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Hoje é dia de quê?


Problemas da desestimação

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O problema não é ter problemas. Quem não os tem? O grande problema é a falta de solução. Colecionar problemas de estimação, para depois reclamar do acúmulo de problemas. Problema; são os consertos não feitos, os ajustes negligenciados, os reparos retardados, reformas adiadas, os jeitinhos tão mal improvisados. Problema;

O artista e a arte

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O artista não é, Não pode ser maior do que a arte: A arte é inspiração, o artista é transpiração, ele, a aparência, ela, a essência; Ele o médium, ela, o espírito, a alma do criar. O artista é antena, a arte, a grande sintonia; artista, valioso instrumento, mas a preciosa arte está na melodia.

Precioso instante

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Esse segundo, minuto, o presente desse exato instante; é o que você tem de real e mais precioso. Foque, sinta, atente para o agora; o passado escoou pelas tramas do tempo, o porvir ainda sonha acontecer; entre um e outro está você. A vivência desse momento, a escolha do seu desiderato.

A fogueira

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A fogueira de Isabel, deu em balão, fogos, rojão a pipocar no céu, anunciando que João nasceu, para anunciar o nosso Salvador. Juntou-se Pedro, Antônio logo se achegou, festas juninas, junho que se alumiou. Chora a sanfona para todos alegrar, zabumba bumba, triângulo a tilintar. Mão na mão, de par em par; anarriê compadre! Alavantú comadre! Deixa a saia rodar.

Palavras inéditas

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Houve um tempo, em que nos víamos, mas não nos enxergávamos. Hoje, que podemos nos enxergar, já não nos vemos. Apercebidos, caminhamos lado a lado, cada um pro seu lado; desencontrados, desachados. Libertos de outros laços, nos enlaça o tempo perdido, a escrita da vida, as contingências da lida… Palavras inéditas, sentimentos insuspeitos, sonham romper o silêncio;

Abre a porta, deixa...

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Abre a porta, deixa a vida entrar, tempo que é vento, alento a soprar, dissipar o lusco-fusco, das sombras, desensombrar, desassombrar; o cativo de si, desensimesmar. Tramas da depressão, dramas que emaranham, teias de mortificação. Deixa a vida entrar:

Vende-se, aluga-se felicidade

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    Em igrejas, seitas, cassinos; na "boca", na farmácia, na boate, no "inferninho, no bar; na ideologia farsante, no fanatismo ignorante, na terapia da moda, na ilusória conveniência de querer se enganar. No acaso da sorte, descaso do azar; no terceirizar que prospera, na busca de quimeras, no de si, desertar.

Quero ser...

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Quero ser a resposta certa, flor que a vida oferta ao falar de amor; sol que abraça o dia, transformando em poesia cada arrebol. Ser arco-íris anunciando o fim da chuva, vento que sussurra odes ao amanhecer; encantamento do cantar dos pássaros, luar que noticia a luz do sol na noite escura.

Convite, alvorar

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Me desencontrei em meus encontros, me perdi entre meus achados, cassei quimeras como se fossem borboletas; tropecei, caí, ardi no fogo das emoções fugazes.

Nossos sonhares

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Sonhar só, é tão somente só sonhar, sonhar junto é sintonia, sinfonia do realizar, concerto, acerto dos sonhares.

Acredite, passará

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Quero te dizer, que tudo pode ser; mesmo quando parecer não ser. Quando a noite delongar, quando a chuva demorar passar; acredite, passará. Os sonhos são senhas, os quereres, chaves para algum lugar; no abraço da esperança, cabe o mundo, todo o mundo; o nosso realizar. Flores do futuro, sementes do agora; já não cabe nessa hora o que passou, ficar.

Há um milagre

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No desabrochar de cada flor, na semente minúscula, que guarda o potencial das maiores árvores; fauna, flora, biodiversidade. A pluralidade do cio da Terra, a redondeza que rotaciona, produzindo crepúsculos e alvoradas; nas montanhas altaneiras, nas profundezas abissais, na chuva fagueira, no fluxo do rio, fecunda ribeira; Nos corpos celestes, nos fenômenos terrestres, há um milagre.

Navegar é preciso, impreciso o tardar

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A vida é o barco, o mar é o viver; o tempo, o vento que nos sopra e o destino, o cais, porto de onde se vem , para onde se vai. Quem não deixa um porto, fundeado nas comodidades das ilusões, sonega-se o viver. Navegar é preciso, impreciso o tardar.

Bem me quer, mal me quer...

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Trago a poesia em minhas mãos vazias, a melodia de um bem querer; um ser sem ter, um tal porque. Sentimentos rotos, sonhos desbotados; um mal brotado bem querer de um malmequer. Um ter sem ser, um não porque.

Dunas ao tempo

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Vai a vida, leva o tempo, vaga a duna, sopra o vento; tempo, vento a nos soprar. Vagueia a areia do ontem e do agora, erra o destino a rumorejar,

Câmera da memória, clicar do agora

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Câmera das lembranças: momentos guardados, fragmentos resguardados, cliques, pedaços de tempo; o que passou e o que se foi, quem ficou, quem não se demorou Vivências e convivências gravadas, grafadas em nossa história, impressas, impregnadas na retina da memória Retratos em preto e branco, fotos coloridas, vida em seus tantos tons, revelados, desvelados dons.

Devolvam

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Nossa bandeira, nosso lema, nossas cores, nossas estrelas. Não são minhas, não são suas; não se prestam a ter um dono. São patrimônio de um povo, de toda uma gente. Quero querer escolher de novo, sem ter que ser isso ou ser aquilo, ter que ir pela direita ou seguir pela esquerda, bater continência ou engolir contingência; não quero ter que ter uma ideologia, um credo uma etnia. Quero vestir verde e amarelo, sem ser confundido: com um aloprado negacionista, um alucinado terraplanista, Alienado, um qualquer preconceituoso falso moralista. Quero ter orgulho de ser brasileiro independente de quem esteja no poder. Tendo a consciência de nossos tantos defeitos, ainda sim, poder curtir nossas qualidades; sem ter que ter vergonha, sem virar deboche ou se tornar piada, sem se prestar a meme da internacional risada. Quero de volta: o verde das matas preservadas, o amarelo das riquezas não descaminhadas, o branco desarmado de uma amada...

Toda uma vida

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Muitas vezes, passamos toda uma vida, convivendo sem conviver; calando palavras, manietando gestos de afeto, escondendo um olhar mais terno, nos sonegando uma maior interação. Por isso ou por aquilo, não nos permitimos ir além dos formalismos, das convenções, agindo com uma quase indiferença, tão diferente da emoção que pulsa em nosso íntimo. Mas deixamos o tempo passar, abortar as palavras, amordaçar os gestos, toldar os olhares; tantos nadas e silêncios se entulharem, esterilizando amizades, amores, oportunidades…