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Mostrando postagens de dezembro, 2019

Hoje é dia de quê?


Ano novo, folha em branco

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... Mudam-se os dígitos, renovam-se as esperanças. O tempo, fingindo-se criança, encena recomeçar. O velho, é novo de novo... Antonio Pereira Apon. Página que vira, revira, folha da folhinha a desfolhar; gira qual pião, o tempo, vida nossa a girar. No carrossel que vai o agora, o hoje passa sem tardar; o novo já é velho em sua aurora, o tempo não espera esperar. Caducam as horas perdidas, obsolescem as agendas descumpridas, cansadas do que urge passar.

Seja lá como for. Feliz natal!

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... Lembre-se que tudo começou numa estrebaria, onde uma família sem teto, numa manjedoura coberta de palha e sob o testemunho dos animais e das estrelas, dividiu a história, trazendo à vida terrena, a Luz do Mundo... Antonio Pereira Apon. Com ou sem presentes; amigo secreto, oculto, próximo, distante; família reunida ou não, ceia farta, rica decoração, desejos satisfeitos; com, sem ou apesar do consumismo, Noel e tantos artifícios… Seja lá como for. Feliz natal! O natal do Cristo, que independe de coisas ou da falta delas, a festa do espírito, natividade para uma nova era.

O amor sempre vence

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... O amor em núpcias com a vida. Versa lá um luar, um luzir luará, a curar toda a dor, aliançado amor a sorrir... Antonio Pereira Apon. Nessa vida tudo passa e passando se aprende a passar; vencer, reflorir, superar...

Quando o passado não passa...

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... põe tramela na esperança, a felicidade tranca, e o destino, não se consegue destrancar. Cerra, trava e entrava, aferrolha; arrolha a não mais desarrolhar... Antonio Pereira Apon. quando o passado não passa: Manieta, engessa e atrapalha, atrasa, estagna e amordaça; pesa, limita, amortalha, fere, infelicita e maltrata. A vida tropeça, o hoje tarda retardando o futuro; castiga, fatiga, faz pirraça. Quando o passado não passa:

Raio de sol, lume de alvor

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... Nessa vida tudo passa, passa a noite e a tempestade, passa a lágrima e a maldade… Resta à gente, saber passar. Atravessar a senda escura, desbravar a lida dura, tudo transformar... Antonio Pereira Apon. Raio de sol, lume de alvor; quando a dor visita a alma, furta a paz e rouba a calma, tá chamando pra acordar; despertar da noite escura, se vestir de madrugada, no novo dia acreditar. Se embeber de esperança, qual alvorado sol criança, fazer a dor se dissipar.

Tudo por amor

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... faz da tristeza a alegria, chama a vida pra sorrir. É música que vai no coração, a pintura de um olhar, o sonhar da emoção... Antonio Pereira Apon. Os amantes de Pablo Picasso, o Taj Mahal, Orfeu e Eurídice, Penélope e Ulisses... Amor, é flor que dá no peito e faz poesia, aroma de um sentir, pulso, impulso de florir,

Vida confusa, contusa...

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... nas retinas, irretidão. Aqui e ali, dá-se um jeito no sem jeito, um ajeito sem noção... Antonio Pereira Apon. Dias confusos, tempos contusos; confundidos gestos, contundidas emoções. O giro insano dos ponteiros,

Ensaio

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... Desejos escrevendo versos de amor, rascunhando a poesia do encontro, o espetáculo tão bem ensaiado… Antonio Pereira Apon. Na distância, nós a sóis, a imaginação ensaia; Nossos corpos um no outro, mãos buliçosas desvendando segredos, mapeando a anatômica topografia, saliências e reentrâncias no encontro dos afãs.

Ela, amor

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... Trouxe na voz a poesia, no dizer melodia, um sentir pra rimar Um encontro entre tantos desencontros, um querer outro querer encontrar... Antonio Pereira Apon. Apareceu de repente; ela, qual poema silente, qual perfume de flor. Sem cerimônia chegou, se achegou, convidando a sonhar.

Sim, não...

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... Abraço é laço, entre braços, coração. Se tudo passa, amigo é passo, compasso amigo, uma canção. A vida enlaça, a nós abraça em comunhão. O pé no passo, a mão na mão... Antonio Pereira Apon.  O que calar, o que falar, com alguém ou sem ninguém, caminhar. Gente que vem, gente que vai... Um sei, não sei, não sei se sei se sim, se não.

Quanto tempo...

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... pra dizer um eu te amo, pra falar um te perdoo; pra chegar e ir embora, pra não desistir de ficar... Quanto tempo é muito tempo? Pro resto da vida, pra vida que resta… Antonio Pereira Apon. Quanto tempo é muito tempo? Um minuto para ele, uma hora para ela, um ano para aquele, cinquenta para aquela… Mas, quanto tempo… Nem é quanto, nem é tempo, é fração, é por cento, um imponderável estimar. Pra quem morre, pra quem nasce,

Pra te vestir de poesia

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... Na costura dos versos, o poeta faz poesia, pra vestir de sol e lua, a nudez da musa nua, que anseia por versar. No ontem? No amanhã? Onde estará? você que deserta do agora, do ocaso, da aurora; do poema a encontrar. O tempo, fina seda... Antonio Pereira Apon. Agulha da emoção, linha das palavras... No tecido dos alvores, borda sol e pinta cores, raiado dia, alegrar; no pano que o crepúsculo veste a noite, vão estrelas, vão luares, vão lugares pra sonhar.

Quem tem boca vaia Roma

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... subiu na goiabeira e entrou na Matrix da Matrix, irrealidade total, surrealidade alternativa, realismo fantástico; maluquice, sandice, despirocar coletivo e delirante. Enquanto isso, alheio a balas e Bíblias... Antonio Pereira Apon. A novidadeira versão do antigo ditado: “Quem tem boca vai a Roma”, que intitula essa crônica, alude àqueles que discordando do império romano e tendo boca, o vaiavam. Suportando depois as consequências... No Reino da Balbúrdia do Sul; do rei à vassalagem. Toda a corte resolveu “vaiar” a inteligência dos plebeus. Tome-lhe a falar, e fazer, besteira: Grandes menestréis foram associados ao analfabetismo, a música popular ao satanismo, a escravidão a coisa boa, incêndios florestais a um ativista da defesa do meio ambiente, poluição no mar ao Greenpeace… … …

Overdose dos paradoxos

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Uma epidemia de paradoxos assalta nossa sociedade numa avassaladora overdose do sem noção. Avanço do atraso, progresso do retrocesso. Antonio Pereira Apon. Vivemos sob uma enxurrada de informação e nunca estivemos tão desinformados por fake news, verdades alternativas, mentiras… Apesar de todo avanço do conhecimento, prospera o retrocesso em setores da política e da religião; campeia o falso moralismo, o preconceito, a discriminação... A tecnologia que reduziu as distâncias, jamais antes nos manteve tão afastados. O progresso que facilita o existir, ameaça de morte a vida no planeta. Nunca se falou tanto em Deus. No entanto, nunca os interesses materiais gritaram tão alto. O bem que na realidade avança, na mídia, sede espaço para o mal que atropela.

Natal? Só com Jesus!

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... Natal que abrace ricos e pobres, una plebeus e nobres; num só desejo, numa só oração. Natal é luz no coração, estrela de Belém para além do infinito, o feito mais que o dito, fraternidade e comunhão... Antonio Pereira Apon. Natal, Jesus o aniversariante, pra Noel o restante; o Cristo, protagonista, ele, coadjuvante. Sim, presente pode ter, mas, o mestre é que não pode faltar, pro natal, natal ser. Pode ter árvore iluminada, colorida… pra brilhar no morro como na avenida, no beco, no gueto; para a todos dar guarida.

Cadê eu?

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... desencontrados de nós mesmos, aguardamos uma resposta externa, mágica, uma panaceia redentora, que não vem e não virá. Retomar o endereço de casa, visitar e revisitar o nosso pensar e sentir, mergulhar nas profundezas abissais de nós mesmos; só aí encontraremos... Antonio Pereira Apon.  Temos nos desencontrado, buscando respostas nas pessoas e nas coisas, mas, cada um é guardião das suas próprias respostas e as coisas são somente coisas, não são respostas. Podemos partilhar o caminho, compartilhar com o outro a caminhada, porém, ninguém pode caminhar por nós! O carro, a casa, a roupa, os Gadgets tecnológicos… Para além de suas utilidades específicas, não passam de artifícios da ilusão. Perseguindo os clichês românticos, os casais se desencontram um no outro, desencontrados na quimera da “cara metade”, da “alma gêmea”. Afinal, não dá para terceirizar! Nessa trilha dos desencontros, desencontramos nosso Deus interior, interface imprescindível para nos conec...