Mascarada mentira
A mentira, com suas pernas curtas, se enovela na treta de tantas tramas e deixa a máscara cair. Não adianta, fake jamais será news. Para, que tá feio! A mentira tem cara dura, obscura máscara, carantonha que chora quando ri, que ri, quando parece chorar. De bronze, de ferro ou cobre, de chumbo, latão… Do mais vil metal. Ou qual diz o povo: A cara dura, é cara de pau! Mercenária, a meretriz, se vende pelo desvalor dos seus desvalores; por poder, dinheiro e fama, odeia e diz que ama; mente, finge e difama; proclama as virtudes que não tem. Despudorada e leviana, traveste-se de verdade, a realidade customiza, improvisa versões ao seu bel prazer. Bate continência, fingida reverência, obtusa; até do nome de Deus abusa; usa o santo nome em vão. Mas um dia ela se enrola, no novelo embola; enrosca suas pernas curtas, na treta de tantas tramas. Aí a máscara cai; sem fake e cheia de news, a verdadeira verdade aparece. Diz: “Para, que tá feio”.