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Mostrando postagens de julho, 2022

Hoje é dia de quê?


Entre o outono e a primavera

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Eu sou outono, você é a primavera; poesia serena das amenas estações. Sem o frio do inverno, nem o calor do verão; o equilíbrio do clima no clima de nossa emoção. A vida em flor e fruto, encontro augusto de nós dois, serenos equinócios, equilibrando, equacionando as diferenças; nosso lilás e toda cor, nascer do sol, no sol se pôr.

Ses e emojis

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Hoje acordei pensativo, escravo dos meus anseios, cansado das constantes inconstâncias, do talvez, quem sabe; confundidos entre ses e emojis. Dá vontade de desistir de tudo e de nada, destrancar o peito, tocar o barco, abrir a porta, abraçar a aurora, os braços que lá fora, me convidam o abraçar.

Pontuando - Ao mal, só resta um ponto, o final!

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Acordar para a cor dar, fazer a diferença; ao mal, só resta um ponto, o final! Nada de parágrafo, nem vírgula, nada de reticência, Exclamação? Nem pensar! Interrogação? Não há o que questionar. Ponto final é o que resta, para o mal não mais restar. Que se vão os dias plúmbeos, cheguem os coloridos a pontuar. O bem muito bem exclamado Basta dessa “gente boa”, tão má, de falso cristão a fingir bondade; que pontue o bem de verdade! Sem fake nem maldade, dando ponto para a verdadeira verdade, lealdade marcando ponto, dando ponto à real bondade; sem treta e auditável, bem pontuada nos corações sinceros, desarmados e sem ódios, amados!

Nossa música, "Amor puro"

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Nossa música diz tudo, amor puro, canção do coração. Que tenha a força do sol nascente; do poente, a inspiração. Que seja pleno como primavera, que seja à vera, pra tudo vencer. Desguarde nossos guardados; um do outro, um pro outro; na concessão do tempo, tempo pra gente se dar; “desinporta” o que passou, importa o que passará; Essa vida, para além dela, mesmo quando a morte passar. Djavanear, no dedilhar das cordas, nas notas desse amor puro.

Amizade, todo dia é dia do amigo

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Amizade é laço sem ser nó, afago, amplexo; o nós, não o só. Amizade é aquilo mais e mais um pouco; na economia da vida, é a troca, é o troco; partilha de bem querer. Amizade é oásis no deserto, é do agora, de toda hora; mesmo longe faz-se perto, quando nem se espera, aflora. É o passo a passo, a mão na mão, é o abraço sem senão.

Tempo de amar - Quem não ama, não vive; vai improvisando, tentando sobreviver.

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Diferente do que muitos dizem, tempo não é dinheiro; tempo é amor, é vida, é a arte do viver. Quem não ama, não vive; vai improvisando, tentando sobreviver. Amar é dar bom proveito ao tempo, desamar é desdenhar das horas. É preciso ter cuidado; o tempo não aceita desaforo, quem perde tempo, termina nele se perdendo; a vida responde em ecos o que se faz do tempo, do amor, do viver... Cada escolha, escreve a sina e a sentença de cada um; Sobreviver ruminando quereres fúteis, é não viver reais quereres.

Na janela - Cuidar, enquanto há janela e paisagem

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Na moldura da janela, o tempo pinta sua paisagem, sua metamorfósica tela. Hora, a natureza bela, devagar, divagando no vagar das horas, noutra hora, o homem, sua pressa tão mal apreçada, correndo para lugar nenhum. Na janela, mutantes cores, mutações gris o a cor dar da vida, o desacordar da lida mal vivida. O tempo de Deus, o destempero dos homens. Na janela passa a noite e passa o dia, passa a flor silente e a gritante agonia; passa a lágrima e o riso, o vazio e a poesia. Passa a arte que toca, o que não toca o coração; o que passa, o que não passa, o que se acomoda na estagnação. Na janela, vai o plural e o singular, o cristão e o mefisto, o belo e o sinistro, o que vai e o que teima em ficar. Vai o bêbado “desequilibrista”, o trabalhador malabarista; a sina de um, a sentença de outro…

Perdendo tempo

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Quem desconhece o valor do tempo, entontece; perde o tempo que não tem, confunde esperar com esperança, trata o agora com desdém. Suspirando por delírios, apercebe os sonhos; persegue quimeras, cultivando daninhas ervas de artifício, pisa as flores da realidade. Tem quem não saiba o que quer querer, pendendo, tendendo entre um querer qualquer e qualquer querer, ruminando a sina de si desencontrar. Mas, o mundo gira, não espera por quem espera o mundo girar.

Amigo Sol, amiga Lua... - 20 de julho, dia do amigo e da amizade

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Amigo Sol, que vem cada dia colorir; amiga Lua, que a noite alumia com estrelas a luzir. Amigos pássaros cantantes, amigos pets brincantes; amiga Fauna e Flora, amigas flores vicejantes. Parafraseando o amigo São Francisco, que nomeia o amigo rio, fecundando os sertões; amiga Juazeiro e Petrolina, amigo Pernambuco, Bahia amiga. Amigo mar que rima com amar, solidariedade que a todos abraça, amiga fraternidade que ama de graça, amiga empatia, que no lugar do outro afirma ser nosso lugar. Amiga fé que nos dá confiança, amiga esperança, que nos faz acreditar; Amigo tempo, querido educador, Amiga vida, amiga lida, amigo se dar.

2 de julho, democrático esplendor

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Liberdade, estrada da história; a glória de um povo, que fez o novo acontecer. O ecoar, um rebombar, afrontar o fogo opressor; o “independência ou morte”, fazer acontecer. No céu, no chão, no mar da Bahia; poesia de um povo: caboclos, mestiços, negros e brancos de toda cor; pobres, ricos… Castiço brado!