Pena de vida
Cativo de minhas escolhas, desacertos dos meus acertos; cumpro minha pena de vida. Minha alegria hoje triste, rumina sorrisos dormidos, lembranças de tempos idos, descoloridos; restos do que não restou. Sobrevivo adormecido, qual velho livro, mero adorno na estante; acumulando o pó dos dias não lidos, onde jaz a tinta ressequida, sepultada nas pálidas folhas dormentes.