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Mostrando postagens de maio, 2021

Hoje é dia de quê?


Convite, alvorar

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Me desencontrei em meus encontros, me perdi entre meus achados, cassei quimeras como se fossem borboletas; tropecei, caí, ardi no fogo das emoções fugazes.

Nossos sonhares

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Sonhar só, é tão somente só sonhar, sonhar junto é sintonia, sinfonia do realizar, concerto, acerto dos sonhares.

Acredite, passará

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Quero te dizer, que tudo pode ser; mesmo quando parecer não ser. Quando a noite delongar, quando a chuva demorar passar; acredite, passará. Os sonhos são senhas, os quereres, chaves para algum lugar; no abraço da esperança, cabe o mundo, todo o mundo; o nosso realizar. Flores do futuro, sementes do agora; já não cabe nessa hora o que passou, ficar.

Há um milagre

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No desabrochar de cada flor, na semente minúscula, que guarda o potencial das maiores árvores; fauna, flora, biodiversidade. A pluralidade do cio da Terra, a redondeza que rotaciona, produzindo crepúsculos e alvoradas; nas montanhas altaneiras, nas profundezas abissais, na chuva fagueira, no fluxo do rio, fecunda ribeira; Nos corpos celestes, nos fenômenos terrestres, há um milagre.

Navegar é preciso, impreciso o tardar

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A vida é o barco, o mar é o viver; o tempo, o vento que nos sopra e o destino, o cais, porto de onde se vem , para onde se vai. Quem não deixa um porto, fundeado nas comodidades das ilusões, sonega-se o viver. Navegar é preciso, impreciso o tardar.

Bem me quer, mal me quer...

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Trago a poesia em minhas mãos vazias, a melodia de um bem querer; um ser sem ter, um tal porque. Sentimentos rotos, sonhos desbotados; um mal brotado bem querer de um malmequer. Um ter sem ser, um não porque.

Dunas ao tempo

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Vai a vida, leva o tempo, vaga a duna, sopra o vento; tempo, vento a nos soprar. Vagueia a areia do ontem e do agora, erra o destino a rumorejar,

Câmera da memória, clicar do agora

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Câmera das lembranças: momentos guardados, fragmentos resguardados, cliques, pedaços de tempo; o que passou e o que se foi, quem ficou, quem não se demorou Vivências e convivências gravadas, grafadas em nossa história, impressas, impregnadas na retina da memória Retratos em preto e branco, fotos coloridas, vida em seus tantos tons, revelados, desvelados dons.

Devolvam

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Nossa bandeira, nosso lema, nossas cores, nossas estrelas. Não são minhas, não são suas; não se prestam a ter um dono. São patrimônio de um povo, de toda uma gente. Quero querer escolher de novo, sem ter que ser isso ou ser aquilo, ter que ir pela direita ou seguir pela esquerda, bater continência ou engolir contingência; não quero ter que ter uma ideologia, um credo uma etnia. Quero vestir verde e amarelo, sem ser confundido: com um aloprado negacionista, um alucinado terraplanista, Alienado, um qualquer preconceituoso falso moralista. Quero ter orgulho de ser brasileiro independente de quem esteja no poder. Tendo a consciência de nossos tantos defeitos, ainda sim, poder curtir nossas qualidades; sem ter que ter vergonha, sem virar deboche ou se tornar piada, sem se prestar a meme da internacional risada. Quero de volta: o verde das matas preservadas, o amarelo das riquezas não descaminhadas, o branco desarmado de uma amada...

Toda uma vida

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Muitas vezes, passamos toda uma vida, convivendo sem conviver; calando palavras, manietando gestos de afeto, escondendo um olhar mais terno, nos sonegando uma maior interação. Por isso ou por aquilo, não nos permitimos ir além dos formalismos, das convenções, agindo com uma quase indiferença, tão diferente da emoção que pulsa em nosso íntimo. Mas deixamos o tempo passar, abortar as palavras, amordaçar os gestos, toldar os olhares; tantos nadas e silêncios se entulharem, esterilizando amizades, amores, oportunidades…

Paz e amor

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Onde cala o grito, grita o silêncio; os tolos gritam seus gritos tolos, os sábios silenciam... há paz no silêncio! e quando a paz puder gritar o grito silencioso do amor; haverá mais riso e menos dor,