O detalhe é o povo

 

Silhueta da Babel,

espigões e palafitas

sobre o chão e sob o céu.

Corpos estéreis na gleba,

restos humanos na sarjeta.

vidas rotas em viciosas esquinas;

para quem falta o pão na mesa

resta o "festfood" do lixão,

o cardápio marginal da exclusão.

Em sórdido paradoxo

políticos se deleitam

no orgástico poder

enquanto na frigidez das ruas

a miséria nua e crua

garante o voto

pra perpetuar a bacanal.

Tantos Cristos

sem Josés e sem Marias,

tantas Marias

eternamente Madalenas...

Mas os Herodes

em seus palácios

entoam uníssona cantilena

onde "o povo é um detalhe"

e só o lucro vale a pena.

 

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Antonio Pereira Apon

Autor do poema: A pedra. O distraído nela tropeçou... Procurando escrever em prosa e verso com a arte da vida.

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