Tem paz sem paz, daninha e malsã, danosa. Ilusória, ociosa, por vezes carnavalesca, Distópica, utópica, sabe-se lá! Comprada, vendida, desencontrada... A paz ociosa dos omissos. A do silêncio dos bons, que calam ante os faniquitos do mal. Paz de quem pega carona no acaso, viaja assistindo o tempo passar; desatinada paz, de quem terceiriza o destino. Nada da paz armada, de quem desama até desalmar; de quem bate continência, por conveniência, indolência, ou mero adestrar. A fingida paz de quem diz amém, sem saber a que, ignorando a quem. Paz egoísta dos indiferentes; negligente, de quem não está nem aí, pra nada nem pra ninguém. Paz com cara de paisagem, sem compromisso, enguiço de paz. A dos desacordos internacionais, dos conchavos políticos, das ideologias venais. A paz farsante, mentirosa, cheia de prosa, cínico desdém. Corrupta paz, vendida criminosa, odiosa e malsã. A paz de artifício, entorpecida e iludida, fugitiva, toda trabalhada na irrealidade. Carnavalesca e fantasiosa, p...