Hoje é dia de...

Tempo, temporão, temporal


Ilustração oficial do blog - Uma rosa vermelha na diagonal, sobre um fractal do por do sol, com o nome Apon em relevo, na parte inferior da imagem. #PraCegoVer

O tempo é a porta, a ponte, a janela,

o porto, o barco, é o mar.

É lugar algum e algum lugar.

Contem, está contido;

é o agora que já foi, o amanhã que logo vai.

É o fio, o tear e o linho,

a parreira, a uva e o vinho.

O grão, a moenda e o pão,

fragmento congelado no porta-retratos,

instantes capturados na película,

ninhos, pássaros, amplidão.

É a lagarta, o casulo, a borboleta,

O pingo, a garoa e a tormenta.

É a agulha, a linha e o bordado;

o natural, o desnaturado...

Rupestre e futurista,

analógico e digital,

profundo e superficial;

barro, silício e grafeno,

atávico, quântico,

pragmático e romântico.

Um Eros versus Thanatos;

Koré, Persephone e Hades.

Plantar e colher,

sorrir e chorar,

flor, abelha e mel,

semente, chão, vergel.

Tempo! Tempo? Tempo...


Antonio Pereira Apon.

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Comentários

  1. Meu amigo

    Um GRANDE poema...talvez o tempo por vezes se esqueça de ser tempo e passe quase sem dar por ele.

    Um beijinho com carinho
    Sonhadora

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  2. Oi Antonio,
    Ah, tempo! Ansia do existir!
    Linda poesia!
    Tenha um ótimo fim de semana!
    Beijos!

    ResponderExcluir

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