O detalhe é o povo
Silhueta da Babel,
espigões e palafitas
sobre o chão e sob o céu.
Corpos estéreis na gleba,
restos humanos na sarjeta.
vidas rotas em viciosas esquinas;
para quem falta o pão na mesa
resta o "festfood" do lixão,
o cardápio marginal da exclusão.
políticos se deleitam
no orgástico poder
enquanto na frigidez das ruas
a miséria nua e crua
garante o voto
pra perpetuar a bacanal.
Tantos Cristos
sem Josés e sem Marias,
tantas Marias
eternamente Madalenas...
Mas os Herodes
em seus palácios
entoam uníssona cantilena
onde "o povo é um detalhe"
e só o lucro vale a pena.
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