Consciência humana, poema plural
Quero um só poema humano, diverso do desverso de um mundo desigual; empático, enfático, plural. Sem necessitar: de normas, estatutos, regras, códigos; cotas para gente poder ser tratada como gente, como a gente. Um poema que se repare sem reparar em etnias e credos, na orientação sexual, no gênero, na estética, na condição social. Sem moralismo e com ética; para além de sagradas escrituras, sagradas posturas que nos façam irmãos. Sem deuses forjados por homens fingidos; ritos, dogmas mal paridos, atitudes que nos tornem malsãos. Sem carecer de efemérides para lembrar o que não podemos esquecer. Todo dia é dia de ser: