Condicionamo-nos às neuroses da vida moderna(?), nos habituamos a enxergar tempestade em garoa, tentar subverter o tempo. " A correria do dia a dia, as responsabilidades, os problemas e a rotina escravizam nosso cérebro, ele fica lá, andando em círculos, feito cachorro atrás do rabo ". Assim, vamos sobrevivendo, esquecidos de que viver de verdade, é pular fora desse círculo vicioso, que nos põe à serviço das coisas, quando o contrário deveria ser a norma. Com um pé preso no passado e tentando por o outro no futuro, tropeçamos no presente, acidentando a existência com preocupações inúteis e inutilizantes. Depois. Fartos dos hiatos de tantas paranoias e falsas necessidades, deitamos nossas angústias no divã do analista, no artifício do ansiolítico ou outra droga qualquer. Cativos da "normalidade" de tantas anomalias comportamentais, nos refugiamos na ilusão das justificativas injustificáveis e vãs. Tornamo-nos estressados e deprimidos em meio a toda essa coisificaç...