Vacina para um novo tempo
O novo ano, não está na folhinha pendurada na parede, num calendário analógico ou digital, nem na agenda novinha, aflita por nossos compromissos e os tantos descompromissos que nos rodeiam; o ano novo, estará nas utilidades e inutilidades que iremos imprimir nas páginas de tempo dessa didática e mais recente cronologia de trezentos e sessenta e poucos dias; no que fizermos ou deixarmos de fazer, nos ônus e bônus das nossas escolhas. Em decidirmos, se vamos assumir a escrita do nosso desiderato individual e coletivo ou se insistiremos em terceirizar, buscar um “salvador”, esquecidos de que, o único que fez jus a esse título, foi pregado numa cruz; ressurgido da morte, teimamos em mantê-lo crucificado até hoje.