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Mostrando postagens de novembro, 2023

Hoje é dia de quê?


Novo por dentro; advento ou eventualidade

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Hoje, que ontem era futuro, amanhã já passou. A gente procrastina, como quem ao destino destina, nosso desatinar. Sempre posterga; prum ano novo remediar. Sem se fazer novo por dentro, não se faz advento, só, eventualidade. O futuro alimenta a ilusão, finge estar distante, quando a um instante está. O hoje, que ontem era futuro, amanhã já passou. E o que num momento fez-se aurora, noutro, sem demora; outrora se tornou. Mas a gente procrastina, como quem ao destino destina, nesse nosso vão desatinar. Queremos sempre o novo, pra de novo protelar; nova hora, novo dia, nova agonia; pra no ano novo consertar. Delirando colocar rédeas no tempo, velho homem em desalento, velhacas utopias, fantasias e lamentos.

Chapeuzinho verde - Antonio Pereira Apon

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Chapeuzinho Verde era uma menina muito preocupada com a natureza, ela cuidava dos animais e das árvores, que eram todas suas amigas. Ela se chamava Chapeuzinho Verde, porque usava um mimoso chapeuzinho dessa cor, o que ela mais gostava de fazer era conversar com as árvores: - Olá dona árvore! Como vai? Belo dia, não? - É um belo dia chapeuzinho e eu estou muito bem, estou carregadinha de frutos doces e saborosos, você quer um? - Quero sim dona árvore; e se não for incomodar, também quero descansar aqui embaixo da sua sombra, respirando esse ar puro da floresta, sem nenhuma poluição. - Você nunca incomoda minha amiguinha, fique a vontade. Nesse instante a conversa foi interrompida pelos gritos do coelho que corria esbaforido, como quem foge de uma assombração: - Socorro! Socorro! Se escondam todos!!!

Para não dar o braço a torcer

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Não enxerga o que vê, não escuta o que ouve; tomando o errado por certo, erra. Perturbada ação, perturbação. Fala, mas nada diz. Assim, descaminha e desencaminha a humanidade; trevosa, raivosa, doente. Tem gente, que não enxerga o que vê, não escuta o que ouve, não diz o que fala, não sente o sentir, nem pensa o pensar. Tomando o errado por certo, erra. Para não dar o braço a torcer: abraça o incerto, aceita o “fake” como “news”, a mentira qual verdade; por orgulho e vaidade, feito gado mal toado, termina atolado, que nem vaca que foi pro brejo.

Anelo - Legendando fotografia literária no blog Espiritual Idade

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Verde, anelar de azul e amarelo para nos salvar do calorão, do efeito estufa dessa climática conturbação. Vida pra gente pro planeta viver; verdejar. O verde, anelo do azul junto ao amarelo; azulado céu e mar, amarela luz solar. Fotossíntese, verde síntese que há de nos salvar; clorofila, mãe e filha, verde flor de toda cor. Para além dos cinzas, para lá de nós, pra nos resgatar da dor,

Bom dia para um, bom dia!!!

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A página em branco de mais um dia, convite; para escrever, desenhar, pintar, compor na arte da vida e do viver, a possível poesia de um bom, bom dia!! Quando a noite desce sobre os telhados, repintando a paisagem, a silhueta arquitetônica; os corpos dormem, as almas sonham, pesadelam; vagam entre as sombras conscienciais, deambulam na penumbra existencial, entre luzes artificiais, o bem e todo mal.

Irmãos em guerra

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Judeus e Palestinos, o DNA confirma: filhos de Abraão. Mas, fundamentalistas, extremistas; customizam o “sagrado”; adequam Deus, aos interesses seus. Um, filho de Sara, o outro, de Hagar; Isaac e Ismael, judeus e palestinos; a ciência afirma, o DNA confirma: ambos, filhos de Abraão. Mas, hipócritas fundamentalistas, demagogos extremistas; “ desescrevem”, customizam o “sagrado” nas escrituras; adéquam Deus, aos interesses seus. Triste guerra fratricida, insana, caimita abominação. Políticos desonestos, religiosos funestos, intruja conspiração. Morre o civil e o militar, morre a verdade, vige a geopolítica do lucrar.

A cor da gente

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Não diz da gente; não implica em tristeza ou alegria, carrega a poesia de se ser quem se é. Sem tolices conjunturais, sem cretinices estruturais... A cor da gente, é a cor e tão somente; não superioriza nem cabe inferiorizar, não nos mente nem desmente, bota ou desbota; não diz da gente. Não é sentença, detença, destino ou sina. É a cor e tão somente. Não implica em tristeza ou alegria, carrega a poesia de se ser quem se é. Sem as tolices conjunturais, as cretinices estruturais; a cor da pele, é a cor e tão somente.

Travessia, saber que não sei

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Tropeçando em minhas dúvidas, até nas certezas; vou tentando equilibrar nessa travessia, a vida, entre a ignorância e o saber, o curso do percurso... Eu que “sei de tudo”, mesmo quando não sei de nada; sigo tropeçando em minhas dúvidas e até nas minhas certezas, consigo tropeçar. Cheio de perguntas sem respostas, de respostas sem perguntas; vou tentando me equilibrar, avançar, nessa travessia que é a vida.

O “criado-mudo”, cansou de calar - Dia da consciência negra, consciência humana

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Basta de “nigrinhagem”! De “coisa preta”, “lista negra”, “ovelha negra”? “mercado negro”? “Mulata”?! “Homem de cor”?! “Magia negra”?! Pare de “judiar” da gente! “Inveja branca” o escambau! Racismo estrutural? Grande desvergonha, nem banho de Creolina para limpar. Não venha com esse “samba do crioulo doido”, “A cor do pecado” é qualquer cor. Não adianta desculpa “Feita nas coxas”, “meia tigela”, “a dar com pau”, “chuta que é macumba” essa coisa de “dia de branco”; “não sou tuas negas”. Já deu, essa treta de “doméstica”, “estampa étnica”, “serviço de preto, “pé na cozinha”; vá domesticar seu discernimento!

Marketing digital, verdades e mentiras; influenciadores espertalhões e seus iludidos seguidores

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Cada caso de sucesso, centenas, milhares de insucessos. Jovens e adolescentes tardios (passados dos 30), seguem o canto de sereia do marketing digital, como os desavisados do mito grego, só acordando tardiamente, dando de cara com as duras pedras da realidade. Como em todas as áreas da atuação humana, existem pessoas sérias e gente nem tanto. No marketing digital, não é diferente; ao lado de profissionais responsáveis, honestos e confiáveis, pulula uma horda de aventureiros inescrupulosos, tentando vender o ganho fácil com o menor esforço, pouco estudo e outras coisitas agradáveis aos sentidos desavisados que, sonhando com seu eldorado, terminam com “ouro de tolo”, verdadeiras piritas nas mãos. É certo que se pode ganhar muito dinheiro com o marketing, mas não sem muito estudo, trabalho, esforço, investimento e um tanto de sorte. Muito diverso do discurso falacioso e mercenário de influenciadores que apenas querem vender a fantasia da riqueza instantânea, o paraíso dos lucros con...