A minha dor, está: nas filas de quem adoece, buscando a saúde pública; no prato vazio, sem a esperança do alimento; no peito encontrado, pela bala perdida da insegurança; na ignorância, patrocinada pela deseducação oficial; na fé, prostituída por falsos religiosos politiqueiros; na verdade, relativizada pelos interesses e conveniências dos algozes do povo; no desafeto, que transforma orfanatos em depósitos e asilos em expurgos; nas oportunidades, sonegadas pela desigualdade; na morte, provocada pela desassistência, a negligência, o descaso; no pouco caso, que descuida, agudiza o infortúnio; na falta da vacina, do oxigênio, do elementar ar para se respirar; na estupidez de toda forma de preconceito e intolerância, no falso moralismo e hipocrisia, nas promessas vazias de políticos e religiosos. A minha dor,