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Mostrando postagens de dezembro, 2020

Hoje é dia de quê?


Vacina para um novo tempo

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O novo ano, não está na folhinha pendurada na parede, num calendário analógico ou digital, nem na agenda novinha, aflita por nossos compromissos e os tantos descompromissos que nos rodeiam; o ano novo, estará nas utilidades e inutilidades que iremos imprimir nas páginas de tempo dessa didática e mais recente cronologia de trezentos e sessenta e poucos dias; no que fizermos ou deixarmos de fazer, nos ônus e bônus das nossas escolhas. Em decidirmos, se vamos assumir a escrita do nosso desiderato individual e coletivo ou se insistiremos em terceirizar, buscar um “salvador”, esquecidos de que, o único que fez jus a esse título, foi pregado numa cruz; ressurgido da morte, teimamos em mantê-lo crucificado até hoje.

Natal. Antes de e depois de

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Passadas lembranças, memórias, presentes reflexões, esperançar o futuro. Dias renovados, que nos tragam renovadores Natais, capazes de mediar o tempo: antes de, depois de; qual aquele primeiro Natal. Do analógico ao pós digital, do binário ao salto quântico; cântico de um tempo novo, acordes que acordem a fé na felicidade;

Dobradura, dobra dura. Barcos de papel

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Dobradura, dobra dura do viver; um origami, um oriqui, de lá, daqui, um surreal Dalí. Um barco que á tudo abarca, abraça a barca o conviver. Debruçada na janela, a vida contempla o cais;

Dobraduras

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Tarda a vida Em desarranjadas flores, Feito malfeitos arranjos de papel. Dobradura, dobra dura do viver. O vinco do tempo na testa, a tez que atesta idade a passar. Dobram sinos, Desdobram-se homens a lidar; vincam o chão

Seu barco é impermeável?

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Naquela manhã chuvosa, a rua estava cheia d'água. O menino pegou uma velha revista e começou a produzir barquinhos de papel e colocá-los para “navegar” na correnteza produzida pela chuva. Um após outro, seus barcos iam descendo em meio ao aguaceiro, mas no meio do caminho, ensopavam e se desfaziam... Após perder toda a sua “esquadra” feita com as folhas internas da revista, o garoto preparou a derradeira embarcação com a capa, que além de ser de um papel mais grosso, era revestida por uma película plástica. Assim, dotada de uma necessária impermeabilidade, a nau foi cruzando toda a rua; impávida, íntegra... Até o Guri satisfeito perdê-la de vista. A vida, como um barquinho de papel, sem a indispensável impermeabilidade, nas correntes do existir; encharca-se nos problemas e desmancha-se nas dificuldades. Sem a devida maturidade consciencial, o ser deriva ao sabor dos acontecimentos, absorvendo inutilidades, negatividades que desagregam e desestabilizam, podendo naufragar. E aí...

solitude e solidão

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Solidão é falta, saudade, ausência... Diversa da soledade, a solitude é presença, nós em nossa própria companhia; o estar a sós sem estar sozinho.

Com Jesus. Alegre e simples natal

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Em cada passo, um ponto, um traço; um marco do que fomos, do que somos e podemos vir a ser. Com o Cristo, dividiu-se o tempo, no antes e depois daquele natal. Linear história, não linear vivência; sem pompa e circunstância, sem as ilusões da aparência, simplicidade da natalina essência. Felicidade, o sol crístico, alvorou, dissipando a noite humana,

Um poema, tempo que é mar

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Vida, barco a navegar, onda, finge que vai no faz que vem; o verso da vazante, faz reverso a maré cheia. Na praia do agora, não há velho nem há novo; tempo, mar a renovar.

Oração da misericórdia

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Senhor, dá-nos hoje, tocados pelo teu amor infinito e incondicional, reconhecermos, por ventura, se estamos a fazer o mal ao nosso irmão.

Retinta retina

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Na retina, a tinta da rotina; cansa, não descansa a retinta sina. Repete, replica, desatina; tudo muda sem nada mudar. Rumina, regurgita o tempo, vida que passa sem passar; gente que sobrevive fantasiando que vive, fingindo viver. Desumanizados, errantes corpos desalmados, desamado transpirar sem inspiração; o ter a qualquer custo, até o susto de deixar de ser.

Construir castelos, sair da areia

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Castelos devem ser edificações seguras, firmes. Precisam proteger de possíveis ataques, prováveis embates. É bom que sejam confortáveis e acolhedores. Necessário que combinem fortaleza e lar. Mas há quem construa castelos de areia e neles tente morar. Confundem sonho com fantasia, depois, quando desmoronam as ilusões. Debatem-se, soterrados sob os restos do que não restou. Deprimem-se, exasperam-se amargurados pelas desditas, ébrias de desilusões.

Jesus. Chama que nos chama

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Chama que nos chama, aviva, convida para refletir; acende em nós a esperança, ilumina, faz ascender.

O Deus de cada um

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Tem o Deus que fez o homem à sua imagem e semelhança. O customizado, adequado, formatado, personalizado... “Deus” pelo homem antropomorfizado; aquele, que carece de adorações e louvores, o do mito, do dogma e do rito; da troca de favores. O Deus dos exércitos e das milícias, o anônimo, o das notícias. Tem o Deus que vinga, o que condena a vingança; o que castiga, o que é plena bem-aventurança. Tem o Deus que pune o pecado, o que perdoa o pecador; o que dita e vocifera, o que educa pelo amor. O Deus do dízimo, o da dízima que remete ao infinito, o que dizima o descrente, o malfeitor. Tem o Deus da moral e da ética, o da estética do falso moralismo; Deus de quem serve, de quem se serve… O Deus das sagradas escrituras, o das humanas escrevinhaduras; o Pai das muitas moradas, a caricatura das falsas palavras. O Deus que credita, o Deus que debita, o que não dá para acreditar. O Deus de grupos e de povos, de escolhidos religiosos, o que irmana, acolhe a t...

Falsidade. Sem disfarce, desfaz-se

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Tem gente que engana e se desengana, quando não dá mais pra enganar. Gente que finge e se aflige, quando fingir já não dá. Manipula, dissimula; brinca no disse me disse do faz que disse no disse que faz. Deturpa, adéqua e distorce.