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Mostrando postagens de maio, 2022

Hoje é dia de quê?


Jardim, a vida

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A vida é jardim, queiramos ou não, seu desiderato é florir; florir da rosa sutil e formosa, o girassol todo prosa, florir. Enquanto não flori um amor-perfeito, imperfeitos, arriscamos um bem querer, despetalando o malmequer. Quem não assume o risco de ser jardim, faz-se fim, sem nem sonhar em ser começo;

Jogo de azar

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Em termos de tempo, tudo é absolutamente relativo, o passado inspira o presente; escreve, reescreve o determinismo, reinventa o destino. Ontem, hoje e amanhã se confundem; nos confundem o viver. Na linha do tempo, “time line” da vida; linear, só a nossa ilusão, apercepção; o tempo sopra ao bel prazer! Faz-se brisa ou ventania, calmaria, viração. Não cabe na caixinha, nem se presta a adivinhação, não se acomoda na casinha, inexata incógnita da equação.

Deixa vir

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Deixa vir o sonho guardado, o realizar aguardado,, o sorriso esquecido, o amor almejado. Deixa vir a noite que passa, o dia que abraça, os braços de cada novo arrebol; a arte que encanta, a inspiração que acalanta; acordando, a cor dando ao acreditar. Deixa vir o esperançar da esperança, a fé, a confiança, a vontade de mudar. Deixa vir o melhor de um novo tempo, o bem com frescor de vento, alento pra nos transformar. Deixa vir a dádiva do agora, na poesia da hora, o futuro rascunhar. Deixa vir a flor do destino, o encontrar o tino, para na paz atinar. Deixa vir o frio ou calor, fruto ou flor, viver, a estação que for. Deixa vir o remédio e a vacina, a receita o bem assina, vaticina o bom fazer. Deixa vir... O mal? Deixa ir!

Encantamento que vai na arte

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Arte que vai no tempo, tempo que vai na arte; fazendo aparte na lida, apartando a vida com a arte do viver. Na tela, telinha ou telona, a inspiração pedindo carona, quem vai na arte, chega lá. Na arte não tem treta, pode tocar a retreta!

Conversa

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Numa conversa , o viver versa, proseia, a vivência se dá a conhecer. hÁ tanto tempo te conheço e tanto te desconhecia... Só agora compreendo: aquela constante tristeza, escondida no sorriso do seu olhar; os incógnitos silêncios, insuspeitos na fluência do seu falar. A dor golpeando a vida, qual cinzel ferindo a pedra ; transformando, transmultando, esculpindo, extraindo dela o seu melhor. Mas, dói! … Carma? Sansara? O que será? Essa inconclusa dramaturgia, que simplesmente acontece! Sem script, ensaio nem edição, no tempo real de tantas irrealidades; aprendendo a levantar caindo, acertar errando, improvisando um rumo, fingindo um prumo; solitária, arriscando saber do que não sabia. Abortados sonhos, frustrados desejos, anseios… O destino, brincando: colorindo, descolorindo; pincelando um sorriso aqui, uma lágrima ali, testando, provando, troçando; desafiando você.

Giros

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Catavento, ventarola, rola o tempo, faz a flor do tempo girar. Gira o mundo gira a vida, pião do destino a girar. Gira o peão na lida, giram as engrenagens do lucrar; gira essa gente apressada, tão mal apreçada! Quando se dá conta, já girou a vida pro lado de lá. Giram os ponteiros, cirandam os dígitos; círculo estreito e vicioso: folhinhas, calendários, agendas... Tudo muda, mudança a girar; a muda, muda flori, girar dos ciclos das florações; a rotação girando o dia a dia, a translação, girando cada ano e estação. Gira a sorte e na roleta o azar gira; ao acaso, rolam os dados, giram, regiram a sentenciar. Giram sentimentos, pensamentos giram, cabeças, almas a girar. Tudo é giro!

Lágrimas sorrisos

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Lágrimas são risos: Na dor do parto, que faz eco no existir; no porto onde se mata a saudade, num abraço de mãe, um carinho de pai; na mão que pede, encontrando a mão que dá; no convite da vida, para o viver o bem fazer; na chuva que descedenta o chão ressequido, na bruma fresca da manhã, na garoa vespertina, na meiga bonina, num raio de sol; na prata da lua, lumiar da noite, no deter o açoite, que machuca um irmão; na melodia que acalma, no louvor da alma, um poema de amor;

Bele, artesã

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Quando crescer, o seu querer, ser artesã; moldar a vida, colorir, pintar, redesenhar a lida. Sonhar é seu ofício, tornar fácil o que o mundo faz difícil; recortar o azar, dobrar o tempo para montar a sorte, colar na arte do viver; brincar de dobradura, desmentir a dobra dura que vier;

Desencontro, moinho; mó, o coração

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Destino, quando desatina em desencontro, faz moinho o tempo, vento que nos vem soprar; torna o coração em mó, despedaçando sentimentos, espedaçando vãs lamentos. Moinho, moenda, mó; sem dó da dor, dos nossos ais; faz em pó as ilusões. Fratura sonhos, realidades tritura; mói certezas, incertezas corrói; fragmenta verdades, dilacera mentiras… Gira a sina, que não assina Mondrian, nem Van Gogh pode pintar. Tão diverso de um poético moinho da Holanda, tão reverso do nosso querer; roda inverso o destino; sem rosa, sem girassóis, sem verso pra de amor dizer. Se ainda não se inscreveu, inscreva-se em nosso canal, clique no sininho para escolher receber nossas notificações, ser avisado(a) dos vídeos novos. E não esqueça de dar seus likes. Conto com você! Obrigado.

Falta um rosa mãe, vibrante vida

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Pensamentos cinzas, sentimentos gris, sonhos esmaecidos; descoloridos, idos. Acrômica realidade, maldade em descorados ais. Falta um rosa mãe; para abraçar os dons, recuperar os tons de toda cor; reeducar misturas, reorientar valores, ressignificar... Um cirandar de aquarela, repintar a vida bela, um acarinhar os filhos seus.