Como criança, que tudo move o seu brincar: O girassol, na infância, brinca de com o sol cirandar; gira a sós, aos sóis de cada dia. Quais os ponteiros do relógio, de leste a oeste a recrear. À noite, sonha; sem se dar conta, volta-se para o leste, num automatismo natural, no aguardar o amigo sol brincante. Mas, feito gente: Adolesce, aborrece e fica adulto, trava melancólico para o nascente; já não percebe, já não persegue o brincar do sol. Jaz; A flor que nem é flor, inflorescência, folhas, de pétalas mascaradas, em seu miolo, guarda suas flores ensolaradas. Há quem diga; que quando o céu nubla, quando a chuva cai; um girassol menino se vira para outro, para energias compartirem. Verdade ou não; uma poética, bela lição para quem deixou de ser girassol; Decresceu e desleixou, se perdeu, se esqueceu da vida a brincar; se digladia, se engalfinha, sobrevive a guerrear.