Numa conversa , o viver versa, proseia, a vivência se dá a conhecer. hÁ tanto tempo te conheço e tanto te desconhecia... Só agora compreendo: aquela constante tristeza, escondida no sorriso do seu olhar; os incógnitos silêncios, insuspeitos na fluência do seu falar. A dor golpeando a vida, qual cinzel ferindo a pedra ; transformando, transmultando, esculpindo, extraindo dela o seu melhor. Mas, dói! … Carma? Sansara? O que será? Essa inconclusa dramaturgia, que simplesmente acontece! Sem script, ensaio nem edição, no tempo real de tantas irrealidades; aprendendo a levantar caindo, acertar errando, improvisando um rumo, fingindo um prumo; solitária, arriscando saber do que não sabia. Abortados sonhos, frustrados desejos, anseios… O destino, brincando: colorindo, descolorindo; pincelando um sorriso aqui, uma lágrima ali, testando, provando, troçando; desafiando você.