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Hoje é dia de quê?


Consciência humana, poema plural

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Quero um só poema humano, diverso do desverso de um mundo desigual; empático, enfático, plural. Sem necessitar: de normas, estatutos, regras, códigos; cotas para gente poder ser tratada como gente, como a gente. Um poema que se repare sem reparar em etnias e credos, na orientação sexual, no gênero, na estética, na condição social. Sem moralismo e com ética; para além de sagradas escrituras, sagradas posturas que nos façam irmãos. Sem deuses forjados por homens fingidos; ritos, dogmas mal paridos, atitudes que nos tornem malsãos. Sem carecer de efemérides para lembrar o que não podemos esquecer. Todo dia é dia de ser:

Vida após a vida, a morte da morte

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A vida infinda, estamos corpo mas somos alma, conforme todas as religiões, o espírito imortal, sobrevive, transcende ao corpo físico. Assim, a morte é um fenómeno da vida; uma transição, processo, recomeço.. . Qual borboletas que deixam seu casulo , nós deixamos o corpo e alçamos nosso voo espiritual, ascensional. Reencarnação? Ressurreição? Não importa! Tem que ser bom e do bem, semear coisas boas para colher o melhor para além daqui. Vida que segue vivendo a morte da morte, como vocês podem perceber no vídeo.

Abraço, nosso espaço-tempo

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No espaço-tempo de um abraço, fazer caber a mim e a você; nossos silêncios e nosso querer dizer, nossos anseios, nosso acontecer. Mas, soltos na distância: real ou imaginária, concreta ou abstrata, tangível, não... Nossos passos são retidos, nossos braços detidos, contidos nossos afãs. Trancados fora desse amplexo,

Vida de gado, ruminada sina

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Ruminando a sina feito gado; quem entra pro rebanho, toado, tocado no efeito manada; marcado, apercebe tudo, não percebe nada. Só ouviu dizer, seu chefe mandou fazer: Pra que pensar? Pra que querer? Se um só querer, nos quer o querer. Questionar? Pra que? Um manda, o outro obedece, prevalece o prevalecer-se;

Lar e casa

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Lar não é a casa em que se mora, é a casa que habita em nós; é o gesto que acolhe, a palavra que aconchega, é aquele achego pra gente se achegar. O desarmar de quem desama, conjugar do verbo amar. É a alma da calma, é a palma da outra mão encontrar; o teto, mesmo quando um teto falta, abrigo, quando não restam paredes para abrigar, o dar de si do se dar, oração que reside no coração. Casa se compra e se vende, se troca, empresta, aluga, ocupa, se invade; até se pode improvisar. Lar é outra realidade;

Pensar e pensamento

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O  pensamento vaga, barco que deriva em seu ir e vir; escapole do agora, desarvora no passado, se arvora num porvir. Em sua constante inconstância, o pensar, é cais, é porto, é parto; pensamento, um nosso arauto, Recadejando nossos risos, nossos ais; nos sendo, não nos é, apenas de nós intenta.

Coisa de criança

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Na dicotomia entre "coisa de adulto" e "coisa de criança", vamos trancando, maltratando nossa criança interior. Para não nos sentirmos infantilizados, assumimos a postura infantil de abrir mão da ludicidade, da simplicidade, espontaneidade e outras tantas coisinhas que trazem felicidade, bem-estar, leveza, suavidade para o viver. Depois: entristecidos, deprimidos, ensimesmados... Negamos o menino, a menina que tenta sobreviver dentro de cada um de nós. Apercebidos que felicidade é bem, "coisa de criança"; da nossa criança que quer brincar, viver.

Uma boa noite

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Natureza adormecida, convida à madorna a cidade; contrariada, a rotina se recolhe, acolhe o cotidiano o desapressar. O corpo pede cama, a alma pede calma; o espírito se projeta, desdobra-se o inconsciente, despe o consciente, veste o onírico. Sonha, viaja, busca; persegue o eu lírico do seu melhor;

Conhecidos desconhecidos

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Nos conhecemos, nos desconhecemos há tanto tempo. Refugiados no silêncio: Nossos sentimentos não disseram nada, nossos pensamentos não falaram tudo. Mudos; não fomos além, ficamos aquém de nós dois. Absortos, vagamos entre pegadas sopradas pelo tempo, vento devorador de primaveras; das flores não plantadas nem colhidas, dos sonhos não sonhados nem vividos; distraídos, assistimos o destino passar... Nos conhecemos há tanto tempo. Mas, há tanto tempo nos desconhecemos.

Um ano do Apon Na Arte do Viver, Um Youtuber cego aprendendo a enxergar, fazendo vídeos, blogando, cortando cabelo... Na arte da superação

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Primavera no hemisfério sul, outono no norte; seguimos no giro desse rotundo mundo de Deus, o de verdade, que fique claro. Um ano do canal, buscando na deficiência, a eficiência da superação. Um cego que aprendeu a enxergar, produzindo e agora já gravando os próprios vídeos, dando vez e voz para sua prosa e poesia: pensares, versares e sentires, noticiando as tantas possibilidades que transcendem às eventuais limitações do corpo, alçando ao sem limites de capacidades do espírito; da alma que não se deixa encarcerar no círculo estreito das circunstâncias; avança, desafia, inventa, se reinventa para ressignificar a vida, dar o seu toque na arte do viver.

Primavera, primaverar ao sul do equador

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22 ou 23 de setembro, primavera no hemisfério Sul e outono no Norte. Para contrariar a turma da Terra plana, as estações revelam um planeta redondinho, equinócio que faz dias e noites terem o mesmo número de horas e faz florescer abaixo do equador uma primavera impressionista, primeiro verão que nos inspira a fazer florir o nosso melhor; mudar, transformar, reflorescer no bem. Vamos primaverar a vida, a grande arte do viver!

Armando; armado, morreu

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Desalmado, armando só andava armado. Desamando, o desamado vivia armando confusão. Um dia, assaltado…

Relógio e tempo

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O relógio achava que era o tempo, se achava; atrasava, adiantava, cronometrava, ditava, aprazava… O tempo, que não é relógio; brincava, relativizava; cirandava na tontura dos ponteiros, corria picula na vertigem dos dígitos mal ligeiros Analógico? Digital? Atômico? O tempo é quântico! O quanto não pode quantificar qualquer relógio. O relógio é corpo, máquina, maquinal… O tempo é ânima, alma, essencial...

Oração do 7 de setembro

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Que a bandeira volte a ser de todos nós, um só povo, uma só voz; irmanados, imanados, desarmados, amados amantes da paz. Que a daninha erva da tirania, jamais prospere, a brutalidade não viceje, a vilania não se empodere; seja encarcerada, morta, derrotada.

Sintonia da vida, frequência do viver

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Um canal de TV, uma estação de rádio, um site… Questão de sintonia. Há quem pare na estação dos vícios, trânsfuga na ilusão, quem se demore na dessintonia da depressão, caído na frequência do ego, no hiato do tédio, desencontrado de uma estação. Tem quem fique na sofrência, se afine na quebradeira; na programação mais rasteira, numa marginal conturbação. Tem quem saia do ar, ponha-se "fora da casinha"; se compraza em comezinhas distonias, brutalidades, agonias; a escolha de escolhos pra chamar de seus.

Falta dizer

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Fartam versos que faltam, infartam palavras não ditas, inéditas, proscritas, mal caladas, inescritas. Rimas inconclusas, contusas métricas, confusa silenciação;

Destino? Desencontro de amor

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Ele amava ela, ela amava ele, mas era: ele silente, ela calada, um nada dizia, a outra não falava nada; tímidos intimidados, esterilizados. O tempo seguiu seu fluxo, a vida tomou seu curso; separados, cada um do seu lado: casaram, tiveram filhos, separaram… Lutaram, ganharam, perderam; sobreviveram. Mas jamais se esqueceram. Se foram meses e anos, cronológico silêncio desfolhando as folhinhas; ele morreu, ela se foi; desencarnados, se reencontraram lá do outro lado, descobriram no livro da vida,

Emotivo, é motivo para...

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Ser emotivo, é motivo para sentir e pensar; repensar, ressentir, mas sem ressentimentos. Parecidos, os diferentes não podem ser iguais, não são reversos, inversos; apenas diversos. A emoção é reativa, sensorial resposta, instintivo aparecimento; um riso, um choro, um quê sem cognição; rápido, inesperado, repentino, súbito; um surto, um susto, o aflorar no corpo de supetão. O sentimento se elabora, demora em se demorar; sem arroubos, apaixonamentos, é o consentimento que vem de mais dentro, do fundo, do mais profundo do ser. A emoção, aparece, aparenta; o sentimento floresce da essência.