Do navio negreiro à barca furada negacionista
No Brasil, insepultos fantasmas assombram, ensombrando mentes obnubiladas e obnubilantes, que intentam exumar trevosas ideologias; negando a realidade e sonegando a verdade. Num consórcio espúrio com o vírus pandêmico, a estupidez relativiza milhares de mortes, minimiza a importância das máscaras e do mais que necessário distanciamento social, delirando em “desremédios” que afrontam a ciência e ridicularizam a inteligência. Falidos, podem se reerguer; finados, descem irremediavelmente ao túmulo. Assim é, queiram ou não os que não ajudam e ainda fazem de tudo para atrapalhar. Como na clássica poesia O Navio Negreiro, de Castro Alves: