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Mostrando postagens de outubro, 2021

Hoje é dia de quê?


Consciência humana, poema plural

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Quero um só poema humano, diverso do desverso de um mundo desigual; empático, enfático, plural. Sem necessitar: de normas, estatutos, regras, códigos; cotas para gente poder ser tratada como gente, como a gente. Um poema que se repare sem reparar em etnias e credos, na orientação sexual, no gênero, na estética, na condição social. Sem moralismo e com ética; para além de sagradas escrituras, sagradas posturas que nos façam irmãos. Sem deuses forjados por homens fingidos; ritos, dogmas mal paridos, atitudes que nos tornem malsãos. Sem carecer de efemérides para lembrar o que não podemos esquecer. Todo dia é dia de ser:

Vida após a vida, a morte da morte

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A vida infinda, estamos corpo mas somos alma, conforme todas as religiões, o espírito imortal, sobrevive, transcende ao corpo físico. Assim, a morte é um fenómeno da vida; uma transição, processo, recomeço.. . Qual borboletas que deixam seu casulo , nós deixamos o corpo e alçamos nosso voo espiritual, ascensional. Reencarnação? Ressurreição? Não importa! Tem que ser bom e do bem, semear coisas boas para colher o melhor para além daqui. Vida que segue vivendo a morte da morte, como vocês podem perceber no vídeo.

Abraço, nosso espaço-tempo

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No espaço-tempo de um abraço, fazer caber a mim e a você; nossos silêncios e nosso querer dizer, nossos anseios, nosso acontecer. Mas, soltos na distância: real ou imaginária, concreta ou abstrata, tangível, não... Nossos passos são retidos, nossos braços detidos, contidos nossos afãs. Trancados fora desse amplexo,

Vida de gado, ruminada sina

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Ruminando a sina feito gado; quem entra pro rebanho, toado, tocado no efeito manada; marcado, apercebe tudo, não percebe nada. Só ouviu dizer, seu chefe mandou fazer: Pra que pensar? Pra que querer? Se um só querer, nos quer o querer. Questionar? Pra que? Um manda, o outro obedece, prevalece o prevalecer-se;

Lar e casa

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Lar não é a casa em que se mora, é a casa que habita em nós; é o gesto que acolhe, a palavra que aconchega, é aquele achego pra gente se achegar. O desarmar de quem desama, conjugar do verbo amar. É a alma da calma, é a palma da outra mão encontrar; o teto, mesmo quando um teto falta, abrigo, quando não restam paredes para abrigar, o dar de si do se dar, oração que reside no coração. Casa se compra e se vende, se troca, empresta, aluga, ocupa, se invade; até se pode improvisar. Lar é outra realidade;

Pensar e pensamento

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O  pensamento vaga, barco que deriva em seu ir e vir; escapole do agora, desarvora no passado, se arvora num porvir. Em sua constante inconstância, o pensar, é cais, é porto, é parto; pensamento, um nosso arauto, Recadejando nossos risos, nossos ais; nos sendo, não nos é, apenas de nós intenta.