Nossa bandeira, nosso lema, nossas cores, nossas estrelas. Não são minhas, não são suas; não se prestam a ter um dono. São patrimônio de um povo, de toda uma gente. Quero querer escolher de novo, sem ter que ser isso ou ser aquilo, ter que ir pela direita ou seguir pela esquerda, bater continência ou engolir contingência; não quero ter que ter uma ideologia, um credo uma etnia. Quero vestir verde e amarelo, sem ser confundido: com um aloprado negacionista, um alucinado terraplanista, Alienado, um qualquer preconceituoso falso moralista. Quero ter orgulho de ser brasileiro independente de quem esteja no poder. Tendo a consciência de nossos tantos defeitos, ainda sim, poder curtir nossas qualidades; sem ter que ter vergonha, sem virar deboche ou se tornar piada, sem se prestar a meme da internacional risada. Quero de volta: o verde das matas preservadas, o amarelo das riquezas não descaminhadas, o branco desarmado de uma amada...