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Mostrando postagens de abril, 2023

Hoje é dia de quê?


Poesia da vida, reflexão de aniversário

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Nessa meditação anual, a nossa escrita da vida, nosso bem, nosso mal; reclamações e voos rabiscando versos desse aniversariar nas linhas do tempo, do viver. Aniversário, mais que mais um dia, é o dia do dia, de ser fim e ser começo; fim do ano que se foi, começo do que ensaia vir; linha que separa dois parágrafos, desse espaço-tempo, dessa poesia que chamamos vida. Versar que floresce e frutifica, no aniversariar de cada ano, na escolha entre ficar mais velho, ou mais vivido; reclamar do peso da idade, ou vestir as asas da experiência; sentar à margem do caminho, assistir o viver passar, ou se embrenhar pelo túnel do tempo; revisitando as boas memórias, reeditando os versos possíveis, os mais felizes que já pudemos compor. Aniversariar é não dar bola pra métrica, adotar a estética do bom viver, com rima ou sem rima, aprender a aprender. Somos poetas de nossa própria poesia, menestréis da vida, arautos dessa grande arte do viver. Como é, como for, como vier a ser. Feliz aniversário...

Agora, dádiva de Kairós

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Entre o que já não é e o que pode vir a ser, existe o tempo real, o presente onde se pode fazer acontecer, ou não. Não espera nem se repete, passa. O agora, espaço-tempo desse momento, instante único; ainda não jaz passado nem almeja ser futuro, acontece! Singular presente do tempo presente, dádiva de Kairós. Dimensão da realidade, oportuna oportunidade, do que é, do que se pode fazer acontecer, estar do ser e ter, limiar de pretérito e porvir; aqui. O agora, espaço-tempo desse momento, instante único... Se ainda não se inscreveu, inscreva-se em nosso canal Apon na arte do viver. , clique no sininho para escolher receber nossas notificações, ser avisado(a) dos vídeos novos. E não esqueça de dar seus likes. Conto com você! Obrigado.

Feminicídio, despintura de um sonho de mulher

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Colorido feminino, descolorido pelo machismo, morte travestida de bom moço, depois; o grito, a desfeita, o empurrão, o tapa, o fim. Antes, diga não! Ela pintou seus sonhos de menina, entregou-lhe o coração; idealizar da alma feminina, puro enlevo de afeição. Insuspeita, a morte, até então, travestida de bom moço; não tardou em desnudar a máscara. Mas: No primeiro grito, a moça não acreditou; a desfeita, perdoou; no empurrão, calou; na primeira surra, chorou; na segunda, se culpou; na outra se perdeu, na seguinte, morreu. Um ego ébrio de machismo, na demência de sua misógina estupidez, lhe furtou a vida; não sem antes lhe roubar a dignidade, ferir os sonhos, subjugar sua humanidade, subtrair-lhe o próprio amor. Humilhada, maltratada, agredida, torturada e morta. Não acreditou, perdoou, calou; chorou, se culpou, se perdeu; morreu. Um feminicida despintou seu sonho de mulher. Quem deu a ele o direito de vida e morte? O título de posse? Essa tóxica desumanidade? Bestialidade da frági...

Eu, a inteligência artificial e o futuro

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IA terá futuro nos versares? Veja esse embate entre poeta e máquina, criatividade e machine learning. Acompanhe o duelo na arena tecno poética. E aí? Pedi para a inteligência artificial escrever um poema sobre o futuro do planeta e da humanidade. Ela escreveu: “O futuro da humanidade é incerto, Mas nosso planeta pede cuidado certo. Preservar sua beleza e biodiversidade, É essencial para garantir nossa felicidade. Juntos podemos construir um amanhã melhor, Com responsabilidade e amor.” Então, acrescentei: tecnologia, política, ciência, dinheiro, guerras, religião… E a IA escreveu: “O futuro do planeta e da humanidade
É incerto, mas podemos prever
Que a tecnologia seguirá avançando
E a política continuará a ter poder A ciência trará novas descobertas
E o dinheiro seguirá governando
Mas as guerras e conflitos serão alertas
 Que a humanidade precisa mudar seu modo de pensar A religião seguirá presente
Mas é preciso respeitar a diversidade
E agir com amor e empatia sempre
Para ...

Artística inteligência artificial

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Transformando texto em imagem, a IA fazendo arte, ilustrou a poética do casal enamorado, dançando entre girassóis numa tarde de chuva. Bem ou mal? No que dará? Entre tanto artifício, já teve início, a era da inteligência artificial. Para testar o benefício, entre girassóis pedi o casal, dançando em tarde de chuva; a IA gerou uma imagem legal. Dizem que a coisa faz até poesia, já vai dando agonia, saber que ela pode servir ao mal. Como tudo que o homem cria, boa ou má serventia, é escolha de cada qual. Preciso é ficar esperto, não tomar o errado por certo, não cair no fake da “verdade artificial”. As ilustrações desse post foram criadas através da Inteligência artificial do Canva . Solicitei que criasse a partir do seguinte texto: Casal de namorados dançando entre girassóis em uma tarde de chuva. Se ainda não se inscreveu, inscreva-se em nosso canal Apon na arte do viver. , clique no sininho para escolher receber nossas notificações, ser avisado(a) dos vídeos novos. E não...

A casa

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Casa que sabe de nós, que não sabemos dela nem de nós mesmos; caóticos fragmentos quânticos, digitais, analógicos, revelados, segredados, temporais. A casa nos abriga, alberga o tempo do nosso lidar; nossas idas e vindas, nosso calar e falar. A casa dá recado de nós, dos nossos nós, atar e desatar de nossos senões. Guarda confidências, incorruptível testemunha, recadeja evidências; nossas virtudes e nossos vícios, o que queremos fácil, o que fazemos difícil. A casa nos retrata; em preto e branco ou colorido, na lágrima ou no sorriso, na pose bem estudada, na surpresa de não poder posar. A casa sabe tudo de nós; nós que não sabemos da casa; nem mesmo de nós; gravados nas paredes, impressos nos objetos, contidos sem nos conter; fragmentos quânticos, digitais, analógicos, caóticos; hodiernos remakes, de antigas histórias. A casa nos abriga, alberga o tempo do nosso passar. Se ainda não se inscreveu, inscreva-se em nosso canal Apon na arte do viver. , clique no sininho para es...

Quarentena na cozinha #FiqueEmCasa

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... A questão é filtrarem as notícias, depurarem as informações; separando o fato do fake. Afinal, há mais coisas entre a cloroquina e a cura, do que sonha vossa vã palpitaria. Só a ciência, a razão para processar tudo direitinho... Antonio Pereira Apon. Vivemos dias surreais, onde ficção e realidade facilmente se confundem, numa espécie de “realismo fantástico”, tirado de um folhetim, fábula da vida irreal. Uma noite dessas, o fogão acendeu o converseiro na cozinha: - Não estou aguentando mais, esse povo em casa o dia todo, estão acabando comigo. Quase não paro de trabalhar. Eita gente que come! - Xiiiiiiiiiiiiiiiiii!!! Nem me fale. É tanta pressão que nem eu estou suportando. - Chiou onomatopeica a panela de pressão. - Não adianta esquentar, eles precisam esfriar a cabeça, dar um gelo na ansiedade, refrescar as ideias… - refrigerou a geladeira. - Ainda tem doido, mandando esse povo ir pra rua pra morrer. Se não tiverem juízo, derem ouvido e ficarem batendo...

Composição

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A vida é essa grande composição na arte do viver o grande amor, esse versar do mais sublime afeto. Me perco no desencontro de nossos encontros; no paradoxo entre o sim e o não, onde o coração pende entre o inferno e o paraíso, entre a ferida exposta e o bálsamo do amor. No vórtice desse furacão razão e a emoção convulsionam o sentimento num desnorteio insano; entre o sorriso e a lágrima, a pétala e o espinho, a luz e a escuridão. Te ter ou te perder, te sonhar ou te esquecer; mulher menina, menina mulher. Poesia em sobressalto verso de altos e baixos fazendo Minh' alma entontecer. Quero você como o dia quer o sol para existir, como a lua carece da noite para brilhar, como a semente precisa de água para viver; quero você como as estrelas querem o infinito, como um jardim que inexiste sem a poesia da flor. Menestrel das incertezas entrego a Deus essa composição de sublime afeto, rogando ao artífice divino que escreva em meu destino o    nome do meu amor. Publicado aqui em ...

Bosque interior

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Ante as provocações incompreensíveis, guardemos um bosque interior, recanto tranquilo, imune aos burburinhos da morbo algaravia dos desequilíbrios. Quando me visitam as provocações, quando a incompreensão se achega e uma mórbida reação se ensaia; me recolho em meu bosque interior: Contemplo o regato calmo da paciência, o fluir das águas límpidas do discernimento; as flores da ponderação, a fresca brisa que dança conselheira… Observo a firmeza tranquila das árvores, a resignação das pedras, o passaredo entoando loas de gratidão. Percebo o sol cheio de fé e esperança, a beijar a paz da paisagem. Me aparto do burburinho lá de fora, festejo a aurora de já buscar me autoconhecer, combater minhas incompreensíveis, descabidas sombras, superar as provocações, tudo que intenta me ensombrar o equilíbrio. Invade-me dúlcida harmonia, plácido convite à meditação, uma oração: “Senhor! Fazei que eu procure mais; consolar que ser consolado, compreender que ser compreendido, amar que ser amado…” ...

Com a palavra

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v Com a palavra: se mata e se vivifica, se resolve e se complica, se encolhe, se estica. Com ela; se destrói e se edifica, se constrói pontes que ligam, muralhas que segregam, o que passa e o que fica. Com a palavra: se rebaixa e se eleva, se traz e se leva, se apura, se releva. Com ela, se perdoa e se condena, se pede e se ordena, faz poesia, cantilena… A palavra: é escatológica e alquímica, desalmada e anímica; sagrada e profana, ela esfria e inflama. Erudita e popular, polida e vulgar; eclética, profética, plural e singular. Com a palavra: se abraça e se aparta, se aproxima e se afasta, faz-se ódio e amor, bondade e horror; levantam-se altos edifícios, se arroja em profundos precipícios, se faz o fácil e o difíscio; o verso e a prosa, bela e formosa, a palavra. Com a palavra... Se ainda não se inscreveu, inscreva-se em nosso canal Apon na arte do viver. , clique no sininho para escolher receber nossas notificações, ser avisado(a) dos vídeos novos. E não esqueça de dar seus ...

Cadê Jesus?

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Cristãos sem Cristo, fantasmas insepultos, velhos fariseus, velhacos saduceus a bradar Senhor! Senhor! Mefistos vendilhões modernos, mercando salvação. Por onde anda Jesus? O desencontro, no palavrório baldio dos que falam muito, para não dizer nada. Conto de fada de falso cristão. Honras de lábios, distância do coração. Velhos fariseus, velhacos saduceus, fantasmas insepultos, caiados sepulcros; falsos Cristos, falsos profetas; mascarados de modernos homens de Deus. “Senhor! Senhor!” Gritam eles em altos brados, deixando de lado a verdade cristã; bem trabalhados em seus senões Hipócritas que Isaías bem profetizou, repaginados vendilhões. Cadê Jesus? O desencontro no rico templo, no desalento de tanto desalentar; na falta de acolhida, na moralidade presumida, no preconceito a grassar; nos ritos, nos mitos, na salvação a se mercar. Cadê Jesus? O desencontro nesses cristãos sem Cristo, falso cristianismo mefisto, mefistofélico falsear. Cadê Jesus. Se ainda não se inscreveu, insc...