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Mostrando postagens de setembro, 2015

Hoje é dia de quê?


Alvorada proseando na janela;

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Brilha o sol em minha janela. É a vida a despertar! Traz o prosear da alvorada e o cantar da passarada, Vem o dia musicar. Dissipada a noite escura, sai a luz de sua clausura, vem as cores despertar.

Eu e nós

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Eu; um verso. Nós; poesia. Eu; uma nota. Nós; melodia! Eu; estrela. Nós; constelação. Eu; minifúndio. Nós; vastidão! Eu; a pedra . Nós; bela escultura. Eu; falta. Nós; fartura! Eu; procura. Nós; achado. Eu; incógnita. Nós; resultado! Eu; caminho. Nós; caminhada. Eu; flor. Nós; florada! Eu; a uva. Nós; o vinho. Eu; a linha. Nós; o linho! Eu; eclipse. Nós; alvorada. Eu; passarinho. Nós; passarada! Eu; labirinto. Nós; o rumo. Eu; pêndulo. Nós; aprumo!

Poema de um amanhecer, crônica de um outro dia

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Arrulham os pombos, bem-te-vis saúdam o alvorecer Em meio à selva de concreto e tantas inconcretudes. Ainda desacordada, grande parte da cidade, apercebe a paisagem, poética pintura desse arrebol. Trôpega, a boemia Ainda intenta prorrogar a noite, postergar o alvor; tropeça nos restos desumanizados que disputam as sarjetas, nos cães abandonados que viram latas, reviram o lixo humano. Qual penitente, o gari varre a rua que já se vai sujar; um, outro e outros tantos, passam, jogam, explicitam no chão seu grau de educação. Vagam pedintes, prostitutas, gays e afins, espreita o ladrão, o azar e a sorte. O jornaleiro grita adormecidas manchetes. As teclas do meu computador; vão devorando o silêncio, parindo esses meus versos sem rima. Assobios de Whatsapp, insones redes sociais,

A droga das drogas

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O que é o próprio nome diz: Droga! Quem é feliz não usa, o infeliz abusa; vai entorpecendo a vida, sai apostando a sorte, cai com odor de morte. Azar do vício, aziago risco. Fuga louca, inteligência pouca. Ruminar o tempo, agendar lamentos, comprazer na dor. Atalho pra lugar algum, ponte pra lugar nenhum, passarela de ilusões. Amargo trago, fumado abismo, cheirado aprisco, delirante autismo. Roleta tonta; à lucidez afronta, desaponta a razão. O “barato” é passageiro, “viajar” tão ligeiro...

Poema de um primeiro verão, versos de primavera. Mitologia de uma estação

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Em latim, o primeiro verão, inspiradora primavera; magia da floração, florir de nova era. Clóris grega, Romana Flora; entre bóreas e zéfiro a refrega, pelo o amor da bela Hora. O vento leste ganhou do norte, fê-la das flores a fada; o amor se fez mais forte, essa lenda a mais contada. Outro mito nos dá conta: Perséfone tem em Hades o raptor; a mãe que a filha não encontra, acha em Hélio (o sol) o delator. Sabendo do acontecido, Deméter sonega à Terra nutrição; resta a Zeus, o seu querido, arrumar uma solução.

Aniversariar

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O tempo que passa, é o lecionar da vida. Não é mera cronologia, adicionar de anos... É multiplicar possibilidades! Quem ainda não apreendeu o sentido real da vida, envelhece, estaciona assistindo o tempo passar. Quem sabe das coisas, segue, testemunhando o tempo envelhecer. Na cartilha dos meus aniversários. Aprendi que as pedras do caminho, não são para tropeçar nem ferir! São para construir, esculpir, pavimentar! Descobri que os espinhos, por mais agudos que sejam, não tornam menos bela, nem (des)perfumam a rosa. Entendi que por mais que se esforcem. Nem as nuvens, nem as noites, conseguem impedir o alvorecer. Na leitura dessas minhas primaveras, verões, outonos e invernos. Assimilei o quanto tudo é passageiro e quão inútil é se aclimatar às lamentações, revoltas, desesperanças... A vida não pode conspirar positivamente, para quem vive a sabotar o bom ânimo, a confiança, o otimismo... Desilusão é como uma síndrome de abstinência, efeito colateral do vício nas ilusões. Sonhar, é...