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Mostrando postagens de fevereiro, 2020

Hoje é dia de quê?


Violeta, a vendedora de flores

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... não quero saber de esmolas dos outros. Quero que o Senhor intervenha diretamente em minha vida, derrame sua graça, realize um milagre… Me dá um sinal Senhor! Me dá uma resposta! Mostra-me que não estou só, que sua ajuda não me faltará, de onde virá o seu socorro... Antonio Pereira Apon. Violeta perambulava pelo centro da cidade vendendo suas flores: na saída do teatro, na entrada do café, na porta da igreja, aos casais de namorados… Ano após ano, a moça vivaz e comunicativa, se tornar a conhecida e bem-qu ist a por quase toda gente da região. Contudo, ultimamente andava cabisbaixa, preocupada com as vendas que iam minguando dia a dia, causando-lhe já grandes privações . Certa manhã, num momento em que estava entregue a uma triste introspecção, a moça foi abordada por uma senhora distinta, sua conhecida: - Violeta, minha flor. Não repare não, mas, como você sabe, nós temos um grupo de senhoras que se reúne semanalmente aqui na praça e, na medida do p...

Acróstico da Mulher

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08 de março, é o dia dedicado a lembrar os 365 dias da Mulher. Não esqueça! Antonio Pereira Apon . Desastrado o desatino machista, i maginar-se dela o dono, a nacrônica possessão. I nspiradora essência, n ascida faz nascer; t esouro transformador, e ncanto em forma de gente, r eluzente em seu ser; n atureza nela explícita, a mor a transbordar. l egado do Criador.

Dois irmãos. O rico e o pobre

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Eram dois irmãos, um era rico engenheiro, enquanto o outro, um pobre professor do ensino público. O primeiro, arrotava luxo e grandeza, tinha tudo do bom e do melhor que o dinheiro podia comprar; sua fortuna crescia dia a dia, multiplicava-se com suas relações escusas na política e as tantas maracutaias, que sangravam o erário e engordavam sua conta particular, bem como a de sua empreiteira. O segundo seguia honestamente, sobrevivendo do parco salário de docente, humilde, comia o pão que a política amassou. O irmão rico, tinha vergonha do parente pobre; não o adicionava em suas redes sociais, não o convidava para as festas em sua mansão, as férias na casa de praia, na fazenda… E, como diz o povo: “Quanto mais rico, mais ridículo”! O ricaço em nada ajudava o seu mano menos afortunado; o sujeito vivia a chorar miséria: prejuízo em aplicações, a queda da bolsa, a alta do dólar, a crise… Não atendia ligações, ignorava recados, não respondia aos gentis compartilhamentos no aplicativo de ...

Liberdade, o que é?

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... Mais educação e menos armas, mais abraços, menos continências, mais deferência, menos reverências, mais delicadeza, menos estupidez, mais amor, menos bravatas, mais verdade, menos fake… Antonio Pereira Apon. É pássaro que, cativo, não perde o canto, mas, desencontra o encanto de cantar. É flor, que na terra brota, desabrocha; no mais belo jarro, jaz, é chuva que fecunda a terra, pinta arco-íris no céu. São filmes, livros fazendo pensar, o livre expressar, a realidade podendo sonhar; é crer no que quiser e se quiser, poder descrer! Sem censura, sem tortura, amarras, algemas, ditadura, clausura, imposição; impostura de estranhos quereres. Liberdade, é:

Suicida?! Eu? Não sabia...

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... aborrecimento, preocupação e irritação constantes, provocam descargas que lesionam o sistema nervoso e num efeito dominó, outros sistemas. Ansiedade, stress, vão envenenando o organismo com sobredoses de cortisol, adrenalina, noradrenalina… A sobrecarga das ocupações indevidas, vão exaurindo... Antonio Pereira Apon. A ansiedade e o stress eram seus amigos mais presentes, a mágoa, sua confidente; o aborrecimento, a preocupação e a irritação, eram com ela como unha e cutícula. Inseparáveis! Chamava para si as obrigações de todo mundo e mais alguém: filho, pai, mãe, neto, cachorro, gato, papagaio, parente, aderente… Comia mal, dormia mal e somatizava tudo. Assim, não tardou a se instalarem; a hipertensão, o diabetes, neuroses, psicoses e tudo que é distúrbio do corpo e da alma. Aos 54 anos ela teve o primeiro enfarto, no ano seguinte, uma isquemia; aos 56, outro enfarto e aos 57, o AVC que a deixou hemiplégica e sem fala, na cama, até morrer no terceiro enfarto,...

A resiliência do juazeiro, uma lição

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Superar, suplantar, vencer; florir, mesmo quando ao derredor desertar, não for tempo de dar flor. Solitária árvore, em sua ocorrência espontânea. Da caatinga, é das poucas que não perde as folhas durante as maiores estiagens. Longeva e dadivosa: alimenta, higieniza, trata, abriga… Desafia o solo empobrecido, a hostilidade do clima, persiste em flores d’ouro, quando a vida já deserta ao seu redor; oásis de verdejante esperança, parece desmentir a secura, a esterilidade desértica. Forte sertaneja, aprofunda suas raízes em busca das águas escondidas. Em terreno fértil, sua silhueta tortuosa, se aformoseia e alonga numa frondosa obra da natureza.

Tempo. Remova a ferrugem, aceite o presente

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... Limpar a teimosa ferrugem, para destravar as engrenagens do existir, liberar o precioso mecanismo da felicidade, para que flua na marcha salutar do hoje para o amanhã; sem âncoras, sem amarras, sem o dorido sobrepeso das coisas passadas... Antonio Pereira Apon. Passado, presente e futuro; nessa ordem se sucedem no fluxo cronológico natural. O passado, foi; o presente, é; o futuro, será ou poderá vir a ser. Mas, alguns acontecimentos da vida, parecem cristalizar o tempo, estabelecer marcadores temporais inamovíveis, para os quais, a criatura é constantemente atraída na contramão do calendário, subvertendo a agenda do viver. Como uma ferida que não cicatriza, uma mancha entranhada, de difícil remoção; recidiva ferrugem do tempo, impedindo que os ponteiros da vida, avancem corretamente; emperram, entravam, atrasam; fazendo a criatura deambular no círculo vicioso de suas remissivas viagens ao passado que persiste em não passar.

Versando o evangelho

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... Disse Jesus Cristo e eu não duvido; “não é por muito falar que sereis ouvido”. “Atire a primeira pedra, aquele que estiver sem pecados”. Contra a hipocrisia e o preconceito, deu o Mestre seus recados... Antonio Pereira Apon. Quem muito reza e pouco faz, a Deus não preza; só quem serve, ao Senhor apraz. “Esse povo me honra de lábios,” mas, não basta dizer amém, caridade vai além da lábia; mais valia tem, pouca fala e muito bem. No céu serão barrados, muitos dos que dizem; Senhor! Senhor! Gente que a ninguém favorece, aparece, pedindo ao Pai favor. “Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo”, eis o supremo mandamento, receita do livramento, rumo pra quem ruma a esmo.

Sol da manhã, amor perfeito

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... palpitar da vida, palpites do coração; um nó, um laço, enlace,abraço; de corpo e alma, amplexo; espírito e sexo. Um preito, amor perfeito, no um do nós dois. Recíproco e verdadeiro, o renovar de cada manhã, o sentir fazendo festa no coração... Antonio Pereira Apon. Amor é como sol da manhã, despindo a noite pra vestir o dia; cantar de pássaro, flor poesia, frescor de brisa, arejada melodia.

Dar jeito na dor

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... Trazem o Cristo na língua, o terço na mão, mas, na hora que podem, fogem; sem coração, dizem não. Na fala a grandeza, na aparência a riqueza; fraternidade? Solidariedade? Tem não! ... Antonio Pereira Apon. É preciso jeito, pra dar jeito em sua dor, fazer diferente dessa gente indiferente ao sofredor. Gente bacana, que tendo, nunca tem; pro supérfluo, farta grana, para o próximo só desdém. Gente que chora miséria, intenta justificar o injustificável; almas tacanhas em alienada matéria, lastimável. E quando a serpente é parente, qual diz o ditado, ainda maior culpado; quem aos seus não acode, trás o destino agendado, não tarda em escutar, coitado! Hipócritas.

Livros e armas

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... Livros rimam com risos. Armas, com lágrimas. Livros estão para a inteligência. Armas, para a ignorância. Livros consolam. Armas, desolam. Livros desarmam. Armas, desamam... Livros são armas do bem. Armas, jamais serão livros. Antonio Pereira Apon. Livros argumentam. Armas, são o expirar dos argumentos. Livros educam. Armas, demonstram que faltou educação. Livros sugerem, aconselham… Armas; sentenciam, condenam… Livros podem ser começo. Armas, são o fim. Livros dão ideias. Armas, dão tiros. Livros declamam a vida. Armas, proclamam a morte. Livros falam. Armas, gritam. Livros propõem. Armas, impõem. Livros semeiam a esperança. Armas, plantam o desespero. Livros produzem encontros. Armas, balas perdidas. Livros dialogam. Armas, calam. Livros acalmam. Armas, embrutecem. Livros curam. Armas; adoecem, matam… Livros lembram escolas, bibliotecas… Armas; cárceres, cemitérios…

Plantando sonhos

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“Cuidado com aquilo que você deseja: você pode conseguir”. A mente é fonte criadora, transborda suas ideações para a vida, “ideoformas” saltam para a realidade. Como no: “Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas” de Exupéry. Você se torna eternamente responsável por aquilo que cultivas. Cuidado! “a semeadura é livre, mas, a colheita é obrigatória” e “quem semeia ventos... Antonio Pereira Apon. Já imaginou, ter um “pé de sonho” plantado no quintal? Poder a qualquer hora, colher um sonho madurinho, pronto para degustar? Como se chamaria a árvore surreal

Cuidado com os livros. São perigosos!

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Livros são um perigo! Eles pensam e fazem pensar, dão ideias, acordam ideais, provocam mudanças; subversivos e insubordinados,

Braços, abraço; laço

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... Dois corações num só abraço, pulsar do laço; num só bater, um só compasso. E a poesia que a tudo abraça, rimando amor, versando enlaça... Antonio Pereira Apon. Nossos braços num abraço, laço, entrelaço de nós dois; enlace de um presente, esse nosso bem querer. Ninguém desata o nó do laço, atado abraço, nó de nós.

Malditas palavras mal ditas

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... Jaz a “flor do lácio”... Maltratada a língua, aviltada, míngua; morta ela que é mátria, quem a pátria acorrer? A palavra mal dita, maldito não calar; falar que ofende, desatende, desentende, vocábulos vomitar. Verborreica ignorância... Antonio Pereira Apon. Palavras amarfanhadas, plebeísmos, gírias, expressões amarrotadas. Chavões desgastados, gastos clichês; bordões corroídos, puído dessaber; pobre no vocabulário, precário o seu dizer.

Sopro do tempo

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... Tempo, vento que soprou, sopra e soprará: as venturas de nossas aventuras, as desventuras dos nossos ais; a poesia de quem navega, nossos versos a rimar no cais. Alento de infinito, aroma de eternidade; encontro súbito, amor de verdade... Antonio Pereira Apon. Em tão pouco tempo, tanto tempo se passou… Absolutamente relativo, tempo é vento; é brisa, é vendaval. Sopra a vida o sopro dos momentos, sopra nossos corações, as nossas naus; de terras, mares distantes, soprando a mim pra ti, soprar a ti pra mim, o nosso amor errante, um menestrel vagante; fez do destino porto, aportar de nossas emoções. Já choramos, já sorrimos, já murchamos, já florimos... Já há tanto tempo em nosso tão pouco tempo.

As flores dormem...

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... Fúteis ficantes sufocando os namorados, só se pega, não se apega, descartável ficar de quem não fica; sentir objeto, abjeto não sentir. Sutis amantes, sentimento, amor sem pressa e sem preço, com todo apreço do bom sentir; que seja démodé, antigo, quadrado, careta... Antonio Pereira Apon. As flores dormem no jardim… O tempo foge sem detença, correr, nossa sentença; apressados, apreçamos tudo e todos. Assina a sina, a chacina dos momentos: Show de um arrebol que não se viu, espetáculo, o crepúsculo que sumiu... Na parede, uma cara “natureza morta”, a grana, seus tons funestos, seus dons nefastos, valor de tanto desvalor; Desumanizando, coisificando...