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Hoje é dia de quê?


Amanhã já é hoje

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Amanhecer, amanhã ser. Impermanente, o amanhã não tarda e faz-se hoje. Tempo novo, de novo; pra se renovar, inovar. Dar um trato em tanto maltrato; no mau tratar da gente, da natureza, da vida, da lida; da beleza do estar aqui.

Vida Matrioska, feliz tempo novo

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O tempo não é menino nem menina, é vida; Matrioska o viver. No ontem, a geração do hoje; no hoje, a gestação do amanhã. O novo não se improvisa, o velho já avisa, recadeja o que pode vir a ser. Sucessos e insucessos se sucedem; somos netos do passado, filhos do presente, pais do futuro. Relativamente absoluto, o tempo é um paradoxo; ortodoxo, heterodoxo;

Poema simples

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Quero um poema simples. Nada muito rebuscado, buscado no fundo do coração. Versos fluentes como água de rio, com frescor de brisa matutina, colorido perfumar de flor. Qual onda de mar que brinca, espontânea criança a brincar; folha que dança ao sabor do vento, tempo sem pressa de passar. Poema com magia de amor recente, que não envelheceu, eterno enquanto for amor, vinho envelhecido de uma safra que não se perdeu. Versos doces ou salgados, com gosto de saber viver; domingos e feriados, bem saboreados, no dia que der pra ser.

A cor dar aos tons de cinza

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Descolorido mundo moderno; monocromático, monotemático, isso ou aquilo; polarizada pasteurização. Nem branco, nem preto; entre o limiar de um e o beirar do outro, tangenciando a plena luz e a total sombra; um quase artigo indefinido, definido por sua indefinição de cinza. Concreta inconcretude da paisagem urbana; Muro cinza, cinza parede, rua, calçada…

Feliz escrita nova!

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Gente que “sabe tudo” sem saber de nada, se acha a se perder em cada cilada; escrevendo incerto nessas linhas tortas, esperando que Deus lhes acerte a rota. Fingindo atalhos, disfarçando caminhos, colecionando pedras de tropeço; dissimuladas pontes, disparatados muros. Improvisado rumo, desencontrado prumo; vão exumar velhas promessas de ano novo, que desvanecem, antes mesmo que o artifício dos fogos se apague nas retinas. Enquanto se permite: Velhas rotinas, velhos homens travestidos, mal vestidos do novo; velhacas máscaras, escrevinham “mudanças” para nada mudar. Vão bordando verdades alternativas, interpretando ao seu bel prazer, a linha do destino, o que não está escrito na palma de nenhuma mão; distraindo ideais, contundindo ideias, abortando sonhos… É preciso a cor dar,

Dependências

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De jogo, da droga, do logro; de ritos, sexo, de um mito; do ócio e do ofício; da pressa, da inércia; da lágrima e do riso; o ter, o não ter; de aparências, condescendências; do vício de um vício pra chamar de seu. A vida não cabe no molde dos seus ideais? O problema é seu! Ele tem o tamanho exato das contingências reais. E não adianta fingir. Não dá pra fugir de si! Para onde você for, aí você estará; testemunhando seus falsos quereres, seus desquereres tentando te enganar, autossabotar, ludibriar, entorpecer sua volúvel lucidez. Seus problemas não estão lá fora, não tem que, nem quem; quando o sujeito se permite fazer objeto, se assombra nas próprias sombras, se ensombra em seu ensimesmamento. Ilusões e desilusões se alternam, altercam-se a culpa e o remorso, a coragem e a covardia, a vontade e a apatia, liberdade e tirania, a agonia e o prazer...

Amor e tempo

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Duas forças incoercíveis, fúrias que intentamos conter: de uma, nascemos e morremos cativos; pela outra, vivemos a nos cativar. Mas, tempo que desembesta ou amor desembestado; não presta, deixa o sujeito avexado. Sob a tutela do tempo, pelo amor apanhado; não tem saída! É dar jeito no sem jeito, um ajeitar desajeitado. Com tempo e amor não se brinca, senão; complica descomplicar. Nada é como se quer, só um querer, o que eles querem. Tempo e amor, democráticos dominadores. Não adianta fingir que não existem, pensá-los, senti-los relativos; quando querem, se fazem absolutamente absolutos. Não tem Freud que explique, nem Einstein para os teorizar. Amor e tempo são sobre si. Pior! São sobre nós.

Tecnopoesia

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Nem boa, nem má: A tecnologia é pop, é arte; é parte do que se dela faz. Tem banda larga para mente estreita, desaproveitada, desconexa conexão; compartilhando fake news, curtindo false stories… Nomofóbicos disparatados, atarantados gadgets, “gadgente” tecnofágica, virtualizada. Tem a utilização escorreita, perfeita e sem abuso, o uso no uso que deve ter; não contuso nem confuso, parcimonioso favorecer. Profusas ferramentas, facilidades para a vida, dar mais tempo pro viver. O bem ou mal, a gente é que faz:

Notas do silêncio

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Muda, a lua intitula a noite e cada estrela qual um verso, escreve no firmamento, um poema estrelado. Em silencial simfonia, a madrugada, descortina a sossegada poesia de mais um dia. Silenciosas, brincam as nuvens brancas, simulam formas, entre os laranjas, os rosas, no alvorado céu a se azular. Silente raio de sol, se decompõe em cores; atravessando o vapor da neblina matutina, projeta na retina de um instante, fugidio arco-íris multicor.

Sem aviso prévio - Tributo a Marília Mendonça e companheiros

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Mal chegada, já é ida, a festa, o show… Nem começa e jaz, finda. Sem aviso prévio, despedida, frágil vida. Destino certo, incerta idade, sonoridade e dissonância do existir; mouco silêncio a calar o canto, surpreende o pranto, pranteando a sina; mal rascunhada desiderata, sem direito a errata para corrigir o curso, retomar o pulso, reescrever a lida.

Como cego ou não, fazer vídeos, gravar a tela do PC sem instalar nenhum programa. Filmar-se, editar...

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Nesse post, uma série de tutoriais sobre gravação e edição de vídeos para deficientes visuais e para iniciantes nessa arte dos vídeos. Primeiro estamos mostrando como fazer um vídeo, gravando a tela do computador sem precisar instalar qualquer programa. Se você usa o Windows 10 ou 11, basta pressionar a tecla Windows+Alt+R para começar a gravar, pressionando novamente Windows Alt R encerra a captura da tela do programa que você queira, ecetuando a Área de trabalho e o Explorador de arquivos; para esse vídeo, usamos o Movie Maker por sua acessibilidade e usabilidade.

Sem o bem te vi de um Bem-te-vi

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Sem um bem-te-vi, para cantar pra mim que bem te viu; as palavras fogem, escapolem; se recolhem no silêncio. Desarvora a inspiração, desalvora a poesia; retina deserta, rotina disserta; Só negando, sonegando você. O bem-te-vi não veio acordar a aurora, a noite, escrava de cada hora; tarda, demora, parece se perpetuar; desflorindo as cores, descolorindo as flores; desalquimia de te desencontrar.

Consciência humana, poema plural

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Quero um só poema humano, diverso do desverso de um mundo desigual; empático, enfático, plural. Sem necessitar: de normas, estatutos, regras, códigos; cotas para gente poder ser tratada como gente, como a gente. Um poema que se repare sem reparar em etnias e credos, na orientação sexual, no gênero, na estética, na condição social. Sem moralismo e com ética; para além de sagradas escrituras, sagradas posturas que nos façam irmãos. Sem deuses forjados por homens fingidos; ritos, dogmas mal paridos, atitudes que nos tornem malsãos. Sem carecer de efemérides para lembrar o que não podemos esquecer. Todo dia é dia de ser:

Vida após a vida, a morte da morte

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A vida infinda, estamos corpo mas somos alma, conforme todas as religiões, o espírito imortal, sobrevive, transcende ao corpo físico. Assim, a morte é um fenómeno da vida; uma transição, processo, recomeço.. . Qual borboletas que deixam seu casulo , nós deixamos o corpo e alçamos nosso voo espiritual, ascensional. Reencarnação? Ressurreição? Não importa! Tem que ser bom e do bem, semear coisas boas para colher o melhor para além daqui. Vida que segue vivendo a morte da morte, como vocês podem perceber no vídeo.

Abraço, nosso espaço-tempo

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No espaço-tempo de um abraço, fazer caber a mim e a você; nossos silêncios e nosso querer dizer, nossos anseios, nosso acontecer. Mas, soltos na distância: real ou imaginária, concreta ou abstrata, tangível, não... Nossos passos são retidos, nossos braços detidos, contidos nossos afãs. Trancados fora desse amplexo,

Vida de gado, ruminada sina

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Ruminando a sina feito gado; quem entra pro rebanho, toado, tocado no efeito manada; marcado, apercebe tudo, não percebe nada. Só ouviu dizer, seu chefe mandou fazer: Pra que pensar? Pra que querer? Se um só querer, nos quer o querer. Questionar? Pra que? Um manda, o outro obedece, prevalece o prevalecer-se;

Lar e casa

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Lar não é a casa em que se mora, é a casa que habita em nós; é o gesto que acolhe, a palavra que aconchega, é aquele achego pra gente se achegar. O desarmar de quem desama, conjugar do verbo amar. É a alma da calma, é a palma da outra mão encontrar; o teto, mesmo quando um teto falta, abrigo, quando não restam paredes para abrigar, o dar de si do se dar, oração que reside no coração. Casa se compra e se vende, se troca, empresta, aluga, ocupa, se invade; até se pode improvisar. Lar é outra realidade;

Pensar e pensamento

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O  pensamento vaga, barco que deriva em seu ir e vir; escapole do agora, desarvora no passado, se arvora num porvir. Em sua constante inconstância, o pensar, é cais, é porto, é parto; pensamento, um nosso arauto, Recadejando nossos risos, nossos ais; nos sendo, não nos é, apenas de nós intenta.