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Mostrando postagens de março, 2022

Hoje é dia de quê?


Djavanear, Caetanear

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Devanear, Djavanear; o oceano. O mar, a arte, amar-te.

Pé de amor, pede amor

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Nem sempre dá a flor do nosso desejo, o fruto do nosso querer; dá no ensejo que a vida der. Solidariedade, carinho, amizade, dá boa conversa, faz bem querer; amor de verdade, dá do que der; se rega, se cuida, se ajuda a crescer. Dá num florir diverso, reverso da hora, simplesmente; aflora, alheio à estação. Bom sentimento, só faz bem a quem cultiva, quem o queira cultivar.

Felicidade

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Nada nem ninguém pode nos fazer felizes, se eu, você não se quiser, não se fizer feliz. A felicidade pode estar por um triz... A alegria, até tenta, finge ser feliz, pinta um sorriso que não um diz; só riso. Versos, passos escritos na areia; mar mareia, rareiam.

Gente girassol

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Como criança, que tudo move o seu brincar: O girassol, na infância, brinca de com o sol cirandar; gira a sós, aos sóis de cada dia. Quais os ponteiros do relógio, de leste a oeste a recrear. À noite, sonha; sem se dar conta, volta-se para o leste, num automatismo natural, no aguardar o amigo sol brincante. Mas, feito gente: Adolesce, aborrece e fica adulto, trava melancólico para o nascente; já não percebe, já não persegue o brincar do sol. Jaz; A flor que nem é flor, inflorescência, folhas, de pétalas mascaradas, em seu miolo, guarda suas flores ensolaradas. Há quem diga; que quando o céu nubla, quando a chuva cai; um girassol menino se vira para outro, para energias compartirem. Verdade ou não; uma poética, bela lição para quem deixou de ser girassol; Decresceu e desleixou, se perdeu, se esqueceu da vida a brincar; se digladia, se engalfinha, sobrevive a guerrear.

Essa mulher

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 Essa mulher que à sina assina, reedita o azar e a sorte, reescreve a História, afronta até mesmo a morte. Essa mulher que se faz aurora, mesmo quando se lhe tentam obscurecer; aflora, qual girassol que mira o sol da esperança, avança ao seu lu g ar. Escolhe suas escolhas, agenda a própria vida, decide o que fazer da sua lida. F orte, sem perder a delicadeza; firme, sem abdicar da sutileza; decisiva, sem abrir mão da leveza. Essa mulher de tantos predicados; para além da estética: engenheira, professora, advogada, médica; decidir, construir, presidir, se arvorar, para lá de onde quer chegar. S ujeito que não se sujeita, e n j eita quem lhe intenta tutelar. Não se cala ao grito, não aceita pancada, ama a quem lhe faz verdadeiramente amada; mais nada! Essa mulher…

Vida, mão dupla

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Não, não se basta o venha a nós, ir à vós é necessário. Nessa vida, que é via de mão dupla, é preciso ir e vir, trafegar de sentires, pensares e fazeres; bem dirigir nossos quereres, para não colidir com a ilusão, desilusão, bem sinalizada pelo destino. Viver é o meio, não o fim; o caminho, a lição; partilhar a estrada, compartilhar a senda; sem pressa nem letargia, sem ultrapassagens proibidas, sem a agonia de desastrar na curva sinuosa do acaso, arriscar na paisagem turva da neblina, desventurar na pista escorregadia da aventura; delirar na imprudência sedutora e inconsequente; acidentar a si e outra gente, lacrimejar do que era pra ser contente, convidar a morte pra brincar de azar ou sorte.

Mulher é mais... - 8 de março, dia internacional da mulher

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É mais que inspiração; que poesia, pintura, canção… É mulher! Sujeito que não se sujeita a objeto, objeta e vai a luta; o passo na lida, abraço na vida; mulher. É mais que peitos e vagina, bem mais que uma sina; mas que um gênero, um utensílio do lar, o reverso do que o machismo encima. Mais que parto, mais que porto; Gaia, Fênix, Héstia, Atena, Nétis… Mais que mito, rito de ser mulher. Chama que nos chama, arder da flama de um tempo novo; renovo, ressurgir, reflorir, reparir, reparar do mundo.