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Mostrando postagens de março, 2020

Hoje é dia de quê?


A pedra que não gostava de ninguém

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... como aquela pedra, conserva uma dureza doentia, um ensimesmamento pernicioso que produz em torno de si, uma esterilidade devastadora. Trazendo para sua órbita tóxica, o mal que lhe agrega maior insalubridade. Assim como... Antonio Pereira Apon. Era uma vez uma pedra bruta e embrutecida que, incapaz de florescer e frutificar, odiava tudo o que era vivo. Raivosa, comemorava os incêndios na floresta, a poluição das águas e parecia torcer para que uma praga se espalhasse, dizimando fauna e flora. Inflexível e intolerante, fazia-se patologicamente rígida e alienada. Não escutando nada nem ninguém, acumulava a seu redor a erva daninha e aderindo-lhe à inutilidade mal resolvida; limo, fungos e diversos parasitas proliferavam pestilentos, superlativando sua postura deplorável. Certo dia, passando por aquele recanto desolado, um escultor resolveu trabalhar aquela pedra. Limpou, removeu a ramaria estéril, com golpes firmes e a inclemência criativa de quem sabe o que fa...

Tudo por amor

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... a poesia, do amor, rebento; florir do sorrir a te ofertar. Por amor, o abraço se faz laço, enlaçar de corações; o nó, o nós... Antonio Pereira Apon. Por amor, a flor flori, o alvor sorri; inspiração, colorir do dia a reluzir. Por amor, a flor da hora, versa a vida sem demora, convida o agora pra sorrir. Por amor, a chuva fina, com o fecundar se afina, num florido verdejar. Versejar da flor do tempo,

Louco versar, presente ausência

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... amor ausente; perdido no fumo do tempo, névoa da distância, densa bruma da saudade. Versar cheio de vazio, transbordante escassez, fartar do que, de quem falta... Antonio Pereira Apon. Sã loucura, salutar insanidade, versar o verso e o reverso de tudo e todos; semear poesia nos corações, mentes e almas áridas, Distribuir os frutos colhidos no pomar da inspiração. Enquanto a semente, é tão somente grão, promessa de florescer e frutificar. Assim é o louco versar,

Ruídos cotidianos. Escutai os silêncios

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... discorre a natureza, os silêncios ignorados... Acordem os ouvidos, escutem, percebam; silenciem a apercepção. Tudo passa e a vida, feito o mar, recua, avança; vem em ondas o viver... Antonio Pereira Apon. O disse que disse do disse me disse, da palavra mal parida barulheira desavida, desvalida convulsão. Calam os roncos loucos do progresso os flatos absortos da estufa, a fúria da grana;, emudecem as ruas estéricas, a frigidez apressada e apreçada não grita, amordaçado, o fumo da rotina já não sufoca, o estardalhaço do cotidiano... Que fale o saber do viver, que diga a ciência da vida, profiram-se os silêncios relegados; manifestam-se as águas no seu poético escoar, exprimem-se os pássaros em seus cantares, pronuncia-se o vento em seu frescor, articulam-se minutos e horas nas silentes possibilidades do existir, proclama o sol a sua luz, declama a lua, dialogam as estrelas, comunicam as flores, afirma-se a alvorada, declara-se o crepúsculo,

Efeitos colaterais

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... valor da vida, das coisas, ditas, pequeninas, o desvalor das “grandes”, endinheiradas desvalias... Benditos efeitos colaterais, efeitos adversos, reverso bem, versos bons do vírus mal... Antonio Pereira Apon. Ruas desertas da rotineira pressa, esvaziadas do frenesi apressado, mal apreçado da rotina; a ânsia humana, compulsoriamente guardada, resguardada no acolhimento dos lares vulgarmente esquecidos. A percepção de nossas apercepções: O aroma da chuva, reunindo os cheiros da calma, fragmento do hálito de Deus, lavando, levando, ensinando a passar. Pombos nos telhados, o bem-te-vi nalgum lugar; bater de asas, convidando o pensamento a voar, folhas, papeis, coreografia das roupas nos varais, dançar ao sabor do vento que brinca. Alheia aos ais pessimistas, as lições alvorecidas, esperançando cada novo dia; corpos separados em quarentena, mentes, almas reunidas, aliançadas no bem comum;

Gente, dom de fazer diferente

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... descobre na Terra a sua rima; dá a volta por cima, assinando seu caminhar, reescreve sua sina. Assenhora-se do tempo, subverte o cronológico convencional, abraça o antropológico providencial; segue o Cristo... Antonio Pereira Apon. Quem não é indiferente, diferente, vai fazendo acontecer; semeando, implantando, colhendo, acolhendo, onde antes ninguém ousou plantar. Diverso de quem “ganha” pra perder, supera, supera-se; verso de quem “perde” pra ganhar. Como a Conceição do Céu,

Tudo por amor a você

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... De teus sonhos, fiz meus versos, o rimar da lida com a vida; o poema, a guarida, do teu que é o meu amor. Arroteei a terra, semeei o solo, pra nos furtar do colo da solidão. Me fiz caminho, te fiz carinho... Antonio Pereira Apon. Me confundi com o tempo, ao soprar do destino naveguei; esculpi as pedras dos instantes, lapidei as joias dos momentos, modelei pensares, sentimentos… Me fiz, desfiz, refiz-me pra te fazer feliz.

Fique em casa! Essencial detalhe

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... Mais higiene, menos teimosia; pra vencer a pandemia, cuidar de si e do outro. Respeitar a quarentena, estocar não vale a pena, se pra alguém fizer faltar. Sem sensacionalismo e agonia, cuidar da assepsia, pra doença não pegar. O recado já bem dado, cabe ao homem mais cuidado, o cuidar pra se cuidar... Antonio Pereira Apon. No blog Filosofando na vida , a professora Lourdes nos convida a escrever uma frase, verso, poesia, pensamento, mensagem… Sobre uma imagem postada a cada quinzena. Acima, a imagem sugerida. Abaixo, a minha 3ª participação na segunda edição dessa blogagem coletiva, intitulada: Poetizando e encantando com esse post de ontem, dia 19. Vamos colaborar para que possamos com brevidade superar esse momento difíscio. Se guarde, aguarde, se resguarde até o pior passar. Como diz o popular adágio: “Boa romaria faz, quem em sua casa está em paz”. Deixa ir o vírus sorrateiro, mal coroado forasteiro, esse bicho a assustar. Assola o mundo inteiro, ...

Caminhante pensador

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... dono de si, livre pensamento; alheio à alheia opinião, sem pedir licença ou permissão, desembesta mundo afora, aflora! Aquém de quem não é da conta, sem tutela e sem patrão, sem pitaco, intromissão... Antonio Pereira Apon. No blog Filosofando na vida , a professora Lourdes nos convida a escrever uma frase, verso, poesia, pensamento, mensagem… Sobre uma imagem postada a cada quinzena. Acima, a imagem sugerida. Abaixo, a minha 2ª participação na segunda edição dessa blogagem coletiva, intitulada: Poetizando e encantando . Segue a sós o caminhante, itinerante pensador, sob o céu, sobre o caminho, toca a vida a caminhar. Vem de ontem, de outrora, maduro pensar da hora; que não tarda, não demora,

Pandemia. Uma “Fúria” anunciada

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... Alecto, a Fúria, viraliza a dor. Ensombra, assombra o vírus sem fronteiras; imigrante, imune ao se barrar, ao preconceito, ao discriminar. Avança a fatídica foice; ceifar da inconsequência, colher da inconsciência. Apocalíptica ganância; profana, a grana e sua ânsia, triste ganho a desgraçar. As bolsas, os bolsos... Antonio Pereira Apon. Sanha humana, desumana sina; inumano dizimar; devasta, desmata, devora... Deflorar de fauna e flora, chacinar. Fartos flatos, do progresso, estufa; global aquecimento, mundial padecimento, ecológico desatinar. Natureza morta, fratura exposta, acorda, exuma Alecto, a Fúria,

Gente e erva de passarinho

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... Como numa fábula, as aves dos maus costumes, vícios, complexos, preconceitos, orgulho, egoísmo, vaidade… Vão espargindo rebentações deletérias como o melindre, o ciume; inveja, mágoa, ressentimento, tristeza, medo… Pragas que furtam a vitalidade e roubam o viço... Antonio Pereira Apon. As chamadas, ervas de passarinho, são parasitas, brotações daninhas á suas vítimas: plantas tropicais, lenhosas e árvores. Quais vampiros vegetais, sugam a seiva de seus hospedeiros, podendo levá-los mesmo à morte, caso não sejam combatidas e erradicadas. O nome das intrusas, se dá por conta delas se espalharem através dos passarinhos que, ingerindo certas sementes, depois as disseminam junto com suas fezes. Azaleias, primaveras, jacarandás... São alvos costumeiros de tais infestações perniciosas.

Mulher em adjetivos

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... Deusa poderosa e empoderada, avassaladora e estonteante. Sensual e inspiradora, capaz, sagaz; linda e majestosa, companheira, transformadora. Graciosa, amorosa, poética... Antonio Pereira Apon. Glamourosa diva, dadivosa musa; heroína e guerreira, formosa, cúmplice, parceira… Protagonista e coadjuvante; perfeita, inteligente e exuberante.