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Mostrando postagens de novembro, 2020

Hoje é dia de quê?


Memórias póstumas de um desmascarado aglomerado

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Eu dei ouvidos pro maligno: Não usei máscara, aglomerei, desdenhei, fui debochado. Afinal; era coisa “de maricas”, um pequenino resfriado. Quem agora jaz finado, já não pode protestar. Fui um negacionista ideológico, contra a ciência, esbravejei ilógico; preferi na roleta da ignorância apostar. Ó meu Deus, como eu queria, uma vacina que me valesse; da China, Cochinchina, até de Cuba!

Palavra e café

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A palavra bendita, bem dita, é como um simples café da manhã; informal, sem cerimônia, despretensioso, mas providencial desjejum. Alimento frugal, acorda o ânimo no refazer das forças, desperta as possibilidades de cada dia que alvora. Aquele cafezinho quente… Dissipa o restar de sono, a tentadora ilusão; ficar, tardar nos braços de Morfeu.

Arte que acorda para não calar

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Até podemos, mas não deveríamos, assistir a vida passar com o diletantismo omisso de quem se aclimata na contemplação indiferente do existir. Sem empatia, sem compromisso, sem o risco de desacomodar. Sobrevivendo sem viver. Carecemos florescer, florir, transcender ao lodo dos momentos adversos, qual os lírios do campo; aqueles da parábola evangélica, que não fiam nem tecem, mas bem se vestem, melhor que o rei Salomão em sua grandeza. Eis a arte de saber viver, extraindo do transitar por esse mundo de Deus, o melhor que nos possamos oportunizar.

Uma boa notícia, é sempre uma notícia boa

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Nesses tempos em que sobrevivemos sob um temporal de notícias ruins, onde tudo parece perdido e até a esperança definhar, ameaçada por mercadores da salvação, que no atacado e no varejo, tentam vender um simulacro de Deus, espalhando o fanatismo e a alienação, enquanto políticos e outros mitômanos de ofício, manipulam a verdade para construir suas farsas ideológicas; acochambrando-se num surubão político-religioso. Os jornais cada dia mais sangrentos, exumando a perversidade, explicitando a desumanidade; os noticiosos, espalhando o medo e o terror; manchetes sensacionalistas, desesperam e desiludem; redes sociais polarizadas, raivosas, pouco confiáveis, levianas, frívolas, parciais e maledicentes; fake news, verdades alternativas, misoginia, machismo, homofobia, racismo, preconceito, pedofilia, corrupção e todo tipo de contravenção, ilegalidade, crime. em meio a esse caldo de “informações” que desinformam, deformando o ânimo coletivo, a egrégora da sociedade; diante dessa pérfida sa...

Importam, sim senhor

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Mais um preto, a preta sina; racismo que chacina. Do navio negreiro ao camburão, do açoite à bala perdida, da senzala à favela… Atávica estupidez, hodierna “desnoção”. Gostem ou não; vidas negras importam! Preto é alguém; negro não é um nada, periferia não é terra de ninguém! Vidas negras importam!

Sentença, sem tença

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Um Novo Biafra em cada beco, em cada gueto um Haiti; uma Centro América, uma republiqueta em cada discurso farsante. Vidas perdidas, mortes “desachadas”, desavindas, debochadas autoridades. Mal paridas, mal fingidas ideologias, sonegam, só negam!

Azuis do azul e muito mais

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São tantos os azuis. Como caberem num só azul? É ciano, cobalto, turquesa; celeste, bebê, marinho; do Egito, da Prússia, da pérsia; azul lápis-lazúli… Se uma cor não cabe em si mesma?! Como querer acomodar, acondicionar, tentar fazer caber; o pensamento, o sentimento: numa definição, num significado, uma palavra, em coordenadas cartesianas, numa escola, num dogma ou qualquer absoluta incerteza?

A prece

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Não se apresse; a prece, não combina com a pressa. A paz descansa e a esperança, não cansa de esperar; o amor matura, como fruta da estação, qual flor, que desabrocha no seu tempo.

Acróstico de natal e ano novo

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F elicidade aos homens na Terra E sperança a renovar L oas à paz que cala a guerra I rmanados em vontade sincera Z elar por nosso orbe e lar. N atividade bendita A feto a espraiar T estemunho do amor Divino A lvorecer feito menino L uz do Cristo a brilhar.

Passarinho. Passarão!

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Esses dias outonais, esse medo invernal; eles passarão e a vida, passarinho, fará a primavera dos novos dias, o verão dos novos tempos. Passarão as máscaras, os que não usam as que protegem, preferem as que mentem e ferem;

Acróstico da consciência negra

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C onsciência da humana igualdade O ntem apartada pela cor N efasta desigualdade S ofrida ingerência do horror C atástrofe de preconceito I nclusão agora infinda E coa no tempo o preito N egritude sempre linda C ultura multicolor I rmanados na cidadania A gentes todos do amor

Te conhecereis e te conhecendo, te libertarás

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O autoconhecimento é um passeio que precisamos fazer, transformador, ele costuma revelar paisagens íntimas, paradoxalmente desconhecidas de nós mesmos. Conhecermo-nos resgata-nos individual e coletivamente das tramas trevosas da ignorância, ajudando a resgatar outros tantos, num contágio virtuoso, de positividades. Aclara, esclarece, liberta, destrava, desensombra, desassombra...

Uma mensagem de natal

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É hora de renovar os sonhos e acreditar na vida. Não existe realização sem sonho, sonhar é rascunhar a realidade; conquistar é acreditar, não conquistamos aquilo o que não acreditamos. Mais importante que os adornos luminosos, que a beleza poética dos arranjos natalinos, do que a troca de cartões e presentes... É acendermos luzes novas em nosso coração e nossa mente, reescrevermos os versos sutis de paz e amor, agendar um encontro com a nossa consciência, trocar velhos preconceitos por uma nova visão de mundo. É muito importante, que os artifícios que emprestam luzes à paisagem natalina, não sejam mais do que réplicas miniaturizadas da infinita luz que inunda de esperança o cenário da nossa alma.

A caverna dos vaga-lumes

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Havia uma caverna escura, isolada do mundo exterior, onde Seus habitantes pensavam serem os únicos seres da criação. Pela singularidade de produzirem luz, os vaga-lumes assumiram o poder. Governantes, sacerdotes, legisladores, juristas... A "iluminada" e incontestável elite dominante daquela sociedade usava e abusava dos outros, que não possuíam luz própria. Certo dia, uma insólita goteira quebrou a pasmaceira e gerou preocupação na comunidade. As mais mirabolantes hipóteses foram levantadas. Um pirilampo com um jeitão misto de Einstein com LadY Gaga foi incumbido de estudar o fenômeno. Após muita pesquisa, o estudioso chegou a uma conclusão que contrariou os governantes. Por defender a tese de que havia um mundo externo e luz além da dos vaga-lumes. O infeliz foi condenado à morte, por heresia, subversão é mentira.

Sobre sobras

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Sobre alguns, para que a outros sobre. Sobre implorar a quem explora? Não cola! Descola a grana pra bancar. Não tem empatia nem apreço, há preço a se pagar. Quem sobra, a brigar pelas sobras, de quem se põe sobre os outros, não deixa nada sobrar? Toma vergonha! Você não cansa de ser sobra?

Âncoras e asas

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O que falamos, ratifica e condiciona nossa postura mental. Palavras e frases servem como âncoras ou asas, induzindo-nos à estagnação ou impulsionando-nos para adiante. O discurso negativo, no mínimo arrefece o entusiasmo, minando a vitalidade das ações. Pessoas que vivem reiteradamente a repetir: "não sei, não posso, é difícil, depois eu faço, deixe para amanhã, é impossível, desisto, não tenho forças, está insuportável, eu não aguento mais...", acostumam o cérebro à acomodação, negligência e preguiça, tornando-se improdutivas e incapazes; lançam âncoras psíquicas, que lhes obstam o avanço.