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Mostrando postagens de janeiro, 2022

Hoje é dia de quê?


Mudar, só se for para melhor; jamais troque uma rosa vermelha por um figo do inferno

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Hoje trago um conto, uma parábola, uma metáfora cuja semelhança com a realidade, não é mera coincidência: Brasilino tinha uma bela roseira, que no começo, produzia rosas vermelhas em abundância; com o tempo, as flores foram escasseando e apequenando, a planta foi se tornando mais suscetível a parasitas e tudo que era praga. No lugar de dar um jeito nas coisas, tomado de verdadeiro ódio, nosso amigo, decidiu que “qualquer coisa era melhor que aquela porcaria” e arrancou a roseira pela raiz. Andando pelo mato, ele encontrou uma planta chamativa, vistosa que lhe seduziu. Mal sabia o infeliz ignorante, que estava arrumando para si, uma treta verdadeiramente “rodrigueana”, a coisa era “Bonitinha, mas Ordinária”. Tratava-se de datura_stramonium; figueira do inferno, para os mais chegados, dando frutos fétidos, apelidados de figo do Inferno, Maçã Espinhosa… Uma infestante agressiva, de rápida disseminação, que compete com as demais plantas, suas sementes liberam alcaloides no solo, imped...

Despetalar, tanto bem querer

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Há tanto bem querer, no despetalar de um malmequer; pétala á pétala, destino a soprar, vento que aventa encontrar. Num recanto do passado, num canto do presente, em algum lugar que nos haja de chegar; achegar. Despetalar do amor, a flor do tempo; que flori, despetala, reflori na forma de outra flor.

Soares de Elza

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Ares, voares, cantares, soares; do “planeta fome” ao “fim do mundo”, alfinetando fundo pra não sucumbir. Driblando a sorte, afrontando a sina, a fraqueza que lhe cobra ser mais forte. Caetanear alíngua e ressurgir,

Por onde anda você?

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Você, que vaga em meus sonhos, qual a brisa de outrora; acordando sentidos, acarinhando sentimentos; exumando lembranças, memórias perdidas de nossos bons tempos; laços desatados, desabraçar dos braços, confiscar dos sorrisos... Hoje, me desencontro a te desencontrar nas redes, te desachando onde todos se acham; Desachado, me acho na praia vazia, mar do tempo a murmurar poesia, areia do destino a devorar meus passos, vadia saudade.

Contagem progressiva

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O relógio conta o tempo, o tempo conta a lida, a lida conta de nós, nós contamos da vida,

Vãos, em vão

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Em vão, furtaram nossas cores, maltrataram nossas dores; brincaram de matar e deixar morrer. Em vão, do nome de Deus abusaram, mentiram, falsearam, armaram, desamaram; enganaram a não mais poder. Vão poder de um falso, trevoso mamulengo; mal mexido por sombrias cordas, enrustido acordar do mal pior.

Adivinhação

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Ele não dizia para ela, o quanto ela dizia para ele. Calado, talvez esperasse ele, que ela adivinhasse, aquilo que ele não conseguia para ela dizer.

Pensamento borboleta

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O pensamento foge, feito borboleta, voa; de flor em flor, de cor em cor… Para onde couber sentimento, onde houver pensar; onde puder agir, onde existir sonhar; onde der para ser, onde puder estar, onde ousar acontecer… Galopando o vento; voejar no tempo, viajar no espaço; caber dentro e fora de um abraço, da Realidade e da utupia, pragmatismo e poesia; Onde florirem desejos, brotarem quereres, fazeres florescerem, serem pensamentos a borboletear.

Amor passarinho

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Amor, feito passarinho, quer aninho; gaiola, não quer não. Quer o laço de um abraço, não quer nó que lhe furte o espaço, entrelaço que lhe roube a amplidão.

Risos, sorrisos; só risos

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Risos, sorrisos, só risos; quando a lida for flor, florida, flor vida,; amor. Para que, quando a tristeza for finda, a felicidade que deslinda; plena de alegria, faça a graça grassar.