Ano novo, folha em branco
... Mudam-se os dígitos, renovam-se as esperanças. O tempo, fingindo-se criança, encena recomeçar. O velho, é novo de novo... Antonio Pereira Apon. Página que vira, revira, folha da folhinha a desfolhar; gira qual pião, o tempo, vida nossa a girar. No carrossel que vai o agora, o hoje passa sem tardar; o novo já é velho em sua aurora, o tempo não espera esperar. Caducam as horas perdidas, obsolescem as agendas descumpridas, cansadas do que urge passar.