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Hoje é dia de quê?


Coisa de criança

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Na dicotomia entre "coisa de adulto" e "coisa de criança", vamos trancando, maltratando nossa criança interior. Para não nos sentirmos infantilizados, assumimos a postura infantil de abrir mão da ludicidade, da simplicidade, espontaneidade e outras tantas coisinhas que trazem felicidade, bem-estar, leveza, suavidade para o viver. Depois: entristecidos, deprimidos, ensimesmados... Negamos o menino, a menina que tenta sobreviver dentro de cada um de nós. Apercebidos que felicidade é bem, "coisa de criança"; da nossa criança que quer brincar, viver.

Uma boa noite

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Natureza adormecida, convida à madorna a cidade; contrariada, a rotina se recolhe, acolhe o cotidiano o desapressar. O corpo pede cama, a alma pede calma; o espírito se projeta, desdobra-se o inconsciente, despe o consciente, veste o onírico. Sonha, viaja, busca; persegue o eu lírico do seu melhor;

Conhecidos desconhecidos

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Nos conhecemos, nos desconhecemos há tanto tempo. Refugiados no silêncio: Nossos sentimentos não disseram nada, nossos pensamentos não falaram tudo. Mudos; não fomos além, ficamos aquém de nós dois. Absortos, vagamos entre pegadas sopradas pelo tempo, vento devorador de primaveras; das flores não plantadas nem colhidas, dos sonhos não sonhados nem vividos; distraídos, assistimos o destino passar... Nos conhecemos há tanto tempo. Mas, há tanto tempo nos desconhecemos.

Um ano do Apon Na Arte do Viver, Um Youtuber cego aprendendo a enxergar, fazendo vídeos, blogando, cortando cabelo... Na arte da superação

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Primavera no hemisfério sul, outono no norte; seguimos no giro desse rotundo mundo de Deus, o de verdade, que fique claro. Um ano do canal, buscando na deficiência, a eficiência da superação. Um cego que aprendeu a enxergar, produzindo e agora já gravando os próprios vídeos, dando vez e voz para sua prosa e poesia: pensares, versares e sentires, noticiando as tantas possibilidades que transcendem às eventuais limitações do corpo, alçando ao sem limites de capacidades do espírito; da alma que não se deixa encarcerar no círculo estreito das circunstâncias; avança, desafia, inventa, se reinventa para ressignificar a vida, dar o seu toque na arte do viver.

Primavera, primaverar ao sul do equador

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22 ou 23 de setembro, primavera no hemisfério Sul e outono no Norte. Para contrariar a turma da Terra plana, as estações revelam um planeta redondinho, equinócio que faz dias e noites terem o mesmo número de horas e faz florescer abaixo do equador uma primavera impressionista, primeiro verão que nos inspira a fazer florir o nosso melhor; mudar, transformar, reflorescer no bem. Vamos primaverar a vida, a grande arte do viver!

Armando; armado, morreu

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Desalmado, armando só andava armado. Desamando, o desamado vivia armando confusão. Um dia, assaltado…

Relógio e tempo

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O relógio achava que era o tempo, se achava; atrasava, adiantava, cronometrava, ditava, aprazava… O tempo, que não é relógio; brincava, relativizava; cirandava na tontura dos ponteiros, corria picula na vertigem dos dígitos mal ligeiros Analógico? Digital? Atômico? O tempo é quântico! O quanto não pode quantificar qualquer relógio. O relógio é corpo, máquina, maquinal… O tempo é ânima, alma, essencial...

Oração do 7 de setembro

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Que a bandeira volte a ser de todos nós, um só povo, uma só voz; irmanados, imanados, desarmados, amados amantes da paz. Que a daninha erva da tirania, jamais prospere, a brutalidade não viceje, a vilania não se empodere; seja encarcerada, morta, derrotada.

Sintonia da vida, frequência do viver

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Um canal de TV, uma estação de rádio, um site… Questão de sintonia. Há quem pare na estação dos vícios, trânsfuga na ilusão, quem se demore na dessintonia da depressão, caído na frequência do ego, no hiato do tédio, desencontrado de uma estação. Tem quem fique na sofrência, se afine na quebradeira; na programação mais rasteira, numa marginal conturbação. Tem quem saia do ar, ponha-se "fora da casinha"; se compraza em comezinhas distonias, brutalidades, agonias; a escolha de escolhos pra chamar de seus.

Falta dizer

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Fartam versos que faltam, infartam palavras não ditas, inéditas, proscritas, mal caladas, inescritas. Rimas inconclusas, contusas métricas, confusa silenciação;

Destino? Desencontro de amor

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Ele amava ela, ela amava ele, mas era: ele silente, ela calada, um nada dizia, a outra não falava nada; tímidos intimidados, esterilizados. O tempo seguiu seu fluxo, a vida tomou seu curso; separados, cada um do seu lado: casaram, tiveram filhos, separaram… Lutaram, ganharam, perderam; sobreviveram. Mas jamais se esqueceram. Se foram meses e anos, cronológico silêncio desfolhando as folhinhas; ele morreu, ela se foi; desencarnados, se reencontraram lá do outro lado, descobriram no livro da vida,

Emotivo, é motivo para...

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Ser emotivo, é motivo para sentir e pensar; repensar, ressentir, mas sem ressentimentos. Parecidos, os diferentes não podem ser iguais, não são reversos, inversos; apenas diversos. A emoção é reativa, sensorial resposta, instintivo aparecimento; um riso, um choro, um quê sem cognição; rápido, inesperado, repentino, súbito; um surto, um susto, o aflorar no corpo de supetão. O sentimento se elabora, demora em se demorar; sem arroubos, apaixonamentos, é o consentimento que vem de mais dentro, do fundo, do mais profundo do ser. A emoção, aparece, aparenta; o sentimento floresce da essência.

Paisagem da vida

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Pintei uma paisagem bonita, com nuvens em paz sonhando, viajando no azul do céu. A campina, pintada com verdes de esperança, salpicados de boninas, coloridas flores primaveris. Coreografando, dançando ao sabor do vento, o rio fluindo feito o tempo, sem ter tempo pra assistir. No rodapé do firmamento, pus um restar de dourada aurora; a casinha caiada, calada escutando o passaredo, policromos, alados cantores, ocupando o arvoredo, entoando divina, doce melodia; que nem a mais singular sinfonia, lhes poderia fazer arremedo. Entre sobras, espraiadas memórias o velho engenho, ruminando histórias de outrora, outra hora, outra era, que já não cabe nos calendários, nos relógios… Já era! Jaz. Mas, coloquei uma menina no balanço, brincando no espaço-tempo entre o chão e o infinito,

Amizade é...

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Amizade, é parentela que se escolhe, família que se acolhe, encontro de benquerer. Sonho a sonhar junto, unidades formando conjunto, quereres querendo querer. É soma que multiplica, equação que descomplica, inexata ciência do viver. Dizer parafraseando o dito; escrever certo, bonito, na linha torta, incerta do conviver. Entre escolhos e escolhas, amizade risca a vida, a lida que arriscamos ter, sonhos, qual sementes, realidade a florescer.

Ser e não ser; pensante, sentinte, vivente

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Não importa ideologia! Ser de esquerda ou direita, conservador ou progressista. Numa democracia, vale a alternância com lealdade, vige a elegância da pluralidade. Não se pode ser extremado extremista, sectário falso moralista, golpista. Há que ser honesto, sincero de verdade, não um manipulador diversionista; agir, dizer sem ambiguidade. Nada de ser dissimulado! Misturar política com religião, "usar o nome de Deus em vão", ser ignorante e deseducado, mal intencionado falastrão.

Pedra que faz muro, faz ponte

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Muros, pensamentos duros, imaturos sentimentos; se erguem, nos rebaixam, afastam, apertam, apartam; a mais concreta inconcretude, percepção estreita das incertas certezas, geniosa incompletude. Ensimesmados; desentendemos, desatendemos, desaprendemos a fazer pontes.

Dizer não

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"A árvore que produz maus frutos não é boa e a árvore que produz bons frutos não é má; porquanto, cada árvore se conhece pelo seu próprio fruto. Não se colhem figos nos espinheiros, nem cachos de uvas nas sarças. O homem de bem tira boas coisas do bom tesouro do seu coração e o mau tira as más do mau tesouro do seu coração; porquanto, a boca fala do que está cheio o coração." (Lucas, 6:43 a 45.) "Guardai-vos dos falsos profetas que vêm ter convosco cobertos de peles de ovelha e que por dentro são lobos rapaces. Conhecê-los-eis pelos seus frutos. Podem colher-se uvas nos espinheiros ou figos nas sarças? - Assim, toda árvore boa produz bons frutos e toda árvore má produz maus frutos. - Uma árvore boa não pode produzir frutos maus e uma árvore má não pode produzir frutos bons. – Toda árvore que não produz bons frutos será cortada e lançada ao fogo. - Conhecê-la-eis, pois, pelos seus frutos." (Mateus, 7:15 a 20) "… se alguém vos disser: “O Cristo está aqui, o...

Querer quereres

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Quero ser qual o dizer da flor, o falar do silêncio, a poesia do mar. Ser do fogo o ardor, da água o frescor, a resiliência da terra, imanência do ar; a liberdade do vento, a maturidade do tempo, plenitude do amar. Quero a fé da esperança, o esperançar que alcança, caminho e caminhar; Do acaso, controle, do destino favores, crepúsculo e alvorar. Quero ser a resposta certa, pra pergunta incerta, muito bem recadejar. Quero, de cada dia o aconchego, de cada noite um achego, da vida o afagar.