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Mostrando postagens de outubro, 2023

Hoje é dia de quê?


O espírito do homem e o homem do espírito

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Como disse Paulo de Tarso: “O homem só morre uma vez”. Já o espírito, esse morre e renasce quantas vezes forem necessárias. Dia de finados? Dos mortos? A vida segue além da vida. O homem da vez, só morre uma vez; da próxima vez, já será outro o homem. O espírito é único, os corpos são múltiplos. O homem do espírito, o espírito do homem. Como o ator que não morre com esse ou aquele personagem, ressurge noutro após cada espetáculo findar. O homem do espírito, morre com a morte, o espírito do homem, transcende imortal.

Menina, me nina

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Um poema de aniversário para minha mulher menina, que me nina os sonhos e inspira a realidade. Minha pequena Rosi, little Rosi do meu coração. Minha mulher menina, me nina a poesia de te amar, acordado sonho, te encontrar. Partilhar as flores dessa sua primavera, à vera, girassóis ao sol do seu olhar.

Seja archote, a sorte

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Busque, busque-se numa fagulha de esperança, chama de confiança, lume de acreditar, a sorte de descrer no azar. Não ser um caso perdido, ao acaso... Se a noite do desânimo descer, crescer a sombra da desesperança, a ansiedade se achegar, chegar o gelo da depressão, a frigidez de se desencontrar. Busque, busque-se numa fagulha de esperança, chama de confiança, lume de acreditar. Seja archote, a sorte de descrer no azar. Não ser um caso perdido, folha pro vento do acaso soprar. Sujeito e não objeto, projeto; se superar.

O estagiário 2. Barrados no céu

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São Pedro. - Colocar um estagiário de extrema direita, com certeza, transformaria o céu num Brasil. Deus nos livre! Só o Xandão na causa. São Pedro foi chamado para uma audiência com Deus e pediu para um estagiário tomar conta da portaria do céu. Menos de uma hora depois, o porteiro celeste, retorna apressado: - Mas o que você pensa que está fazendo? Estão chovendo reclamações no Serviço de Atendimento Celestial! - Eu?! Nada São Pedro! - Você barrou a entrada de uma generosa senhora que abrigou e cuidou de dezenas de órfãos e socorreu outras tantas pessoas durante sua vida na Terra... - Ela era de candomblé. Era macumbeira... - E o dedicado médico que aliviou as dores e se desvelou no atendimento aos pobres, aos quais jamais negou socorro? - Mas ele era homossexual! - O que você tem a dizer sobre o professor que tirou inúmeros jovens do caminho do crime, educando com amor? - Esse era ateu! - Um político honesto! Você barrou um dos raros políticos honestos que só vez por ou...

Investimento - Na "bolsa" da vida, na "carteira" do viver. Qual o nosso?

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Arriscar a saúde, é prejuízo! O curto prazo, na aposta na sorte o risco do azar. Deus aplicou talentos, no longo prazo humano, nossos riscos... E você? Assim como na vida da bolsa, na bolsa da vida, é preciso saber investir. Arriscar a saúde, costuma dar prejuízos impagáveis; o investidor termina perdendo o que pensa que ganhou, para não conseguir recuperar o que verdadeiramente perdeu. Aplicar pouco, na carteira dos afetos e relações; desdenhar os fundos, indexados pela empatia, fé, solidariedade… Especular na volatilidade do curto prazo, descuidar dos ativos; da paz, da felicidade, do equilíbrio... Eis outras aplicações danosas: Apostar na sorte no risco do azar, jogar no acaso, não se responsabilizar, acreditar no lucro a qualquer custo, sobreviver no susto dos índices a flutuar.

Quem te ensinou? - Dia do professor, 15 de outubro

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Ler e escrever, interpretar, compreender a ciência da vida, a arte do viver. A escola que cola, sem precisar colar. Professor. Eis quem te ensinou. Quem te ensinou a ler e escrever, interpretar, compreender; entender a ciência da vida, a arte do viver. Lidar com a língua culta, a História por vezes inculta; a matemática implícita, a filosofia oculta. A geometria do destino, o beabá do tino, o desatino de ignorar. A física das coisas, as coisas da química, a humanidade do sentir e pensar. A biologia da gente, da semente o seu brotar. Da Terra rotunda, o peso que afunda, a leveza a flutuar.

Bom ânimo

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Sol, rio, semente... E a gente? A breve flor do ipê, faz a sua parte; natural arte, independente de porque, pra quê? Acorda o bom ânimo que dormita. Todo dia o sol se anima a brilhar, não desanima com a noite que passa, com a tempestade que passará. O rio flui animado, segue o curso do viver; mais lento ou acelerado, ruma ao mar a acontecer. Corajosa, a semente escapa da cova escura, pequenina e obscura, faz-se em frondoso florescer. Destemida, a breve flor do ipê, desabrocha, faz a sua parte; natural arte, independente de porque, pra quê?

Surtados

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Desachados de nós mesmos. Muita arma, pouca alma; balas perdidas, encontrando quem não se perdeu. Caricata supremacia, delírio da brancura mestiça. Ansiosos, deprimidos, nos achando tão perdidos; escondidos de nós mesmos, de tudo e de todos. Cotidiano psicótico, neurótica rotina, tempos surtados. Muita arma, pouca alma; balas perdidas, encontrando quem não se perdeu. Audiência de custódia: cidadão preso, bandido solto. Misericórdia! demônios negacionistas, travestidos de homens de Deus; estúpidos, mal disfarçados de conservadores; desfaçatez, conservam dores. Tarja preta, para a caricata supremacia tupiniquim, delírio da brancura mestiça, surto da descaração. Descarada ação de maldizer, de malfazer; legislar em causa imprópria, prostituir o vão poder.

Deus e o silêncio

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Barulho em sua vida? Não é divino. Deus está na alma da calma, na oração do coração. Deus na gente, com a gente; silente comunhão. Deus fala em silêncio, o barulho em sua vida, não é de essência divina. Ele é qual o tempo que flui como um rio; silenciosamente, redesenha paisagens, reescreve destinos; Ele conversa como a flor que versa sem versar, recadeja na boa nova do sol de cada dia, esperança a noite na silente luz do luar. Deus está na alma da calma, na oração do coração, quietamente… Ele não está: No alarido estérico, na histriônica louvação, na adoração vazia, vadia devoção; não está no burburinho fanático, na lunática conturbação; na verborragia fútil, na decoreba inútil, volátil percepção.