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Mostrando postagens de fevereiro, 2022

Hoje é dia de quê?


Um emoji? Palavras para te falar?

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Faltam palavras, falta um emoji; pra te falar de mim, pra me contar de ti. Todo dia, te mando o meu melhor bom dia, à noite, a poesia de bom sono e sonhos te desejar. É que o sentimento subverte o tempo e a razão, faz o seu próprio momento, para além das explicações, das palavras ou de qualquer emoji; acontece, no aprazar, no dialeto do coração. Não, não podemos resgatar o tempo perdido, exumar o passado, ressuscitar instantes idos, nem consertar os tantos desconsertos do caminho; mas, podemos desemudecer o não dito, alforriar os gestos contidos, reescrever o agora, fazer do futuro, aurora de nós dois.

Achego de inspiração

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Ando desinspirado, desesperado atrás da inspiração; essa mulher caprichosa, que fica cheia de prosa, quanto mais a gente a quer. Faz graça, desdenha e debocha; faz troça e nos deixa na mão. Mas, quando é dela o querer, aí não tem jeito! Fatal, a moça nos seduz e sujeita, faz nosso o seu querer. Travessa e tão traquina, a moçoila não descansa enquanto não consuma seu afã.

O armário

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Juntei num canto antigas mágoas, noutro, velhos rancores. Empilhei minhas manias e defeitos de estimação, não esqueci minhas coleções: birras, implicâncias, teimosias… Deixei o pó da rotina se acumular, as traças do cotidiano se instalarem, corroerem a vontade, aranhas tecerem tramas de desânimo e acomodação, coisas mal resolvidas se assomarem… Entulhei as gavetas de inutilidades, soterrando sonhos no fundo delas. Permiti que o mofo da mesmice se espalhasse. E não tardou, as baratas roerem minhas ilusões e desimportâncias, as tantas inutilidades que me recusei a descartar. O cúmulo: O rato da depressão espreitou minha fé e esperança. Aí, eu abri as portas do meu armário; joguei o lixo no lixo, dedetizei, limpei, arejei, perfumei; desembolorei geral! Desentulhei, desacumulei, destralhei; desatravanquei! Liberei o sonho pra sonhar, convidar, abrir espaço para tudo que seja bom chegar; se achegar o que e quem seja do bem, aconchegar o amor, arrumar a poesia ...

Vida, o folhetim

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A vida, qual um folhetim; uma novela, uma obra aberta que não se adivinha o fim. O determinismo tenta, o destino intenta; mas, para o bem ou para o mal; o destino muda com o nosso mudar. Não dá para dar “spoiler”; a gente inventa, tenta, acolhe, desacolhe, escolhe ser protagonista ou coadjuvar; fazer-se caso do acaso, ter a vontade de causar.

A morte do congolês

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Proverbialmente cordial, desmente-se demente, a insana sanha nacional. Armada e desamada, vai aprendendo a desamar. Assim, com dor, morreu um congolês; que fugiu da morte lá, para com a morte aqui se encontrar.