Papel do povo no cabo de guerra do maniqueísmo político
Como dito no Eclesiastes: “Não há nada de novo sob o sol”. O gnosticismo primitivo já caducava na cultura clássica, quando no século III surgiu o maniqueísmo, estabelecendo uma absoluta dualidade entre o bem e o mal. Fundado pelo profeta persa Mani, ou Maniqueu, o maniqueísmo, mesclava aspectos do zoroastrismo, do hinduísmo, do budismo, do judaísmo e do cristianismo. Assim, se apropriava dos ensinos de Zoroastro, Buda e Jesus para improvisar uma nova revelação divina, uma panaceia salvadora Para resgatar os homens. Os “enviados” antecessores de Mani na Terra, não teriam sido bem compreendidos, então, ele precisaria vir completar a missão deles, como o consolador prometido por Jesus, para salvar os eleitos do Pai. Exumando a insepulta doutrina, intenta-se dividir o Brasil em dois bandos, qual óleo e água que não se misturam. O outro é visto como um adversário, perigoso inimigo, demônio, Satanás; o diferente só tem defeitos e nenhuma virtude, é mau, deve ser exterminado, custe o que c...