feito para você. Volte sempre!

Antonio Pereira Apon.

+ lidas nesses 30 dias

Apedra. Poema de Antonio Pereira (Apon). O distraído nela tropeçou...

Acróstico junino

Precisa de tinta para escanear?

Vidas por um cinto. Sinto...

Poema para o amigo - Feliz dia do amigo!

A gente (Paródia de: A casa - Vinicius de Moraes)

Qual o limite da amizade?

Você não precisa de cerveja para ser feliz

Querido defeito de estimação…