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Mostrando postagens de outubro, 2020
Hoje é dia de...

Um diálogo entre Deus e a Inspiração

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O mundo acabara de ser criado, Deus passeava o olhar sobre a dimensão onde viviam os bons sentimentos, virtudes e os elementos naturais. Uma espécie de “centro de controle” do Planeta Terra. O Criador viu uma menina triste e chorosa... Era a Inspiração: - Por que choras minha amada filha? - Senhor! Nada tenho para fazer, sinto-me inútil... O Criador sorriu carinhosamente: - Tenha calma pequenina. Prepara-te, pois serás uma das mais requisitadas de minhas servidoras. Serás uma espécie de diplomata dos bons sentires, quereres e fazeres. Será a minha “Embaixatriz” entre a humanidade. Quando eu quiser falar com os homens. Quem você acha que vai levar os meus recados? - Eu, Senhor? - Pois é... Você será a grande intermediária entre o imaterial e os seres humanos encarnados. O mundo está pronto. Ao Tempo. Artífice do destino, entreguei a chave da evolução. Logo o homem acordará do obscuro sono da ignorância... Alguém precisará inspirar-lhe as primeiras luzes da consciência, o alvor...

Barulhando

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Olvidados, os silêncios gritam; tentam, intentam ser ouvidos. Mas barulham: Os cismas e as cismas, complexos e fobias, medo, inveja, antipatia, nossas agonias.

Reta torta

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A vida é reta torta, rumo incerto, enceta a rota; inexata geometria, prosa e poesia, alegoria do viver. E a gente se desencontra no quebrar da esquina, uma sentença assina a sina; destino? O que nos destina? Quando o desenredo fecha a porta, tudo tarda ou não mais volta, fica um não ficar. A sorte não é prenda;

Livro, livra-nos

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O livro é lavra. Palavra! Livra-nos dos nós, da ignorância a sós. Nós, aos sóis dos escreveres. Desarmando desalmados desamados, libertando atidos ensimesmados. Livro, lavra; livrai-nos! Ó poesia, passarinho! Livra-nos, leva-nos; empresta-nos livros pra voar. Viajar nas páginas do espaço-tempo, alento; entre a ficção e a realidade, sonhar paisagens pra morar, realizar paragens pra sonhar.

Suicídio. Não quebre o relógio, não adianta!

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Um homem se aproximou de um precipício. Quando estava pronto para atirar-se, na intenção de por fim à vida. Uma mão o deteve, segurando em seu ombro: - Não faça isso! - Me deixe. Já não suporto tantos problemas... Um senhor de meia idade com um olhar de singular doçura, calou suas palavras envolvendo-o num abraço que lhe pareceu anestesiar o espírito: - Tenha calma, tudo passa. Muitas vezes as dificuldades são bem menores do que imaginamos e a nossa impaciência é que superlativa as dores. - Eu já não aguento mais... - "Calma, cautela e perseverança". Empreste-me teu relógio! Ainda que estranhando o pedido, o moço prontamente atendeu. O relógio foi colocado sobre uma pedra e outra o espatifou. - Por que o senhor fez isso? - O tempo parou quando eu quebrei o relógio? - Não, claro que não! - Pois é. Assim como o tempo, a vida é imaterial, não finda com o aniquilamento do corpo. Teus problemas seguirão contigo para onde vá tua alma, acrescidos pela culpa de teres d...

Como perder barriga e ganhar um amigo acima da média?

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Calma! Não é nada disso que você pensou. Pare de assistir aos vídeos errados e pensar, “naquilo”! É que, diante do número de inscrições e likes, que vão pingando feito conta-gotas em nosso novo canal do YouTube e sabedora que: não sei fazer música, ainda mais, musiqueta ruim; não tenho vocação, nem anatomia, para mexer os glúteos até o chão, Não sou dado a bizarrices, apelações, nem a performances de gosto duvidoso… Essas coisas que fazem chover inscrições e brotarem likes aos borbotões. Uma amiga lá de Portugal, em tom de brincadeira, propôs: “se tu fizesses um vídeo com o tema, por exemplo, como ficar com a barriga chapada tomando esse chá todos os dias à noite, durante uma semana, tu terias "n" likes e comentários. Já pensaste em algo assim "bombástico?” As pessoas vivem buscando soluções miraculosas, panaceias mágicas que contemplem o menor esforço, na resolução de seus problemas e ou futilidades. “Pedindo” para serem enganadas, encontram gente a propagandear f...

Quem te ensinou, professor?

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Quem te ensinou, a ser de um tudo, para conseguir ser professor? Aturar tanta autoridade, sem nenhuma autoridade em educação? E as teorias novidadeiras, pacotes que caem de paraquedas, só para encher esse ou aquele bolso? O tal "sistema" apostando em deseducar, parindo números fingidos? Quem te ensinou, professor? Você, que para ser professor, precisa se virar em: Psicólogo, advogado, babá; palhaço, apresentador, animador; delegado, juiz, detetive; inventor, mágico, malabarista; padre, pai de santo, pastor, exorcista, pai, mãe… O que for preciso!

Cuidado. Desejos se realizam

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Desejamos ter, cada vez mais, esquecidos de ser. Nessa coisificação de tudo e todos; ter, ou não ter, acentua o vazio existencial: deprimindo, angustiando, desatinando… Não que o ter em si, seja errado, mas a sua supervalorização em detrimento do ser… Ter sem ser, é débil e insuficiente. Queremos ter riquezas, despreocupados em ser ricos de valores reais; desejosos de acumular conhecimentos, descuidamos de ser sábios; ávidos pelo poder, ignoramos o que é ser verdadeiramente poderoso… E não raro, queremos por querer, movidos pela aparência, por ouvir dizer; pela inveja, cobiça, luxúria, inconsequência…

Trem da vida

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segue perseguindo seu destino de ser árvore fértil e frondosa. Observa a pedra bruta, que sem se acovardar perante a dor da lapidação, se permite a preciosidade da joia rara.

Trem do tempo. Estação da ilusão

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Quando tardamos distraídos na estação da espera. O trem do tempo passa e a gente nem vê. O existir segue sem detença, e o tempo esse expresso sem ré. Não se demora, não tolera nem transige. O tempo tem seu tempo. A vida não atrasa ou adianta. Vive! Mas tem gente que insiste, persiste em indefinida espera. Estagnados no ontem, quando o hoje já vislumbra o amanhã. Aguardam a hora passada, almejam um dia ido. Estacionam em antigas primaveras, quando, findo o outono, o calendário já há muito invernou.

A piração da bicharada

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Um texto para crianças de 5 a 105 anos! Um dos sete contos do nosso livro: Coleção Graziela . Assista a animação experimental/amadora: Havia uma floresta muito verde e bela, onde nasciam os frutos mais saborosos, as flores mais singelas. Lá, a brisa sempre fresca, brincava com as águas cristalinas do rio, e os animais corriam em paz pelos campos. Tudo era harmonia e tranquilidade, até que um dia, o rei leão, resolveu ser astro de cinema: - Estou cheio de ser o rei dessa floresta, aqui é tudo muito parado, não acontece nada de novo, eu quero ser famoso, sair nos jornais, ser capa de revista, falar na TV... Assim, o nosso amigo, rei leão, fez as malas, colocou seus óculos escuros e partiu, deixando vago o trono real.

Alegria e felicidade. Qual a diferença?

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Fazendo uma analogia com um precioso perfume, podemos dizer que a alegria é o frasco, felicidade é a essência nele contida. Pessoas que vivem de aparências, experimentam muitas alegrias, contentamentos que vem e vão ao sabor das circunstâncias. Tais criaturas, são como um belo e sofisticado frasco vazio. Conservam apenas um resíduo de felicidade. Um criminoso sente alegria no êxito do seu delito, um alcoólatra exulta em beber, um viciado em outras drogas ilude-se em saciar o vício. O violento compraz-se em ferir, um consumidor compulsivo busca contentamento em comprar, o egocêntrico... O egoísta... O tirano... Essas "alegrias" representam felicidade? Tais indivíduos são como vidros ocos e prestes a estilhaçar.

Pandemia? Qual pandemia?

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A do individualismo? Que nos torna egocêntricos e egoístas, indiferentes, negligentes e omissos? A da politicagem sem noção? Que nos coloca uns contra os outros, em favor de nossos algozes? Estupidamente ideológicos, debilmente negacionistas, burramente polarizados? A da pressa, tão mal apreçada? A sanha antropofágica do consumismo? O “todo poderoso” ter, nos tornando fúteis, frívolos e artificiais?

Navegar, viver... “Toca o barco!”

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Muitos estranham, não compreendem a antiga frase: “navegar é preciso, viver não é preciso”, adotada pelo infante D. Henrique, como lema da "Escola de Sagres". Celebrizada pela poesia de Fernando Pessoa, a lendária frase foi originalmente proferida pelo general romano, Pompeu: "Navegar neceasse; viver e non est neceasse". Aqui, a palavra “preciso”, aparece como um Homônimo perfeito, ou seja, tem a mesma grafia, o mesmo som, mas, com significados diferentes. Primeiro no sentido de necessidade, depois referindo-se à precisão, exatidão. Assim, é necessário navegar no mar da vida, enfrentar as tormentas, afrontar as dificuldades, aproveitar o hoje, o instante presente; pois o momento seguinte, o amanhã é impreciso, inexato, pode não acontecer...