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Hoje é dia de quê?


Caracteres do amor

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O amor não polariza com nada nem ninguém, simplesmente, ama. Não tem religião nem ideologia, não se arma nem desama, não se presta a verborragia. Não se acha, por isso, não costuma se perder; eleva, constrói, releva. Não mente, não falseia; não impõe, propõe, semeia!

Está bem escrito

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Para além das estrelas, está escrito nas linhas tortas onde Deus escreve certo, na palma da mão do tempo, onde o destino escreve: que o amor humanize, e breve. Está impresso nas pétalas do malmequer, na sorte do humano bem querer; grafado, gravado nas fibras do coração, marcado na alma, projetado na imensidão.

Raulzito, nos títulos do maluco beleza - Uma homenagem á Raul Seixas

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Com títulos de suas canções, versamos a metamorfose ambulante, que foi, é e sempre será o roqueiro que nasceu a dez mil anos atrás, para ser a mosca que pousou em sua sopa. Eu nasci a dez mil anos atrás, não me deixo levar por ouro de tolo; sendo uma metamorfose ambulante, não me canso de repetir: Tente outra vez! Meu amigo Pedro, não aceito ser um carimbador maluco, dessa sociedade alternativa; um cowboy fora da lei, a misturar capim guiné com a maçã e no canto da minha morte, lamentar o dia em que a Terra parou. Viver é se fazer prelúdio, uma lua bonita, o trem das 7, encontrar o ponto sem medo da chuva. Ofertam ao povo um banquete de lixo, verdadeiro diamante de mendigo, eta vida! Quando acabar o maluco sou eu, eu também vou reclamar; mosca na sopa, rock das aranhas… por quem os sinos dobram, Al Capone? Aluga-se a lei, as profecias; como vovó já dizia: quando você crescer… Abre-te Sésamo! Conversa pra boi dormir. Sou o que sou; a geração da luz, o segredo da luz; aquela coisa,, ...

Cura poética - Arte, para sarar o pensar, o sentir; a vida

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O lado de dentro, o lado de fora; a folha, a escolha, a porta que aparta o ser e o estar; sair ou entrar, partir, chegar, sim ou não, um talvez que se desencontre; sem porto, sem parto, nalgum “deslugar”. Deixar passar o que já passou, o que, quem não ficou; se ir, passar adiante, despir o pretérito guante, deixar o agora, o futuro passar. desestressar, desestagnar, desacomodar! Desensombrar, desassombrar, curar!

Estado democrático de direito, sempre! Fora da democracia, não há salvação.

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Sem cristão de araque, sem democrata mandrake, sem cédulas que se fraude, sem mentiras de verdade, sem desonesta falsidade. Sem deboche e cinismo, sem inventar eufemismo; respeito ao resultado das urnas. Sem flertar com o fascismo, obediente à constituição, sem treta, mutreta, ou casuísmo, reverenciando cada instituição. Nada de enrustido moralismo; nem armas nem ódios, negacionismo, armação, opróbrios; sem populismo, sem enganação.

Que diga o povo! - Viva a cultura popular! 22 de agosto, dia do folclore

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Na dança, na trança; no traçar da lida, no gingar da vida, ciranda, cantilena, cantiga. Do berimbau, a corda, acorda a capoeira, rasteira no preconceito; viva o jeito dessa gente, da gente! De repente, um repente, um caso do acaso, de nossas tantas emboladas, um cordel, uma trova. É lenda, é parlenda, é conto e encanto, é canto, é renda.

Jeito de pai

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Tem pai que tem jeito e tudo ajeita, tem pai que não tem jeito e não se consegue ajeitar; pai jeitoso, pai desajeitado; pai que rejeita, pai que não enjeita abraçar. Pai que só faz, nada mais! Pai que assume, pai que consome, pai que se some; tem pai cabra da peste, tem o que não passa de uma verdadeira peste; pai da hora, pai que dá o fora! Pai inesquecível, pai que é melhor esquecer...

Um beijo pro gordo! - Homenagem para Jô Soares

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Pensar no tudo e até sorrir do nada, grande piada, nossa efêmera estada por aqui. Tanta tragédia a se fazer comédia; satirizar inteligente, acordar de mentes indigentes, bordões a pensamentar; dom de inspirar pensamentos, arte, talento de fazer sorrir;

Cada dia, nosso dia

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A partir de hoje, quero que cada dia, seja nosso dia; um verso da poesia, que começa, daqui até a eternidade. Que sejamos nós, jamais sejamos sós, eu e você pro que der e vier: nos dias de sol, nas noites de chuva, na tempestade e na calmaria, na certeza e na dúvida, no sorriso e na lágrima, amanhecer e crepúsculo. Sejamos um pro outro: quando a vida for flor, caminho, se si fizer espinho, carinho.

Entre o outono e a primavera

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Eu sou outono, você é a primavera; poesia serena das amenas estações. Sem o frio do inverno, nem o calor do verão; o equilíbrio do clima no clima de nossa emoção. A vida em flor e fruto, encontro augusto de nós dois, serenos equinócios, equilibrando, equacionando as diferenças; nosso lilás e toda cor, nascer do sol, no sol se pôr.

Ses e emojis

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Hoje acordei pensativo, escravo dos meus anseios, cansado das constantes inconstâncias, do talvez, quem sabe; confundidos entre ses e emojis. Dá vontade de desistir de tudo e de nada, destrancar o peito, tocar o barco, abrir a porta, abraçar a aurora, os braços que lá fora, me convidam o abraçar.

Pontuando - Ao mal, só resta um ponto, o final!

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Acordar para a cor dar, fazer a diferença; ao mal, só resta um ponto, o final! Nada de parágrafo, nem vírgula, nada de reticência, Exclamação? Nem pensar! Interrogação? Não há o que questionar. Ponto final é o que resta, para o mal não mais restar. Que se vão os dias plúmbeos, cheguem os coloridos a pontuar. O bem muito bem exclamado Basta dessa “gente boa”, tão má, de falso cristão a fingir bondade; que pontue o bem de verdade! Sem fake nem maldade, dando ponto para a verdadeira verdade, lealdade marcando ponto, dando ponto à real bondade; sem treta e auditável, bem pontuada nos corações sinceros, desarmados e sem ódios, amados!

Nossa música, "Amor puro"

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Nossa música diz tudo, amor puro, canção do coração. Que tenha a força do sol nascente; do poente, a inspiração. Que seja pleno como primavera, que seja à vera, pra tudo vencer. Desguarde nossos guardados; um do outro, um pro outro; na concessão do tempo, tempo pra gente se dar; “desinporta” o que passou, importa o que passará; Essa vida, para além dela, mesmo quando a morte passar. Djavanear, no dedilhar das cordas, nas notas desse amor puro.

Amizade, todo dia é dia do amigo

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Amizade é laço sem ser nó, afago, amplexo; o nós, não o só. Amizade é aquilo mais e mais um pouco; na economia da vida, é a troca, é o troco; partilha de bem querer. Amizade é oásis no deserto, é do agora, de toda hora; mesmo longe faz-se perto, quando nem se espera, aflora. É o passo a passo, a mão na mão, é o abraço sem senão.

Tempo de amar - Quem não ama, não vive; vai improvisando, tentando sobreviver.

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Diferente do que muitos dizem, tempo não é dinheiro; tempo é amor, é vida, é a arte do viver. Quem não ama, não vive; vai improvisando, tentando sobreviver. Amar é dar bom proveito ao tempo, desamar é desdenhar das horas. É preciso ter cuidado; o tempo não aceita desaforo, quem perde tempo, termina nele se perdendo; a vida responde em ecos o que se faz do tempo, do amor, do viver... Cada escolha, escreve a sina e a sentença de cada um; Sobreviver ruminando quereres fúteis, é não viver reais quereres.

Na janela - Cuidar, enquanto há janela e paisagem

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Na moldura da janela, o tempo pinta sua paisagem, sua metamorfósica tela. Hora, a natureza bela, devagar, divagando no vagar das horas, noutra hora, o homem, sua pressa tão mal apreçada, correndo para lugar nenhum. Na janela, mutantes cores, mutações gris o a cor dar da vida, o desacordar da lida mal vivida. O tempo de Deus, o destempero dos homens. Na janela passa a noite e passa o dia, passa a flor silente e a gritante agonia; passa a lágrima e o riso, o vazio e a poesia. Passa a arte que toca, o que não toca o coração; o que passa, o que não passa, o que se acomoda na estagnação. Na janela, vai o plural e o singular, o cristão e o mefisto, o belo e o sinistro, o que vai e o que teima em ficar. Vai o bêbado “desequilibrista”, o trabalhador malabarista; a sina de um, a sentença de outro…

Perdendo tempo

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Quem desconhece o valor do tempo, entontece; perde o tempo que não tem, confunde esperar com esperança, trata o agora com desdém. Suspirando por delírios, apercebe os sonhos; persegue quimeras, cultivando daninhas ervas de artifício, pisa as flores da realidade. Tem quem não saiba o que quer querer, pendendo, tendendo entre um querer qualquer e qualquer querer, ruminando a sina de si desencontrar. Mas, o mundo gira, não espera por quem espera o mundo girar.

Amigo Sol, amiga Lua... - 20 de julho, dia do amigo e da amizade

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Amigo Sol, que vem cada dia colorir; amiga Lua, que a noite alumia com estrelas a luzir. Amigos pássaros cantantes, amigos pets brincantes; amiga Fauna e Flora, amigas flores vicejantes. Parafraseando o amigo São Francisco, que nomeia o amigo rio, fecundando os sertões; amiga Juazeiro e Petrolina, amigo Pernambuco, Bahia amiga. Amigo mar que rima com amar, solidariedade que a todos abraça, amiga fraternidade que ama de graça, amiga empatia, que no lugar do outro afirma ser nosso lugar. Amiga fé que nos dá confiança, amiga esperança, que nos faz acreditar; Amigo tempo, querido educador, Amiga vida, amiga lida, amigo se dar.