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Hoje é dia de quê?


Alguém e ninguém

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O que somos, ninguém tira, o que temos, podemos perder. Aqui, ali, Num acolá qualquer. Sermos o que temos, é tolice. Termos o que somos, é plenitude. Quando somos coisas, não somos ninguém. Ser alguém, é imaterial: É ser amor, é ser poesia,

Rascunho, croquis, anteprojeto, esboço, debuxo da realidade

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Nele cabe tudo, ele a tudo abraça. Com ele, tudo é possível, factível, tudo é provável. Com ele, não há ponto final, é sempre continuação ou reticências. Onde vemos fim, ele enxerga um recomeço. Não para, não tarda, não estagna. Não admite limites, censura, rédeas, freios...

Palavras guardadas, a flor e o jarro

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definha a palavra enclausurada, sem prosa e nenhuma poesia, desalinha, sufocada, torturada. Como a bela flor, a palavra guardada, vai descolorindo, desflorindo, sobre o jarro que a velou.

Pensamentos (Para quem pensa)

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Qualquer um pode ser pedra, poucos a vidraça.   O sábio argumenta, o tolo agride.   Criticar sem apontar soluções, é como

Horário político eleitoral

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... coligações, conchavos dos mais diversos, garantem privilegiados minutos de propaganda, enquanto os ridículos segundos restantes, são normalmente preenchidos por performances caricatas... Em tese, deveria servir para esclarecer o eleitor acerca dos candidatos e suas propostas. Também serviria para que todos os postulantes tivessem acesso a esse espaço de divulgação, sem privilégios. Mas na prática, o eleitor que não pode pagar uma TV por assinatura, é constrangido a assistir tragicomédias rocambolescas, estreladas por canastrões, mitômanos de ofício, que em grande parte, no lugar de propostas e esclarecimentos, invadem o horário nobre com uma pobre farsa, urdida por marqueteiros muito bem pagos para "vender um produto" da mais duvidosa qualidade.

Ditados políticos

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Os políticos não merecem nossas lágrimas. Temos que aprender a votar melhor e rir na cara “dos caretas”. Ironia é coisa séria. Sorria! Votar errado, é humano. Repetir o erro, é prevaricação Diga-me com quem coligas que te direi quem és. A eleição (ou reeleição) justifica os meios. Maracutáia pouca, minha meia primeiro. Mais vale um factóide na mídia, do que duas verdades voando. Político não rouba. Pega empréstimo a fundo perdido.

O tempo

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... Senhor dos olhares; dos encontros e desencontros, do que passa e do que fica, do que não fica mas não pode passar... Senhor dos amores e desamores, da vida e da morte, idas e vindas, sorte e azares. Senhor dos olhares; dos encontros e desencontros, do que passa e do que fica,

Mundo novo

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... vale-tudo, uma rinha sem escrúpulos onde qualquer fim Justifica todos os meios. É solitário viver em meio à multidão Adestrada para... Que mundo é esse Em que sabemos tudo e não sabemos nada? a "liberdade" é mera cilada Para quem vive livremente gradeado Na insegurança do seu "apertamento" Debruçado na "janela eletrônica" Vendo notícias tão próximas De corações tão distantes. Ficou comum: Morrer de "bala perdida(?)", O corpo anônimo estendido na avenida, Gente resumida a dígito na estatística policial; Deus é vendido em magazines de mármore e hipocrisia,

Para aprender a mentir

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O cidadão no analista: - Doutor, Eu preciso estar aprendendo a mentir. - Como assim? - É que eu arrumei um emprego de operador de telemarketing para estar vendendo um monte de bugiganga inútil. Passei em todos os testes, mas na avaliação da capacidade de “enrolar” as vítimas (clientes), me dei mal. Deram-me uma semana para aprender a ser mais convincente, mentir sobre as qualidades das porcarias que vou estar vendendo. - Mas isso é muito fácil de resolver. Você assiste o horário político? - Que nada Doutor! Tenho mais o que fazer. - Mas vou receitar que você assista à propaganda política duas vezes ao dia, durante três dias...

Caça ao plágio. Receba em seu e-mail, alertas de seu conteúdo plagiado

Os plagiadores são uma “pedra no sapato” das pessoas sérias, que produzem conteúdo original na internet. A copia não autorizada, a omissão ou usurpação dos créditos do Autor tornam-se uma dor de cabeça. Mas, que tal, uma ferramenta gratuita que você possa configurar para rastrear seu conteúdo reproduzido na web e te notificar por e-mail? Além de desgastante e estressante, pesquisar manualmente, em busca de possíveis plágios, implica em dispêndio de um tempo que nem sempre temos. Para automatizar a “caça” às cópias, podemos utilizar os “ Alertas do Google ” para monitorar a rede mundial de computadores. É muito simples:

Educar a língua. Ouvir, falar e calar

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... a verbal peçonha! Medonha vociferação. Se o seu dizer, carrega o “dom” Mefisto, de roubar a paz e furtar a calma. Pare! ... O sábio ouve mais do que fala, o tolo não ouve por demais falar. Afiado fio de cortante lâmina. Ensarilhe o gume fechando a boca, quem não freie o verbo infame na língua louca. Quem a todos fere com a palavra em riste, quem ignorante insiste, em por vocábulos guerrear. Instilar o fel da fala mal dita.

Preconceito “nos olhos dos outros é refresco”

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  Certamente devemos combater toda e qualquer forma de preconceito e discriminação: racial, de classe, gênero, credo... Respeito ao ser humano é o mínimo que se espera de gente verdadeiramente civilizada e minimamente educada.   Eu estava no banco e presenciei uma cena que vou chamar de “descabida” para não admiti-la deprimentemente vergonhosa. A cidadã, uma mulher negra, com os cabelos tingidos de loiro. Ao ter sua entrada impedida pela porta giratória que travou, bradou: “EU SOU JORNALISTA, TENHO NÍVEL SUPERIOR! NÃO SOU BANDIDA. NÃO ESTOU AQUI PARA SER BARRADA”. Só agora eu descobri que profissão e grau de escolaridade, são atestados de idoneidade, e por si só, servem de “chave” para abrir portas. Mas o pior estava por vir. Num discurso infeliz e que considerei uma pérola do preconceito: “EU TENHO NÍVEL SUPERIOR. NÃO PASSEI DEZ ANOS NA UNIVERSIDADE, PARA SER BARRADA POR UM VIGILANTE”. É... Talvez se fosse o gerente, o dono do banco ou qualquer vagabundo pós-graduado. Mas...

Sem noção. Melindre de quem melindra

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Certas pessoas possuem extrema sensibilidade para se melindrar por tudo e qualquer coisa. Porém, essas mesmas criaturas, costumam "jogar na cara verdades", usar a língua e a "sinceridade" como açoites implacáveis. Adoram vociferar irritadas, impondo sua verborreia aos seus interlocutores, mas não toleram a menor ponderação que arranhe suas tortas "convicções". Usando (e abusando) de "dois pesos e duas medidas", são extremamente complacentes com seus erros, mas superlativamente intransigentes ao condenar o mesmo engano, quando praticado por outrem: Elas são "verdadeiras", os outros são grosseiros e ignorantes; elas são "conscientes", os outros são orgulhosos; elas são "destemidas", os outros são inconsequentes; elas são boas, os outros maus: elas são "tudo de bom", o resto...

Amigo cachorro , cachorro amigo e outros bichos

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  Um cachorro amigo é sempre uma agradável e bem-vinda companhia. Já, aquele "amigo cachorro"... Para começo de conversa, chamar de amigo um "cachorro" desses, é uma esquisita figura de linguagem, uma metáfora desastrada e uma grande ofensa aos leais amigos caninos. Mas os animais e suas ações têm servido para qualificar ou desqualificar certas pessoas e seus comportamentos.   O traíra do "amigo cachorro" é o mesmo "amigo da onça" ou "amigo urso". Não se engane, o sujeito é "cobra criada". Tem quem seja um "pedaço de cavalo" (ou mesmo um cavalo inteiro), é o popular "cavalo batizado", vive distribuindo coices. Aquele é de uma passividade "bovina", tem "sangue de barata"! Aqueloutro tem "preguiça", o pouco afeito a limpeza, é um "porco", especulador voraz é "tubarão", Mau caráter? É um "rato". Se o sujeito é muito inteligente. É "fera...

Adultério. Atos, palavras, pensamentos...

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Pensa-se logo na traição conjugal. Mas adultério é muito mais que sexo:   A mentira é o adultério da verdade. Corrupção. O adultério da ética. Ofensa. Adultério da palavra. Plágio. Adultério da autoria. Fanatismo. Adultério da fé. Pessimismo. Adultério da esperança. Covardia. Adultério da coragem. Politicagem. Adultério da política. Tirania. Adultério do poder. Violência. Adultério da paz. Delinquência. Adultério da lei. Preconceito. Adultério do discernimento. Palavrão. Adultério do vocabulário.

Quem sou eu? E você? Quem é?

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Sou a resultante de minhas venturas e desditas, síntese de minha vida nessa e noutras vidas. Sou minha maior incógnita e paradoxal certeza, resultados das equações e inequações, dessa inexata "ciência" do viver. Sou o rosto refletido no espelho, e a face invisível, que não se permite espelhar. Resulto de minhas interações, inter-relações com tudo e todos. Individual, e coletivo, plural e singular, inédito e repetitivo.

O "Professor de ponta"

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Verdadeiramente "de ponta", é o professor que a tirania afronta, em números sem noção. Não tem Datashow, microfone ou lousa eletrônica, tem salário curto e jornada longa, benesse aguda e desdita crônica. Faz milagre onde só a quadro e voz, carrega a cruz do ensino, nessa terra de nenhum de nós.

Simplesmente, poesia

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De que é feito o verso? Do tudo e do nada, do eterno e do provisório, do ontem, hoje e amanhã. Do seco e do molhado, da noite e do dia, do som e do silêncio, da tristeza e da alegria. O verso é feito: Da paz e da guerra, do drama e da comédia, do sagrado e do profano, erudito e popular. Do celeste e do mundano, água, terra, fogo e ar. A poesia,