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Mostrando postagens de maio, 2024

Hoje é dia de quê?


Direito de fumar

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Todos possuem livre arbítrio. Bom é quando essa liberdade, vem acompanhada por discernimento e consciência. Antonio Pereira Apon. Fume. Faça a vida virar fumaça, Cultive com carinho aquele enfisema que irá te matar, o câncer que te irá consumir... Você tem todo o direito: colocar na boca o cano fumegante, acender o estopim, puxar o gatilho químico, alvejar-se com nicotina e tantas outras porcarias, escangalhar suas artérias, agendar um enfarto, programar um derrame, uma isquemia, um AVC qualquer. Ignore as campanhas contra o fumo, desrespeite os não fumantes, despreze os alertas... Você tem livre-arbítrio! amarele seus dentes. fique fedendo a cigarro, garanta a derradeira e dolorosa dispneia, morra numa cama preso a um ponto de oxigênio... E quando tudo não terminar. Penada alma fumante, vagará errante, vampirizando viventes, no vão intento de saciar o cio do seu vício. Fume! Fume bastante!! 31 de maio, dia mundial sem tabaco. 29 de agosto, dia N...

Paizão; pai, papai, painho, paizinho

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Tem pai de todo tipo; uns já bem ultrapassados, outros que despem velhos estereótipos, velhacos costumes, atavismos. Transigem, acolhem, compreendem, amam e são amados. Não, pai não precisa ser aquele sujeito cascudo, o cara que bota pra pocar, o ignorantão, que adora ser alcunhado de conservador; já não precisa se adequar à masculinidade frágil de estereotipado machão. Pai chora, sente e consente, já não cabe intransigente, não mais impõe, propõe! Não posa de dono da verdade, entende a diversidade; acolhe, compreende, empreende no seu melhor.

Airesa Santarte

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Uma homenagem ao amigo artista, inspirado inspirador que traz no nome a santa arte do viver; vai na arte que da pé no fazer acontecer. Parabéns! Tem gente que nasce com a arte, tem arte que nasce com a gente, tem quem ponha a santa arte no próprio nome. Assim é Airesa, na proeza de viver a arte, na arte do viver.

Filha, quero te dizer

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Ás vezes faltam palavras para dizer; como a vida não tem manual de instruções, vive-se aprendendo a viver. Acredite, bote fé em Deus, em si e na vida. Te amo, filha. Queria te dizer tanta coisa, mas tanta coisa se diz sem dizer. Pena que a vida não vem com manual de instruções, entre erros e acertos, se vive aprendendo a viver. Escrevendo e reescrevendo, desenhando e redesenhando, rascunhando o querer e o que pode ser.

Poesia enamorada, dia de reenamorar

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O dose de junho de todo dia é dia dos namorados, dia de namorar, reenamorar, ressignificar o i love you, o eu te amo. o laço do abraço dos corações encontrados. Amor é laço que abraça, abraço que enlaça; chamego insuspeito, ajeito de um xodó. De assalto toma o peito, rouba o coração sem dó. Nem consulta a razão; quando percebe, a sujeita já é toda emoção. Quando alguém se enamora, não se demora em sonhar; faz da vida a poesia, da alegria o seu versar. Pros corações que se encontram, resta pro mundo o desencontrar. O afeto afeta o tino, é amor a desatinar; a vontade de estar junto, o desejo de se ajuntar; acondicionar o universo num abraço, e num beijo o sentir universalizar.

Um grande abraço, um abração!

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Abraço é laço de gente, enlaço que a gente se dá; corações que se chegam, amplexo estreito do se achegar. Falar de amizade, afetiva verdade, dizer do amar.

Não feche a janela, não adianta

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Estamos dentro lá de fora, descortinada realidade em tempo real, tragicômica rotina em todos os K. Perspectiva de cada qual, apanhado de cada olhar. Janela não cria, interpreta... A janela não inventa a paisagem, emoldura. Ela não ergue os cinzas da cidade, o verde que escasseia, o fumo asfixiante que permeia a sina, a cena urbana. Ela não roteiriza, não encena nem dirige, descortina a realidade em tempo real, a tragicomédia da rotina em todos os K de resolução. Na perspectiva de cada um, no panorama de cada qual; o horizonte amplo ou acanhado, o apanhado de cada olhar. A janela não cria nem interpreta, não forja ou finge, não inveja ou desdenha, desenha ou pinta; janela tem um quê de tempo, como ele, cumpre o seu destino.

Quero um Porto Alegre de novo

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Venham chuvas de solidariedade, enchentes de fraternidade, alagamento de empatia, aluvião de esperança, amor. "Deus ajuda o homem através do homem". As chuvas caem, sobem as águas; rios desbordam, cidades transbordam. Vidas sobem nos telhados, destelhados destinos. Eventos extremos, extremado clima. Sinas, sentenças traçadas pelos combustíveis fósseis, gases de efeito estufa; o desmatamento, a devastação, a especulação insustentável, a politicagem, o negacionismo abominável.

Flexibilidade e rigidez. Ser bambu ou carvalho?

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Conta uma antiga fábula, que um carvalho, gabava-se de sua força e pretensa resistência, desdenhando da aparente fragilidade do bambu. Açoitados por uma incremente tempestade: O bambu curvou-se aos ventos da intempérie, enquanto o carvalho afrontava as forças da natureza. Passado o temporal, o bambu seguia de pé, sustentado por suas profundas raízes e sua postura flexível ante o vendaval. O carvalho? Tombou, pereceu com suas raízes expostas, arrancadas do solo pela fúria dos ventos.

Os quatro "deselementos"

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Farta de nossos fartares, do sem jeito dos nossos desjeitos, a natureza responde, recadeja extrema; febril, convulsiona, inflama, desborda, transborda... No ar, flatos de hidrocarbonetos, gases pestilentos… Na terra, o resto dos nossos rejeitos, tanto refugo a esgotar. No fogo, nossos desjeitos a queimar. Na água, o resto de tanto restar. Triste ganância esnobe, pérfida ignorância pobre; a especulação politiqueira, o autocídio negacionista, a jogatina financeira; vitimar do nosso vitmar.

Mãe, flor de vida

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Vida, que floresce e frutifica, Dando vida a outras vidas, Multiplicando o existir. Vida, sendo gente, se faz flor, Perfumando existires, Com seu existir de puro amor. Flor nossa, Que nos deu vida, Frutificou-nos do seu viver.

Edifícios, é difícil

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Resto de mata, sobra de prédios; gente empilhada, empacotada em caixas de concreto, Sonhos “condominiados”, ilhas arquitetônicas, cercadas de realidade antropofágica. Um restar de mata, natureza acondicionada, acomodada entre um sobrar de prédios. Restar do passaredo cantante, em meio ao sobrar buzinante da rotina. A gente, gente empilhada, empacotada em caixas de concreto; concretude imobiliária, capitalista inconcretude antropológica.

Chuva de mãe

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Chuva branda que abranda o coração, ou chuvarada, aguaceiro; clima materno que não se condiciona ao tempo, pinta arco-íris no céu azul da emoção. Com todo jeito, ajeito de amor de mãe. Amor de mãe é um fenômeno da natureza; por vezes, brando, se derrama abrandando o coração; chuvisco, garoa; de boa, orvalhando de emoção. Noutras vezes chega de com força; desmedido, extremado, desaba exagerado feito chuva de verão; é pé dagua, aguaceiro, enxurrada, inunda até a razão. Por um filho; vai da orvalheira ao dilúvio, da bonança à borrasca, ameaça o extremo climático; desborda, transborda, faz o cacau cair.

O que é o tempo?

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O presente é literalmente isso; um presente. Precisamos buscar lhe dar sentido e razão, convertê-lo em realidade existencial. O que é verdadeiramente o tempo, além dessa coisa apressada e tão apreçada, devoradora de tudo e todos? Esse “ente” fugidio e fugaz, contado em segundos, minutos, dias, semanas, meses, anos... É um conceito caricato que alcunhamos de tempo. Tempo, o de verdade, não cabe nessas caixinhas tiranas que penduramos no pulso, nem no determinismo das folhinhas que desfolhamos mês à mês; não está no fatalismo das agendas nem encarcerado nos calendários, enclausurados em nossas carteiras e bolsas. Diverso dessa desumanização cronológica, linear e antropofágica. O tempo de verdade, é feito de vivências, de sentimentos, da concretização dos pensamentos e sonhos; imponderável, incomensurável e transcendente à qualquer conceito; é coisa de gente, feita por gente, para gente.