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Hoje é dia de quê?


Enche sem preencher - Depressão? Eu digo, não!

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Na TV, velhas novidades; repetitivas, requentadas, requintadas maldades. No “stream”, tento assistir um filme que não me assiste, minha “playlist” toca sem me tocar; a rua, o shopping, computador, o celular… tudo enche sem preencher. Hiatos, vazios parindo fantasmas; Sedutoras, saudades e solidões se alvoroçam, espreitam vadias sensações, tentam alvoroçar a depressão. Eu digo, não!

Poema simples - 2

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Como dia alvorado, pão quente; café coado, água fluente. Pingos de chuva a batucar no telhado, vento roçando a folhagem; arco-íris colorado, pássaros cantando, encantando a paisagem. Coisa simples como tarde que não tarda onda que não cansa; pé, areia, pegada, dia que não se queira descansar . Tempo sem hora marcada, chegada sem despedida; horizonte, do sol sacada, de quem logo volta, a ida. Noite enluarada, sono a abordar; recolher da passarada, realidades a sonhar.

Maré vazante - Quando um amor se vai...

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Praia ampla, ampliada solidão; maré vazante, mar distante, esvaziado coração. O dia jaz num jazz; silentes, as pegadas desistem, entregam-se ao soprar do tempo. Congestionado, o céu descolore a paisagem; desbotar da miragem, amor que se foi. Sonhos esvoaçados, desfloridos, descoloridos cata-ventos; flores arrancadas pelo vento. Sem aviso, sem alento; tormento de não estar. Eu sem você, girassol sem sol, inconstante maré vazante. Se ainda não se inscreveu, inscreva-se em nosso canal, clique no sininho para escolher receber nossas notificações, ser avisado(a) dos vídeos novos. E não esqueça de dar seus likes. Conto com você! Obrigado.

Eu, natureza

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Quero ser como o sol que não tarda, acorda, para o mundo acordar; o mar que em ondas se renova, canto de pássaro a encantar. Ser a lua nova, sempre crescente, cheia possibilidade de melhorar. Ser o rio que não descansa, avança sem cansar; semente que não dorme, não se demora para brotar.

Rimando São João

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Para entrar no junino clima, vou abusando da rima, pra acordar são João. Com sotaque nordestino, brinca adulto, velho e menino, solta traque, bomba e rojão. Ao redor da fogueira, animação sem besteira, faz a poeira subir. Tem licor, amendoim, canjica, tem quem arrasta o pé, tem quem tropica, deixa o sereno cair! Não falta casal enamorado, mocinha de vestido rendado, anarriê, alavantú; alavontê!

Amor, espaço-tempo enamorado – Naquele dia de Santo Antônio, qual anjo tinha razão?

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O amor é a arte do encontro, o desmentir o desencontro, é o querer bem de um bem querer. O orvalho beijando a flor, o abraço da manhã, o amanhã que se fará; para além do ontem, do hoje, do que passará. Seus, meus, nossos passos; num abraço, nos fazemos um; domando o destino nesse estreito laço, espaço-tempo enamorado, amor que enlaça nós dois. *** Mas as vezes o incerto, distorce o espaço-tempo. E num dia de Santo Antônio... Naquele 13 de junho, escrevi para ela: ... Quanto a nós dois (se é que há, nós dois) comprei um presente para você não me esquecer. Sigo tentando te entender, hoje, até pedi socorro para Santo Antônio para conseguir compreender o que se passa na sua cabeça. Estou que nem desenho animado, um anjinho mal de um lado, gritando: "sai dessa abestado!" do outro lado, um anjinho bom, dizendo: "calma, meu filho". Qual está com a razão? Não sei. Espero que em algum momento, você pare de fugir das respostas, de uma simples mas necessária conversa...

Gentil arte da vida - Grande, a arte do viver

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A vida é a arte, do lidar, do se da, do dar de si, que eterniza gestos e palavras, sentires, pensares; o conjunto da obra de nossa passagem nesse mundo de meu Deus.

Poema para ela - 12 de junho, dia dos namorados

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Ela que é minha inspiração, mulher com jeito de menina, musa que me galopa os pensamentos, sentimentos, dispara a emoção. No coração, pinta uma paisagem florida, colorida floração. Ela. Minha brisa matutina, vespertino aracati, fresca viração noturna;

Mundo sem rima - Djavaneando em cores, espantando os gris

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Gira o mundo e não me chamo Raimundo pra rimar. Gira o tempo, o vento, um cata-vento; girassol, céu, sol a catar, djavanear; azuis, amarelos, o belo de toda cor, colorindo pensamentos gris. Gira a vida, a lida bonina, rosa, margarida…

Se encontrar, não há outro endereço

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No endereço interior é que nos encontramos de verdade; o outro, até pode servir como ponto de referência, mas a correspondência se destina a cada qual; a vida dá seus recados, os mandados do existir; resistir, grande tolice, bobice de quem se desencontrou; apercebeu, que o que aflora, guarda profundas raízes no seu eu; o viver é resposta que o destino não atrasa nem extravia, redundante se destina à nossa caixa postal, intransferível endereço: Rua da consciência, sem número, bairro da razão, na cidade do existir; latitude do pensar, longitude do sentir, altitude do fazer ou se omitir.

Jardim, a vida

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A vida é jardim, queiramos ou não, seu desiderato é florir; florir da rosa sutil e formosa, o girassol todo prosa, florir. Enquanto não flori um amor-perfeito, imperfeitos, arriscamos um bem querer, despetalando o malmequer. Quem não assume o risco de ser jardim, faz-se fim, sem nem sonhar em ser começo;

Jogo de azar

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Em termos de tempo, tudo é absolutamente relativo, o passado inspira o presente; escreve, reescreve o determinismo, reinventa o destino. Ontem, hoje e amanhã se confundem; nos confundem o viver. Na linha do tempo, “time line” da vida; linear, só a nossa ilusão, apercepção; o tempo sopra ao bel prazer! Faz-se brisa ou ventania, calmaria, viração. Não cabe na caixinha, nem se presta a adivinhação, não se acomoda na casinha, inexata incógnita da equação.

Deixa vir

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Deixa vir o sonho guardado, o realizar aguardado,, o sorriso esquecido, o amor almejado. Deixa vir a noite que passa, o dia que abraça, os braços de cada novo arrebol; a arte que encanta, a inspiração que acalanta; acordando, a cor dando ao acreditar. Deixa vir o esperançar da esperança, a fé, a confiança, a vontade de mudar. Deixa vir o melhor de um novo tempo, o bem com frescor de vento, alento pra nos transformar. Deixa vir a dádiva do agora, na poesia da hora, o futuro rascunhar. Deixa vir a flor do destino, o encontrar o tino, para na paz atinar. Deixa vir o frio ou calor, fruto ou flor, viver, a estação que for. Deixa vir o remédio e a vacina, a receita o bem assina, vaticina o bom fazer. Deixa vir... O mal? Deixa ir!

Encantamento que vai na arte

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Arte que vai no tempo, tempo que vai na arte; fazendo aparte na lida, apartando a vida com a arte do viver. Na tela, telinha ou telona, a inspiração pedindo carona, quem vai na arte, chega lá. Na arte não tem treta, pode tocar a retreta!

Conversa

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Numa conversa , o viver versa, proseia, a vivência se dá a conhecer. hÁ tanto tempo te conheço e tanto te desconhecia... Só agora compreendo: aquela constante tristeza, escondida no sorriso do seu olhar; os incógnitos silêncios, insuspeitos na fluência do seu falar. A dor golpeando a vida, qual cinzel ferindo a pedra ; transformando, transmultando, esculpindo, extraindo dela o seu melhor. Mas, dói! … Carma? Sansara? O que será? Essa inconclusa dramaturgia, que simplesmente acontece! Sem script, ensaio nem edição, no tempo real de tantas irrealidades; aprendendo a levantar caindo, acertar errando, improvisando um rumo, fingindo um prumo; solitária, arriscando saber do que não sabia. Abortados sonhos, frustrados desejos, anseios… O destino, brincando: colorindo, descolorindo; pincelando um sorriso aqui, uma lágrima ali, testando, provando, troçando; desafiando você.

Giros

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Catavento, ventarola, rola o tempo, faz a flor do tempo girar. Gira o mundo gira a vida, pião do destino a girar. Gira o peão na lida, giram as engrenagens do lucrar; gira essa gente apressada, tão mal apreçada! Quando se dá conta, já girou a vida pro lado de lá. Giram os ponteiros, cirandam os dígitos; círculo estreito e vicioso: folhinhas, calendários, agendas... Tudo muda, mudança a girar; a muda, muda flori, girar dos ciclos das florações; a rotação girando o dia a dia, a translação, girando cada ano e estação. Gira a sorte e na roleta o azar gira; ao acaso, rolam os dados, giram, regiram a sentenciar. Giram sentimentos, pensamentos giram, cabeças, almas a girar. Tudo é giro!

Lágrimas sorrisos

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Lágrimas são risos: Na dor do parto, que faz eco no existir; no porto onde se mata a saudade, num abraço de mãe, um carinho de pai; na mão que pede, encontrando a mão que dá; no convite da vida, para o viver o bem fazer; na chuva que descedenta o chão ressequido, na bruma fresca da manhã, na garoa vespertina, na meiga bonina, num raio de sol; na prata da lua, lumiar da noite, no deter o açoite, que machuca um irmão; na melodia que acalma, no louvor da alma, um poema de amor;

Bele, artesã

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Quando crescer, o seu querer, ser artesã; moldar a vida, colorir, pintar, redesenhar a lida. Sonhar é seu ofício, tornar fácil o que o mundo faz difícil; recortar o azar, dobrar o tempo para montar a sorte, colar na arte do viver; brincar de dobradura, desmentir a dobra dura que vier;