De jogo, da droga, do logro; de ritos, sexo, de um mito; do ócio e do ofício; da pressa, da inércia; da lágrima e do riso; o ter, o não ter; de aparências, condescendências; do vício de um vício pra chamar de seu. A vida não cabe no molde dos seus ideais? O problema é seu! Ele tem o tamanho exato das contingências reais. E não adianta fingir. Não dá pra fugir de si! Para onde você for, aí você estará; testemunhando seus falsos quereres, seus desquereres tentando te enganar, autossabotar, ludibriar, entorpecer sua volúvel lucidez. Seus problemas não estão lá fora, não tem que, nem quem; quando o sujeito se permite fazer objeto, se assombra nas próprias sombras, se ensombra em seu ensimesmamento. Ilusões e desilusões se alternam, altercam-se a culpa e o remorso, a coragem e a covardia, a vontade e a apatia, liberdade e tirania, a agonia e o prazer...