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Hoje é dia de quê?


A poesia, o poema

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Na arte: Desenho, pintura; poesia das formas, traços, das cores; música, poesia do som, cinema, teatro; poesia dos falares e gestos, dança, poesia dos movimentos, artesanato, poema das mãos, poesia, poema; é a arte que não cabe em si; desenha e pinta, toca, canta, encena e dança; encanta. No humano: Amor, a poesia da alma, paz, poema da calma; fé, poesia de confiar, esperança, poema do acreditar; otimismo, poema do não desesperar, vitória, poesia de insistir, persistir e perseverar; vida, poema do existir, sorriso, poema da felicidade, lágrima, poesia de dor ou saudade, dignidade, poesia do caráter, ilusão, poesia da miragem, depressão, ausência de poesia,

Eu voto - Voto nulo, só anula a sua cidadania. Apenas os votos válidos, valem

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Eu voto: pela preservação da natureza, pela beleza da cortesia e equilíbrio das palavras e gestos. Eu voto: pelo ânimo de um povo que ama e se desarma, pelo respeito à sexualidade, gênero, etnia, família alheia, pela liberdade de expressão, expressa em favor do bem pela ciência que salva da ignorância, pela educação de inteligente elegância,, pela vacina contra todo mal.

Democrática primavera - Setembro, flores do bom e do bem; amadas, desarmadas

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Abaixo do equador: Vermelhos e amarelos florindo em paz, colorir do verde que esperança, do azul que traz bonança, brancos angelicais. Vicejam flores, florejam amores, curando ódios e dores; cores primaveris. Desensombrando, desassombrando; setembro achega, dissipa as nuvens invernais, exorciza maus humores infernais. Versejam os campos uma poesia amada, desarmada floração, que convida a gente pra florir a vida, dar a colhida, ao bem, o bom, à renovação.

Deus salve a rainha!

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Elizabeth. Na vida, a real realeza, não está na riqueza, que fica por cá; pro lado de lá, voga o ser, não o ter ou estar. Vige o tesouro da alma, o ouro da calma que a consciência abonar.

Eita! Eta! Êta lelê!

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Êta lelê! Vai na arte da poesia e na poesia da arte, inspirando, conspirando com o bom de todo o bem. Êta lelê! No círculo virtuoso, na prosa e no verso, num reverso fabuloso; na rima que arrima, criativa obra prima, na arte da vida, no viver a recriar. Êta lelê! Que canta e dança, esperança; pulsa na canção, a cor dá a cada dia, faz bater o coração. Êta lelê! Pra quem chega e vai ficando, se achegando, nessa arte que transborda aqui.

Carla Cantares Visi - Uma homenagem

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Homenagem para a Carla Visi, aniversariante de 31 de agosto, poema com títulos de músicas cantadas por essa grande artista. Especialmente escrito para o Vai Na Arte de nossa amiga Eliana Aquino. Abre coração com cheiro de festa, amor não é brinquedo, nenhum aviãozinho; vai sacudir, vai abalar, viva intensamente a dança da sensual. Êta vida muito louca! Pura adrenalina. Alamalê, para além da canção, Andar com fé; aqui e agora, seguir nesse arrastão do amor. Batuque me leva! Bye, bye solidão. África mulher; charme, suingue e sedução. O coração bateu com crença e fé, é demais meu rei! Desejo e sedução; Canto Ao Pescador, claro, é amor cigano, é dia de festa, geleia Geral, que é tão bom. Fácil de entender: Está na cara, está na cura; eu te amo! Seu jeito faceiro, sem qualquer lero-lero. Quero ficar com você, curtir o canto da cidade, onde o eterno Deus Mu dança até o vira. Olha eu aí na Patuscada de Gandhi. Salvador, Salvador pega no balanço, todo mundo dança, não é um lugar comum; p...

Rosa linda, longeva vida

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Rosa linda, flor do tempo, longevo viver que se quer; perfume da vida, espinhos da lida, o florescer; o merecer aqui estar. Flor de gente, humano tempo a reflorir; a cor dar de eternidade, fragmento de infinito, o seu viver, dom mais bonito, arte do ser a aqui estar.

Caracteres do amor

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O amor não polariza com nada nem ninguém, simplesmente, ama. Não tem religião nem ideologia, não se arma nem desama, não se presta a verborragia. Não se acha, por isso, não costuma se perder; eleva, constrói, releva. Não mente, não falseia; não impõe, propõe, semeia!

Está bem escrito

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Para além das estrelas, está escrito nas linhas tortas onde Deus escreve certo, na palma da mão do tempo, onde o destino escreve: que o amor humanize, e breve. Está impresso nas pétalas do malmequer, na sorte do humano bem querer; grafado, gravado nas fibras do coração, marcado na alma, projetado na imensidão.

Raulzito, nos títulos do maluco beleza - Uma homenagem á Raul Seixas

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Com títulos de suas canções, versamos a metamorfose ambulante, que foi, é e sempre será o roqueiro que nasceu a dez mil anos atrás, para ser a mosca que pousou em sua sopa. Eu nasci a dez mil anos atrás, não me deixo levar por ouro de tolo; sendo uma metamorfose ambulante, não me canso de repetir: Tente outra vez! Meu amigo Pedro, não aceito ser um carimbador maluco, dessa sociedade alternativa; um cowboy fora da lei, a misturar capim guiné com a maçã e no canto da minha morte, lamentar o dia em que a Terra parou. Viver é se fazer prelúdio, uma lua bonita, o trem das 7, encontrar o ponto sem medo da chuva. Ofertam ao povo um banquete de lixo, verdadeiro diamante de mendigo, eta vida! Quando acabar o maluco sou eu, eu também vou reclamar; mosca na sopa, rock das aranhas… por quem os sinos dobram, Al Capone? Aluga-se a lei, as profecias; como vovó já dizia: quando você crescer… Abre-te Sésamo! Conversa pra boi dormir. Sou o que sou; a geração da luz, o segredo da luz; aquela coisa,, ...

Cura poética - Arte, para sarar o pensar, o sentir; a vida

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O lado de dentro, o lado de fora; a folha, a escolha, a porta que aparta o ser e o estar; sair ou entrar, partir, chegar, sim ou não, um talvez que se desencontre; sem porto, sem parto, nalgum “deslugar”. Deixar passar o que já passou, o que, quem não ficou; se ir, passar adiante, despir o pretérito guante, deixar o agora, o futuro passar. desestressar, desestagnar, desacomodar! Desensombrar, desassombrar, curar!

Estado democrático de direito, sempre! Fora da democracia, não há salvação.

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Sem cristão de araque, sem democrata mandrake, sem cédulas que se fraude, sem mentiras de verdade, sem desonesta falsidade. Sem deboche e cinismo, sem inventar eufemismo; respeito ao resultado das urnas. Sem flertar com o fascismo, obediente à constituição, sem treta, mutreta, ou casuísmo, reverenciando cada instituição. Nada de enrustido moralismo; nem armas nem ódios, negacionismo, armação, opróbrios; sem populismo, sem enganação.

Que diga o povo! - Viva a cultura popular! 22 de agosto, dia do folclore

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Na dança, na trança; no traçar da lida, no gingar da vida, ciranda, cantilena, cantiga. Do berimbau, a corda, acorda a capoeira, rasteira no preconceito; viva o jeito dessa gente, da gente! De repente, um repente, um caso do acaso, de nossas tantas emboladas, um cordel, uma trova. É lenda, é parlenda, é conto e encanto, é canto, é renda.

Jeito de pai

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Tem pai que tem jeito e tudo ajeita, tem pai que não tem jeito e não se consegue ajeitar; pai jeitoso, pai desajeitado; pai que rejeita, pai que não enjeita abraçar. Pai que só faz, nada mais! Pai que assume, pai que consome, pai que se some; tem pai cabra da peste, tem o que não passa de uma verdadeira peste; pai da hora, pai que dá o fora! Pai inesquecível, pai que é melhor esquecer...

Um beijo pro gordo! - Homenagem para Jô Soares

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Pensar no tudo e até sorrir do nada, grande piada, nossa efêmera estada por aqui. Tanta tragédia a se fazer comédia; satirizar inteligente, acordar de mentes indigentes, bordões a pensamentar; dom de inspirar pensamentos, arte, talento de fazer sorrir;

Cada dia, nosso dia

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A partir de hoje, quero que cada dia, seja nosso dia; um verso da poesia, que começa, daqui até a eternidade. Que sejamos nós, jamais sejamos sós, eu e você pro que der e vier: nos dias de sol, nas noites de chuva, na tempestade e na calmaria, na certeza e na dúvida, no sorriso e na lágrima, amanhecer e crepúsculo. Sejamos um pro outro: quando a vida for flor, caminho, se si fizer espinho, carinho.

Entre o outono e a primavera

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Eu sou outono, você é a primavera; poesia serena das amenas estações. Sem o frio do inverno, nem o calor do verão; o equilíbrio do clima no clima de nossa emoção. A vida em flor e fruto, encontro augusto de nós dois, serenos equinócios, equilibrando, equacionando as diferenças; nosso lilás e toda cor, nascer do sol, no sol se pôr.

Ses e emojis

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Hoje acordei pensativo, escravo dos meus anseios, cansado das constantes inconstâncias, do talvez, quem sabe; confundidos entre ses e emojis. Dá vontade de desistir de tudo e de nada, destrancar o peito, tocar o barco, abrir a porta, abraçar a aurora, os braços que lá fora, me convidam o abraçar.