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Mostrando postagens de fevereiro, 2017

Hoje é dia de quê?


Pinóquio, a pós-verdade e a “verdade” alternativa

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Nesses tempos da mais absoluta inversão de valores, onde os “desvalores” é que valem. A mentira foi suprimida, não existem inverdades ou coisas do tipo. A verdade se relativizou de vez, o que conta é a versão da “verdade” e não a dita cuja, é a tal da “pós-verdade”, sacramentada pela “Oxford Dictionaries“ e/ou a “verdade alternativa”, que adequa tudo aos interesses e conveniências de quem diz. Aliás, o que já vem sendo feito de a muito, pelos padrões do “politicamente correto”, que, abusando de eufemismos, intenta customizar a realidade, para vender uma irrealidade, digamos, mais palatável.

Dânae. Se tiver de ser, será

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Se você não se controla, seu descontrole te “controlará”. Sem um rumo para sua vida nem objetivo para seu viver, qualquer caminho é caminho, qualquer lugar é lugar e qualquer coisa é alguma coisa. É certo que o destino, não obedece de todo a um determinismo absoluto, afinal, diariamente escrevemos e reescrevemos nosso desiderato, através de nossas atitudes e escolhas. Contudo, vivemos a tropeçar no imponderável, colidir com o inevitável, o imprevisível pode se por a um passo, um segundo, um átimo… Coisas que fogem ao nosso controle, transcendem à vontade... Para as quais, profecias e premunições se revelam inúteis. Ante o que “está escrito”, o que tiver de ser, será. Desgostoso por lhe faltar um herdeiro homem, Acrísio rei de Argos, consultou um oráculo, que lhe previu a morte pelas mãos de seu neto, filho de Dânae, sua filha. Desesperado, o rei mandou trancafiar a jovem e virgem princesa, num inexpugnável cativeiro de bronze, protegido pelos mais confiáveis guardas do reino, para ...

Dinheiro, money, dinero, argent, dinaro...

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“Dinheiro não traz felicidade”, acerta o ditado popular. Mas, troçando com a verdade; paga pra mandar buscar. Tem mulher de bolsa bacana: Dolce & Gabbana, Louis Vuitton e Prada. Mas, na bolsa falta grana; pose, é mesmo uma praga! Dinheiro que farta ostenta, faz perder a noção. Dinheiro que falta apoquenta, é de perder a razão. “Dinheiro público não tem dono”, pensa o político ladrão. Do erário faz seu abono, corrupto, mete a mão. Para rico nada falta, para o pobre farta faltar. Rico leva a vida na flauta, pobre num parônimo dançar.

A Sabedoria, a Ética e a Verdade

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Atraídas pelos clamores de mudanças na política e combate a corrupção. A Ética e a Verdade desceram ao Brasil, esperando serem acolhidas e reverenciadas, mas, para enorme surpresa delas, ambas foram rechaçadas e desprezadas. Voltando à dimensão onde residem as virtudes, foram se aconselhar com a Sabedoria, que com um sorriso compreensivo lhes falou: - Muitos rogam por ética e verdade, mas uma ética e verdade próprias, particulares; moldadas, adequadas às conveniências de cada um. Para tais criaturas, a Ética e a Verdade propriamente ditas, lhes são incômodas, pois, como espelhos, denunciam, revelam a realidade de cada qual, desnudando a hipocrisia de quem vive de dedo em riste, julgando e condenando levianamente. Sempre com o dedo indicador apontado como uma arma, pronta para disparar, porém, deliberadamente, ignorando o dedo médio, o anelar e o mínimo que se voltam para a culatra de onde costumam sair desastrados tiros.

Bem-te-vi, bem te ouvi

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Toda manhã, lá pelas cinco horas e alguns minutos, o trissilábico e onomatopeico canto dos bem-te-vis, vem por cá nos encantar. Daqui e dali, de lá, acolá… Um canta, outro responde, parecem conversar, um versar com de chamar a atenção. Tem um, talvez, mais preguiçoso, que omite o bem e só canta o te vi, outro canta uma carretilha de bem te vis e ainda um outro, fica otempo todo só no: Vi, vi,vi, vi…

Voz e violão

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Artista iniciante, cantante menestrel. De bar em bar, nos braços da noite, na contramão do açoite; vai tocando a vida, sai cantando a lida; faz da arte profissão.