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Hoje é dia de quê?


Djavanear, Caetanear

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Devanear, Djavanear; o oceano. O mar, a arte, amar-te.

Pé de amor, pede amor

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Nem sempre dá a flor do nosso desejo, o fruto do nosso querer; dá no ensejo que a vida der. Solidariedade, carinho, amizade, dá boa conversa, faz bem querer; amor de verdade, dá do que der; se rega, se cuida, se ajuda a crescer. Dá num florir diverso, reverso da hora, simplesmente; aflora, alheio à estação. Bom sentimento, só faz bem a quem cultiva, quem o queira cultivar.

Felicidade

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Nada nem ninguém pode nos fazer felizes, se eu, você não se quiser, não se fizer feliz. A felicidade pode estar por um triz... A alegria, até tenta, finge ser feliz, pinta um sorriso que não um diz; só riso. Versos, passos escritos na areia; mar mareia, rareiam.

Gente girassol

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Como criança, que tudo move o seu brincar: O girassol, na infância, brinca de com o sol cirandar; gira a sós, aos sóis de cada dia. Quais os ponteiros do relógio, de leste a oeste a recrear. À noite, sonha; sem se dar conta, volta-se para o leste, num automatismo natural, no aguardar o amigo sol brincante. Mas, feito gente: Adolesce, aborrece e fica adulto, trava melancólico para o nascente; já não percebe, já não persegue o brincar do sol. Jaz; A flor que nem é flor, inflorescência, folhas, de pétalas mascaradas, em seu miolo, guarda suas flores ensolaradas. Há quem diga; que quando o céu nubla, quando a chuva cai; um girassol menino se vira para outro, para energias compartirem. Verdade ou não; uma poética, bela lição para quem deixou de ser girassol; Decresceu e desleixou, se perdeu, se esqueceu da vida a brincar; se digladia, se engalfinha, sobrevive a guerrear.

Essa mulher

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 Essa mulher que à sina assina, reedita o azar e a sorte, reescreve a História, afronta até mesmo a morte. Essa mulher que se faz aurora, mesmo quando se lhe tentam obscurecer; aflora, qual girassol que mira o sol da esperança, avança ao seu lu g ar. Escolhe suas escolhas, agenda a própria vida, decide o que fazer da sua lida. F orte, sem perder a delicadeza; firme, sem abdicar da sutileza; decisiva, sem abrir mão da leveza. Essa mulher de tantos predicados; para além da estética: engenheira, professora, advogada, médica; decidir, construir, presidir, se arvorar, para lá de onde quer chegar. S ujeito que não se sujeita, e n j eita quem lhe intenta tutelar. Não se cala ao grito, não aceita pancada, ama a quem lhe faz verdadeiramente amada; mais nada! Essa mulher…

Vida, mão dupla

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Não, não se basta o venha a nós, ir à vós é necessário. Nessa vida, que é via de mão dupla, é preciso ir e vir, trafegar de sentires, pensares e fazeres; bem dirigir nossos quereres, para não colidir com a ilusão, desilusão, bem sinalizada pelo destino. Viver é o meio, não o fim; o caminho, a lição; partilhar a estrada, compartilhar a senda; sem pressa nem letargia, sem ultrapassagens proibidas, sem a agonia de desastrar na curva sinuosa do acaso, arriscar na paisagem turva da neblina, desventurar na pista escorregadia da aventura; delirar na imprudência sedutora e inconsequente; acidentar a si e outra gente, lacrimejar do que era pra ser contente, convidar a morte pra brincar de azar ou sorte.

Mulher é mais... - 8 de março, dia internacional da mulher

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É mais que inspiração; que poesia, pintura, canção… É mulher! Sujeito que não se sujeita a objeto, objeta e vai a luta; o passo na lida, abraço na vida; mulher. É mais que peitos e vagina, bem mais que uma sina; mas que um gênero, um utensílio do lar, o reverso do que o machismo encima. Mais que parto, mais que porto; Gaia, Fênix, Héstia, Atena, Nétis… Mais que mito, rito de ser mulher. Chama que nos chama, arder da flama de um tempo novo; renovo, ressurgir, reflorir, reparir, reparar do mundo.

Um emoji? Palavras para te falar?

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Faltam palavras, falta um emoji; pra te falar de mim, pra me contar de ti. Todo dia, te mando o meu melhor bom dia, à noite, a poesia de bom sono e sonhos te desejar. É que o sentimento subverte o tempo e a razão, faz o seu próprio momento, para além das explicações, das palavras ou de qualquer emoji; acontece, no aprazar, no dialeto do coração. Não, não podemos resgatar o tempo perdido, exumar o passado, ressuscitar instantes idos, nem consertar os tantos desconsertos do caminho; mas, podemos desemudecer o não dito, alforriar os gestos contidos, reescrever o agora, fazer do futuro, aurora de nós dois.

Achego de inspiração

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Ando desinspirado, desesperado atrás da inspiração; essa mulher caprichosa, que fica cheia de prosa, quanto mais a gente a quer. Faz graça, desdenha e debocha; faz troça e nos deixa na mão. Mas, quando é dela o querer, aí não tem jeito! Fatal, a moça nos seduz e sujeita, faz nosso o seu querer. Travessa e tão traquina, a moçoila não descansa enquanto não consuma seu afã.

O armário

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Juntei num canto antigas mágoas, noutro, velhos rancores. Empilhei minhas manias e defeitos de estimação, não esqueci minhas coleções: birras, implicâncias, teimosias… Deixei o pó da rotina se acumular, as traças do cotidiano se instalarem, corroerem a vontade, aranhas tecerem tramas de desânimo e acomodação, coisas mal resolvidas se assomarem… Entulhei as gavetas de inutilidades, soterrando sonhos no fundo delas. Permiti que o mofo da mesmice se espalhasse. E não tardou, as baratas roerem minhas ilusões e desimportâncias, as tantas inutilidades que me recusei a descartar. O cúmulo: O rato da depressão espreitou minha fé e esperança. Aí, eu abri as portas do meu armário; joguei o lixo no lixo, dedetizei, limpei, arejei, perfumei; desembolorei geral! Desentulhei, desacumulei, destralhei; desatravanquei! Liberei o sonho pra sonhar, convidar, abrir espaço para tudo que seja bom chegar; se achegar o que e quem seja do bem, aconchegar o amor, arrumar a poesia ...

Vida, o folhetim

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A vida, qual um folhetim; uma novela, uma obra aberta que não se adivinha o fim. O determinismo tenta, o destino intenta; mas, para o bem ou para o mal; o destino muda com o nosso mudar. Não dá para dar “spoiler”; a gente inventa, tenta, acolhe, desacolhe, escolhe ser protagonista ou coadjuvar; fazer-se caso do acaso, ter a vontade de causar.

A morte do congolês

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Proverbialmente cordial, desmente-se demente, a insana sanha nacional. Armada e desamada, vai aprendendo a desamar. Assim, com dor, morreu um congolês; que fugiu da morte lá, para com a morte aqui se encontrar.

Mudar, só se for para melhor; jamais troque uma rosa vermelha por um figo do inferno

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Hoje trago um conto, uma parábola, uma metáfora cuja semelhança com a realidade, não é mera coincidência: Brasilino tinha uma bela roseira, que no começo, produzia rosas vermelhas em abundância; com o tempo, as flores foram escasseando e apequenando, a planta foi se tornando mais suscetível a parasitas e tudo que era praga. No lugar de dar um jeito nas coisas, tomado de verdadeiro ódio, nosso amigo, decidiu que “qualquer coisa era melhor que aquela porcaria” e arrancou a roseira pela raiz. Andando pelo mato, ele encontrou uma planta chamativa, vistosa que lhe seduziu. Mal sabia o infeliz ignorante, que estava arrumando para si, uma treta verdadeiramente “rodrigueana”, a coisa era “Bonitinha, mas Ordinária”. Tratava-se de datura_stramonium; figueira do inferno, para os mais chegados, dando frutos fétidos, apelidados de figo do Inferno, Maçã Espinhosa… Uma infestante agressiva, de rápida disseminação, que compete com as demais plantas, suas sementes liberam alcaloides no solo, imped...

Despetalar, tanto bem querer

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Há tanto bem querer, no despetalar de um malmequer; pétala á pétala, destino a soprar, vento que aventa encontrar. Num recanto do passado, num canto do presente, em algum lugar que nos haja de chegar; achegar. Despetalar do amor, a flor do tempo; que flori, despetala, reflori na forma de outra flor.

Soares de Elza

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Ares, voares, cantares, soares; do “planeta fome” ao “fim do mundo”, alfinetando fundo pra não sucumbir. Driblando a sorte, afrontando a sina, a fraqueza que lhe cobra ser mais forte. Caetanear alíngua e ressurgir,

Por onde anda você?

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Você, que vaga em meus sonhos, qual a brisa de outrora; acordando sentidos, acarinhando sentimentos; exumando lembranças, memórias perdidas de nossos bons tempos; laços desatados, desabraçar dos braços, confiscar dos sorrisos... Hoje, me desencontro a te desencontrar nas redes, te desachando onde todos se acham; Desachado, me acho na praia vazia, mar do tempo a murmurar poesia, areia do destino a devorar meus passos, vadia saudade.

Contagem progressiva

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O relógio conta o tempo, o tempo conta a lida, a lida conta de nós, nós contamos da vida,

Vãos, em vão

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Em vão, furtaram nossas cores, maltrataram nossas dores; brincaram de matar e deixar morrer. Em vão, do nome de Deus abusaram, mentiram, falsearam, armaram, desamaram; enganaram a não mais poder. Vão poder de um falso, trevoso mamulengo; mal mexido por sombrias cordas, enrustido acordar do mal pior.