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Mostrando postagens de novembro, 2021

Hoje é dia de quê?


A cor dar aos tons de cinza

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Descolorido mundo moderno; monocromático, monotemático, isso ou aquilo; polarizada pasteurização. Nem branco, nem preto; entre o limiar de um e o beirar do outro, tangenciando a plena luz e a total sombra; um quase artigo indefinido, definido por sua indefinição de cinza. Concreta inconcretude da paisagem urbana; Muro cinza, cinza parede, rua, calçada…

Feliz escrita nova!

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Gente que “sabe tudo” sem saber de nada, se acha a se perder em cada cilada; escrevendo incerto nessas linhas tortas, esperando que Deus lhes acerte a rota. Fingindo atalhos, disfarçando caminhos, colecionando pedras de tropeço; dissimuladas pontes, disparatados muros. Improvisado rumo, desencontrado prumo; vão exumar velhas promessas de ano novo, que desvanecem, antes mesmo que o artifício dos fogos se apague nas retinas. Enquanto se permite: Velhas rotinas, velhos homens travestidos, mal vestidos do novo; velhacas máscaras, escrevinham “mudanças” para nada mudar. Vão bordando verdades alternativas, interpretando ao seu bel prazer, a linha do destino, o que não está escrito na palma de nenhuma mão; distraindo ideais, contundindo ideias, abortando sonhos… É preciso a cor dar,

Dependências

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De jogo, da droga, do logro; de ritos, sexo, de um mito; do ócio e do ofício; da pressa, da inércia; da lágrima e do riso; o ter, o não ter; de aparências, condescendências; do vício de um vício pra chamar de seu. A vida não cabe no molde dos seus ideais? O problema é seu! Ele tem o tamanho exato das contingências reais. E não adianta fingir. Não dá pra fugir de si! Para onde você for, aí você estará; testemunhando seus falsos quereres, seus desquereres tentando te enganar, autossabotar, ludibriar, entorpecer sua volúvel lucidez. Seus problemas não estão lá fora, não tem que, nem quem; quando o sujeito se permite fazer objeto, se assombra nas próprias sombras, se ensombra em seu ensimesmamento. Ilusões e desilusões se alternam, altercam-se a culpa e o remorso, a coragem e a covardia, a vontade e a apatia, liberdade e tirania, a agonia e o prazer...

Amor e tempo

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Duas forças incoercíveis, fúrias que intentamos conter: de uma, nascemos e morremos cativos; pela outra, vivemos a nos cativar. Mas, tempo que desembesta ou amor desembestado; não presta, deixa o sujeito avexado. Sob a tutela do tempo, pelo amor apanhado; não tem saída! É dar jeito no sem jeito, um ajeitar desajeitado. Com tempo e amor não se brinca, senão; complica descomplicar. Nada é como se quer, só um querer, o que eles querem. Tempo e amor, democráticos dominadores. Não adianta fingir que não existem, pensá-los, senti-los relativos; quando querem, se fazem absolutamente absolutos. Não tem Freud que explique, nem Einstein para os teorizar. Amor e tempo são sobre si. Pior! São sobre nós.

Tecnopoesia

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Nem boa, nem má: A tecnologia é pop, é arte; é parte do que se dela faz. Tem banda larga para mente estreita, desaproveitada, desconexa conexão; compartilhando fake news, curtindo false stories… Nomofóbicos disparatados, atarantados gadgets, “gadgente” tecnofágica, virtualizada. Tem a utilização escorreita, perfeita e sem abuso, o uso no uso que deve ter; não contuso nem confuso, parcimonioso favorecer. Profusas ferramentas, facilidades para a vida, dar mais tempo pro viver. O bem ou mal, a gente é que faz:

Notas do silêncio

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Muda, a lua intitula a noite e cada estrela qual um verso, escreve no firmamento, um poema estrelado. Em silencial simfonia, a madrugada, descortina a sossegada poesia de mais um dia. Silenciosas, brincam as nuvens brancas, simulam formas, entre os laranjas, os rosas, no alvorado céu a se azular. Silente raio de sol, se decompõe em cores; atravessando o vapor da neblina matutina, projeta na retina de um instante, fugidio arco-íris multicor.

Sem aviso prévio - Tributo a Marília Mendonça e companheiros

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Mal chegada, já é ida, a festa, o show… Nem começa e jaz, finda. Sem aviso prévio, despedida, frágil vida. Destino certo, incerta idade, sonoridade e dissonância do existir; mouco silêncio a calar o canto, surpreende o pranto, pranteando a sina; mal rascunhada desiderata, sem direito a errata para corrigir o curso, retomar o pulso, reescrever a lida.

Como cego ou não, fazer vídeos, gravar a tela do PC sem instalar nenhum programa. Filmar-se, editar...

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Nesse post, uma série de tutoriais sobre gravação e edição de vídeos para deficientes visuais e para iniciantes nessa arte dos vídeos. Primeiro estamos mostrando como fazer um vídeo, gravando a tela do computador sem precisar instalar qualquer programa. Se você usa o Windows 10 ou 11, basta pressionar a tecla Windows+Alt+R para começar a gravar, pressionando novamente Windows Alt R encerra a captura da tela do programa que você queira, ecetuando a Área de trabalho e o Explorador de arquivos; para esse vídeo, usamos o Movie Maker por sua acessibilidade e usabilidade.

Sem o bem te vi de um Bem-te-vi

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Sem um bem-te-vi, para cantar pra mim que bem te viu; as palavras fogem, escapolem; se recolhem no silêncio. Desarvora a inspiração, desalvora a poesia; retina deserta, rotina disserta; Só negando, sonegando você. O bem-te-vi não veio acordar a aurora, a noite, escrava de cada hora; tarda, demora, parece se perpetuar; desflorindo as cores, descolorindo as flores; desalquimia de te desencontrar.