Quem foi que disse, que não se morre antes da hora? Certamente, você já deve ter conhecido algum "Zumbi", algum "morto-vivo". Gente que teve uma decepção amorosa, um revés financeiro, sofreu uma traição ou passou por qualquer outra adversidade. E assim, resolveu entregar-se ao despropósito de "desistir de viver": Afogar-se no álcool ou outras drogas, mergulhar na depressão, comprazer-se na autocomiseração, refugiar-se em seitas exóticas, enclaustrar-se na loucura, jogar-se na sarjeta... Tais criaturas desperdiçam a dádiva breve da vida, esse sopro de tempo, zéfiro fugaz, que quando percebemos, já se foi, carregando consigo, possibilidades sem conta. Miopia de almas, que com o olhar atido na dor, apercebem a amplidão ao seu derredor. Triste imaturidade do ser, que insulado em si mesmo, sente-se vítima do destino quando ruem seus castelos de areia.