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Hoje é dia de quê?


A pedra que não gostava de ninguém

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... como aquela pedra, conserva uma dureza doentia, um ensimesmamento pernicioso que produz em torno de si, uma esterilidade devastadora. Trazendo para sua órbita tóxica, o mal que lhe agrega maior insalubridade. Assim como... Antonio Pereira Apon. Era uma vez uma pedra bruta e embrutecida que, incapaz de florescer e frutificar, odiava tudo o que era vivo. Raivosa, comemorava os incêndios na floresta, a poluição das águas e parecia torcer para que uma praga se espalhasse, dizimando fauna e flora. Inflexível e intolerante, fazia-se patologicamente rígida e alienada. Não escutando nada nem ninguém, acumulava a seu redor a erva daninha e aderindo-lhe à inutilidade mal resolvida; limo, fungos e diversos parasitas proliferavam pestilentos, superlativando sua postura deplorável. Certo dia, passando por aquele recanto desolado, um escultor resolveu trabalhar aquela pedra. Limpou, removeu a ramaria estéril, com golpes firmes e a inclemência criativa de quem sabe o que fa...

Tudo por amor

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... a poesia, do amor, rebento; florir do sorrir a te ofertar. Por amor, o abraço se faz laço, enlaçar de corações; o nó, o nós... Antonio Pereira Apon. Por amor, a flor flori, o alvor sorri; inspiração, colorir do dia a reluzir. Por amor, a flor da hora, versa a vida sem demora, convida o agora pra sorrir. Por amor, a chuva fina, com o fecundar se afina, num florido verdejar. Versejar da flor do tempo,

Louco versar, presente ausência

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... amor ausente; perdido no fumo do tempo, névoa da distância, densa bruma da saudade. Versar cheio de vazio, transbordante escassez, fartar do que, de quem falta... Antonio Pereira Apon. Sã loucura, salutar insanidade, versar o verso e o reverso de tudo e todos; semear poesia nos corações, mentes e almas áridas, Distribuir os frutos colhidos no pomar da inspiração. Enquanto a semente, é tão somente grão, promessa de florescer e frutificar. Assim é o louco versar,

Ruídos cotidianos. Escutai os silêncios

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... discorre a natureza, os silêncios ignorados... Acordem os ouvidos, escutem, percebam; silenciem a apercepção. Tudo passa e a vida, feito o mar, recua, avança; vem em ondas o viver... Antonio Pereira Apon. O disse que disse do disse me disse, da palavra mal parida barulheira desavida, desvalida convulsão. Calam os roncos loucos do progresso os flatos absortos da estufa, a fúria da grana;, emudecem as ruas estéricas, a frigidez apressada e apreçada não grita, amordaçado, o fumo da rotina já não sufoca, o estardalhaço do cotidiano... Que fale o saber do viver, que diga a ciência da vida, profiram-se os silêncios relegados; manifestam-se as águas no seu poético escoar, exprimem-se os pássaros em seus cantares, pronuncia-se o vento em seu frescor, articulam-se minutos e horas nas silentes possibilidades do existir, proclama o sol a sua luz, declama a lua, dialogam as estrelas, comunicam as flores, afirma-se a alvorada, declara-se o crepúsculo,

Efeitos colaterais

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... valor da vida, das coisas, ditas, pequeninas, o desvalor das “grandes”, endinheiradas desvalias... Benditos efeitos colaterais, efeitos adversos, reverso bem, versos bons do vírus mal... Antonio Pereira Apon. Ruas desertas da rotineira pressa, esvaziadas do frenesi apressado, mal apreçado da rotina; a ânsia humana, compulsoriamente guardada, resguardada no acolhimento dos lares vulgarmente esquecidos. A percepção de nossas apercepções: O aroma da chuva, reunindo os cheiros da calma, fragmento do hálito de Deus, lavando, levando, ensinando a passar. Pombos nos telhados, o bem-te-vi nalgum lugar; bater de asas, convidando o pensamento a voar, folhas, papeis, coreografia das roupas nos varais, dançar ao sabor do vento que brinca. Alheia aos ais pessimistas, as lições alvorecidas, esperançando cada novo dia; corpos separados em quarentena, mentes, almas reunidas, aliançadas no bem comum;

Gente, dom de fazer diferente

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... descobre na Terra a sua rima; dá a volta por cima, assinando seu caminhar, reescreve sua sina. Assenhora-se do tempo, subverte o cronológico convencional, abraça o antropológico providencial; segue o Cristo... Antonio Pereira Apon. Quem não é indiferente, diferente, vai fazendo acontecer; semeando, implantando, colhendo, acolhendo, onde antes ninguém ousou plantar. Diverso de quem “ganha” pra perder, supera, supera-se; verso de quem “perde” pra ganhar. Como a Conceição do Céu,

Tudo por amor a você

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... De teus sonhos, fiz meus versos, o rimar da lida com a vida; o poema, a guarida, do teu que é o meu amor. Arroteei a terra, semeei o solo, pra nos furtar do colo da solidão. Me fiz caminho, te fiz carinho... Antonio Pereira Apon. Me confundi com o tempo, ao soprar do destino naveguei; esculpi as pedras dos instantes, lapidei as joias dos momentos, modelei pensares, sentimentos… Me fiz, desfiz, refiz-me pra te fazer feliz.

Fique em casa! Essencial detalhe

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... Mais higiene, menos teimosia; pra vencer a pandemia, cuidar de si e do outro. Respeitar a quarentena, estocar não vale a pena, se pra alguém fizer faltar. Sem sensacionalismo e agonia, cuidar da assepsia, pra doença não pegar. O recado já bem dado, cabe ao homem mais cuidado, o cuidar pra se cuidar... Antonio Pereira Apon. No blog Filosofando na vida , a professora Lourdes nos convida a escrever uma frase, verso, poesia, pensamento, mensagem… Sobre uma imagem postada a cada quinzena. Acima, a imagem sugerida. Abaixo, a minha 3ª participação na segunda edição dessa blogagem coletiva, intitulada: Poetizando e encantando com esse post de ontem, dia 19. Vamos colaborar para que possamos com brevidade superar esse momento difíscio. Se guarde, aguarde, se resguarde até o pior passar. Como diz o popular adágio: “Boa romaria faz, quem em sua casa está em paz”. Deixa ir o vírus sorrateiro, mal coroado forasteiro, esse bicho a assustar. Assola o mundo inteiro, ...

Caminhante pensador

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... dono de si, livre pensamento; alheio à alheia opinião, sem pedir licença ou permissão, desembesta mundo afora, aflora! Aquém de quem não é da conta, sem tutela e sem patrão, sem pitaco, intromissão... Antonio Pereira Apon. No blog Filosofando na vida , a professora Lourdes nos convida a escrever uma frase, verso, poesia, pensamento, mensagem… Sobre uma imagem postada a cada quinzena. Acima, a imagem sugerida. Abaixo, a minha 2ª participação na segunda edição dessa blogagem coletiva, intitulada: Poetizando e encantando . Segue a sós o caminhante, itinerante pensador, sob o céu, sobre o caminho, toca a vida a caminhar. Vem de ontem, de outrora, maduro pensar da hora; que não tarda, não demora,

Pandemia. Uma “Fúria” anunciada

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... Alecto, a Fúria, viraliza a dor. Ensombra, assombra o vírus sem fronteiras; imigrante, imune ao se barrar, ao preconceito, ao discriminar. Avança a fatídica foice; ceifar da inconsequência, colher da inconsciência. Apocalíptica ganância; profana, a grana e sua ânsia, triste ganho a desgraçar. As bolsas, os bolsos... Antonio Pereira Apon. Sanha humana, desumana sina; inumano dizimar; devasta, desmata, devora... Deflorar de fauna e flora, chacinar. Fartos flatos, do progresso, estufa; global aquecimento, mundial padecimento, ecológico desatinar. Natureza morta, fratura exposta, acorda, exuma Alecto, a Fúria,

Gente e erva de passarinho

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... Como numa fábula, as aves dos maus costumes, vícios, complexos, preconceitos, orgulho, egoísmo, vaidade… Vão espargindo rebentações deletérias como o melindre, o ciume; inveja, mágoa, ressentimento, tristeza, medo… Pragas que furtam a vitalidade e roubam o viço... Antonio Pereira Apon. As chamadas, ervas de passarinho, são parasitas, brotações daninhas á suas vítimas: plantas tropicais, lenhosas e árvores. Quais vampiros vegetais, sugam a seiva de seus hospedeiros, podendo levá-los mesmo à morte, caso não sejam combatidas e erradicadas. O nome das intrusas, se dá por conta delas se espalharem através dos passarinhos que, ingerindo certas sementes, depois as disseminam junto com suas fezes. Azaleias, primaveras, jacarandás... São alvos costumeiros de tais infestações perniciosas.

Mulher em adjetivos

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... Deusa poderosa e empoderada, avassaladora e estonteante. Sensual e inspiradora, capaz, sagaz; linda e majestosa, companheira, transformadora. Graciosa, amorosa, poética... Antonio Pereira Apon. Glamourosa diva, dadivosa musa; heroína e guerreira, formosa, cúmplice, parceira… Protagonista e coadjuvante; perfeita, inteligente e exuberante.

Violeta, a vendedora de flores

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... não quero saber de esmolas dos outros. Quero que o Senhor intervenha diretamente em minha vida, derrame sua graça, realize um milagre… Me dá um sinal Senhor! Me dá uma resposta! Mostra-me que não estou só, que sua ajuda não me faltará, de onde virá o seu socorro... Antonio Pereira Apon. Violeta perambulava pelo centro da cidade vendendo suas flores: na saída do teatro, na entrada do café, na porta da igreja, aos casais de namorados… Ano após ano, a moça vivaz e comunicativa, se tornar a conhecida e bem-qu ist a por quase toda gente da região. Contudo, ultimamente andava cabisbaixa, preocupada com as vendas que iam minguando dia a dia, causando-lhe já grandes privações . Certa manhã, num momento em que estava entregue a uma triste introspecção, a moça foi abordada por uma senhora distinta, sua conhecida: - Violeta, minha flor. Não repare não, mas, como você sabe, nós temos um grupo de senhoras que se reúne semanalmente aqui na praça e, na medida do p...

Acróstico da Mulher

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08 de março, é o dia dedicado a lembrar os 365 dias da Mulher. Não esqueça! Antonio Pereira Apon . Desastrado o desatino machista, i maginar-se dela o dono, a nacrônica possessão. I nspiradora essência, n ascida faz nascer; t esouro transformador, e ncanto em forma de gente, r eluzente em seu ser; n atureza nela explícita, a mor a transbordar. l egado do Criador.

Dois irmãos. O rico e o pobre

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Eram dois irmãos, um era rico engenheiro, enquanto o outro, um pobre professor do ensino público. O primeiro, arrotava luxo e grandeza, tinha tudo do bom e do melhor que o dinheiro podia comprar; sua fortuna crescia dia a dia, multiplicava-se com suas relações escusas na política e as tantas maracutaias, que sangravam o erário e engordavam sua conta particular, bem como a de sua empreiteira. O segundo seguia honestamente, sobrevivendo do parco salário de docente, humilde, comia o pão que a política amassou. O irmão rico, tinha vergonha do parente pobre; não o adicionava em suas redes sociais, não o convidava para as festas em sua mansão, as férias na casa de praia, na fazenda… E, como diz o povo: “Quanto mais rico, mais ridículo”! O ricaço em nada ajudava o seu mano menos afortunado; o sujeito vivia a chorar miséria: prejuízo em aplicações, a queda da bolsa, a alta do dólar, a crise… Não atendia ligações, ignorava recados, não respondia aos gentis compartilhamentos no aplicativo de ...

Liberdade, o que é?

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... Mais educação e menos armas, mais abraços, menos continências, mais deferência, menos reverências, mais delicadeza, menos estupidez, mais amor, menos bravatas, mais verdade, menos fake… Antonio Pereira Apon. É pássaro que, cativo, não perde o canto, mas, desencontra o encanto de cantar. É flor, que na terra brota, desabrocha; no mais belo jarro, jaz, é chuva que fecunda a terra, pinta arco-íris no céu. São filmes, livros fazendo pensar, o livre expressar, a realidade podendo sonhar; é crer no que quiser e se quiser, poder descrer! Sem censura, sem tortura, amarras, algemas, ditadura, clausura, imposição; impostura de estranhos quereres. Liberdade, é:

Suicida?! Eu? Não sabia...

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... aborrecimento, preocupação e irritação constantes, provocam descargas que lesionam o sistema nervoso e num efeito dominó, outros sistemas. Ansiedade, stress, vão envenenando o organismo com sobredoses de cortisol, adrenalina, noradrenalina… A sobrecarga das ocupações indevidas, vão exaurindo... Antonio Pereira Apon. A ansiedade e o stress eram seus amigos mais presentes, a mágoa, sua confidente; o aborrecimento, a preocupação e a irritação, eram com ela como unha e cutícula. Inseparáveis! Chamava para si as obrigações de todo mundo e mais alguém: filho, pai, mãe, neto, cachorro, gato, papagaio, parente, aderente… Comia mal, dormia mal e somatizava tudo. Assim, não tardou a se instalarem; a hipertensão, o diabetes, neuroses, psicoses e tudo que é distúrbio do corpo e da alma. Aos 54 anos ela teve o primeiro enfarto, no ano seguinte, uma isquemia; aos 56, outro enfarto e aos 57, o AVC que a deixou hemiplégica e sem fala, na cama, até morrer no terceiro enfarto,...

A resiliência do juazeiro, uma lição

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Superar, suplantar, vencer; florir, mesmo quando ao derredor desertar, não for tempo de dar flor. Solitária árvore, em sua ocorrência espontânea. Da caatinga, é das poucas que não perde as folhas durante as maiores estiagens. Longeva e dadivosa: alimenta, higieniza, trata, abriga… Desafia o solo empobrecido, a hostilidade do clima, persiste em flores d’ouro, quando a vida já deserta ao seu redor; oásis de verdejante esperança, parece desmentir a secura, a esterilidade desértica. Forte sertaneja, aprofunda suas raízes em busca das águas escondidas. Em terreno fértil, sua silhueta tortuosa, se aformoseia e alonga numa frondosa obra da natureza.