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Hoje é dia de quê?


Humana flor do tempo

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A flor do tempo, só vai dar no tempo certo, numa incerta estação; na hora H de um dia D, num mês que se mereça, num ano que se faça acontecer. A gente não escolhe; colhe, recolhe, acolhe, a flor que o tempo nos florir. Esperançar a nossa espera, se permitir.

Minha dor

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A minha dor, está: nas filas de quem adoece, buscando a saúde pública; no prato vazio, sem a esperança do alimento; no peito encontrado, pela bala perdida da insegurança; na ignorância, patrocinada pela deseducação oficial; na fé, prostituída por falsos religiosos politiqueiros; na verdade, relativizada pelos interesses e conveniências dos algozes do povo; no desafeto, que transforma orfanatos em depósitos e asilos em expurgos; nas oportunidades, sonegadas pela desigualdade; na morte, provocada pela desassistência, a negligência, o descaso; no pouco caso, que descuida, agudiza o infortúnio; na falta da vacina, do oxigênio, do elementar ar para se respirar; na estupidez de toda forma de preconceito e intolerância, no falso moralismo e hipocrisia, nas promessas vazias de políticos e religiosos. A minha dor,

Fora da verdadeira verdade, não há alternativa

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Você checou aquele vídeo? Senão, não curta nem compartilhe, “os “likes” não justificam os meios”; “fake” não pode virar “news”. Descubra a oculta face, sem máscara, sem disfarce; o rosto sem personagem, semblante sem eclipse, persona sem maquiagem. Insólita faceta, sem falseta; cara nua, cenho desnudo, Indissimulada feição. Vacine-se! Não se engane, não se permita desenganar; delete, antes que te deletem a razão. Cuidado com:

Tempo brincante

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Eu vi o tempo, brincando de passar o tempo, até o tempo mal, passar. Menino traquino, apercebido, que o tempo ligeiro, treteiro, é breve e ladino. Logo ele, que não é de brincadeira! Mas tem tempo, que até o tempo, precisa de um tempo, que é pra tudo poder passar.

Uma escolha ou um escolho

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A vida é feita de escolhas, ou da falta delas; ser agente ou objeto, protagonista ou coadjuvante, ilustre ou abjeto, destaque ou figurante; senhor ou servo, aboiar ou ser aboiado, a sentença ou o sentenciado, a escolha, o escolho... Individual ou coletivamente, somos o que escolhemos ou deixamos que por nós escolham; viver ou sobreviver, ser ou parecer, querer ou merecer. Ser o vento, ou do barco, a vela; a pintura ou a tela,

Oração pela Mãe Terra

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Senhor Deus de todo universo, máxima energia, causa primeira de todas as coisas... Gratidão por essa nave azul em que viajamos pelo espaço-tempo; abençoado orbe, lar que nos acolhe e abriga, oportuniza o evoluir. Que saibamos aproveitar a dádiva do viver; transmutar nossos “infernos conscienciais em céus comportamentais. Conhecendo-nos, reconhecermos nossos equívocos, retificarmos nossas rotas; respeitando e amando toda manifestação de vida, semeando a paz e a esperança, vacinando contra o mal, toda ignorância, imunizando contra o desânimo, o desespero.

Vacina para um novo tempo

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O novo ano, não está na folhinha pendurada na parede, num calendário analógico ou digital, nem na agenda novinha, aflita por nossos compromissos e os tantos descompromissos que nos rodeiam; o ano novo, estará nas utilidades e inutilidades que iremos imprimir nas páginas de tempo dessa didática e mais recente cronologia de trezentos e sessenta e poucos dias; no que fizermos ou deixarmos de fazer, nos ônus e bônus das nossas escolhas. Em decidirmos, se vamos assumir a escrita do nosso desiderato individual e coletivo ou se insistiremos em terceirizar, buscar um “salvador”, esquecidos de que, o único que fez jus a esse título, foi pregado numa cruz; ressurgido da morte, teimamos em mantê-lo crucificado até hoje.

Natal. Antes de e depois de

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Passadas lembranças, memórias, presentes reflexões, esperançar o futuro. Dias renovados, que nos tragam renovadores Natais, capazes de mediar o tempo: antes de, depois de; qual aquele primeiro Natal. Do analógico ao pós digital, do binário ao salto quântico; cântico de um tempo novo, acordes que acordem a fé na felicidade;

Dobradura, dobra dura. Barcos de papel

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Dobradura, dobra dura do viver; um origami, um oriqui, de lá, daqui, um surreal Dalí. Um barco que á tudo abarca, abraça a barca o conviver. Debruçada na janela, a vida contempla o cais;

Dobraduras

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Tarda a vida Em desarranjadas flores, Feito malfeitos arranjos de papel. Dobradura, dobra dura do viver. O vinco do tempo na testa, a tez que atesta idade a passar. Dobram sinos, Desdobram-se homens a lidar; vincam o chão

Seu barco é impermeável?

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Naquela manhã chuvosa, a rua estava cheia d'água. O menino pegou uma velha revista e começou a produzir barquinhos de papel e colocá-los para “navegar” na correnteza produzida pela chuva. Um após outro, seus barcos iam descendo em meio ao aguaceiro, mas no meio do caminho, ensopavam e se desfaziam... Após perder toda a sua “esquadra” feita com as folhas internas da revista, o garoto preparou a derradeira embarcação com a capa, que além de ser de um papel mais grosso, era revestida por uma película plástica. Assim, dotada de uma necessária impermeabilidade, a nau foi cruzando toda a rua; impávida, íntegra... Até o Guri satisfeito perdê-la de vista. A vida, como um barquinho de papel, sem a indispensável impermeabilidade, nas correntes do existir; encharca-se nos problemas e desmancha-se nas dificuldades. Sem a devida maturidade consciencial, o ser deriva ao sabor dos acontecimentos, absorvendo inutilidades, negatividades que desagregam e desestabilizam, podendo naufragar. E aí...

solitude e solidão

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Solidão é falta, saudade, ausência... Diversa da soledade, a solitude é presença, nós em nossa própria companhia; o estar a sós sem estar sozinho.

Com Jesus. Alegre e simples natal

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Em cada passo, um ponto, um traço; um marco do que fomos, do que somos e podemos vir a ser. Com o Cristo, dividiu-se o tempo, no antes e depois daquele natal. Linear história, não linear vivência; sem pompa e circunstância, sem as ilusões da aparência, simplicidade da natalina essência. Felicidade, o sol crístico, alvorou, dissipando a noite humana,

Um poema, tempo que é mar

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Vida, barco a navegar, onda, finge que vai no faz que vem; o verso da vazante, faz reverso a maré cheia. Na praia do agora, não há velho nem há novo; tempo, mar a renovar.

Oração da misericórdia

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Senhor, dá-nos hoje, tocados pelo teu amor infinito e incondicional, reconhecermos, por ventura, se estamos a fazer o mal ao nosso irmão.

Retinta retina

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Na retina, a tinta da rotina; cansa, não descansa a retinta sina. Repete, replica, desatina; tudo muda sem nada mudar. Rumina, regurgita o tempo, vida que passa sem passar; gente que sobrevive fantasiando que vive, fingindo viver. Desumanizados, errantes corpos desalmados, desamado transpirar sem inspiração; o ter a qualquer custo, até o susto de deixar de ser.

Construir castelos, sair da areia

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Castelos devem ser edificações seguras, firmes. Precisam proteger de possíveis ataques, prováveis embates. É bom que sejam confortáveis e acolhedores. Necessário que combinem fortaleza e lar. Mas há quem construa castelos de areia e neles tente morar. Confundem sonho com fantasia, depois, quando desmoronam as ilusões. Debatem-se, soterrados sob os restos do que não restou. Deprimem-se, exasperam-se amargurados pelas desditas, ébrias de desilusões.

Jesus. Chama que nos chama

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Chama que nos chama, aviva, convida para refletir; acende em nós a esperança, ilumina, faz ascender.