O amor é a arte do encontro, o desmentir o desencontro, é o querer bem de um bem querer. O orvalho beijando a flor, o abraço da manhã, o amanhã que se fará; para além do ontem, do hoje, do que passará. Seus, meus, nossos passos; num abraço, nos fazemos um; domando o destino nesse estreito laço, espaço-tempo enamorado, amor que enlaça nós dois. *** Mas as vezes o incerto, distorce o espaço-tempo. E num dia de Santo Antônio... Naquele 13 de junho, escrevi para ela: ... Quanto a nós dois (se é que há, nós dois) comprei um presente para você não me esquecer. Sigo tentando te entender, hoje, até pedi socorro para Santo Antônio para conseguir compreender o que se passa na sua cabeça. Estou que nem desenho animado, um anjinho mal de um lado, gritando: "sai dessa abestado!" do outro lado, um anjinho bom, dizendo: "calma, meu filho". Qual está com a razão? Não sei. Espero que em algum momento, você pare de fugir das respostas, de uma simples mas necessária conversa...