Esperando para ser esquecido(a)? - A arte da vida. Apon HP



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terça-feira, 6 de maio de 2014

 

                    Esperando para ser esquecido(a)?              

     

... impunidade torna comum o assassínio. Novas e velhas leis com suas tantas brechas, benesses e permissividades. Seguem estimulando e patrocinando o morticínio. Crianças, adolescentes e adultos de bem, seguem ameaçados, sobressaltados, oprimidos pelos que se acoitam na injustiça...
Antonio Pereira Apon.

Tiro.

Todos os dias, dezenas de pretos pobres da periferia morrem assassinados. Mas, quem se importa?! São “apenas” pretos pobres da periferia. Gente invisível, míseros dígitos anônimos das estatísticas.


Outro dia, Morreu assassinada uma professora universitária. Tornou-se manchete nacional, protestos nas redes sociais, manifestos nas ruas... Passados alguns dias. Virou somente mais um caso entregue ao esquecimento...


Mataram um estudante de medicina veterinária que cursava o último semestre. Manchete... Protestos... Manifestos... Esquecimento...


Assassinaram um jovem médico após seis anos de graduação, três de residência, dois de especialização. Manchetes... ... ... Esquecimento...


Eliminada outra professora na frente do filho de quatro anos, porque “ela demorou de sair do carro”. ... ... ... ... Esquecimento...


Morreram policiais, empresários, um baterista, um gerente, uma vendedora... ... “Saidinha bancária”, latrocínio, sequestro, execução... Mais esquecimento.


A impunidade torna comum o assassínio. Novas e velhas leis com suas tantas brechas, benesses e permissividades. Seguem estimulando e patrocinando o morticínio. Crianças, adolescentes e adultos de bem, seguem ameaçados, sobressaltados, oprimidos pelos que se acoitam na injustiça institucionalizada.


Quando? Quem será a próxima vítima? Viver esperando ser morto(a)? Tornar-se manchete nacional, protestos nas redes sociais, manifestos nas ruas.... Virar somente mais um caso entregue ao esquecimento? ...


Governantes omissos, bravateiros e incompetentes, legisladores inconsequentes, “autistas” e anacrônicos, instituições frágeis e fragilizadas, cidadania débil, voto equivocado... Democrática desdita que torna todos invisíveis pretos pobres da periferia.





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Um comentário:

  1. O pior dos autismos é o social, Antonio! Total descaso com o humano. Entristece-nos fazer parte de uma cidadania doente, que leva a óbito, o voto que deveria ser a arma silenciosa, mas acaba na mísera inconsequência de uma insanidade mental nossa que, esclerosamos rapidinho acontecimentos como esses que você muito bem os elencou!
    Hoje, não envio abraços, mas minha consciência de um dever não cumprido!

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