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Hoje é dia de quê?


Acordei! ...

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Acordei. O silêncio gritava entre os sons naturais da manhã. A brisa brincava serena, despertando odores florais; cheiro de mar, pão assando, café coando... Aromas de vida despertando a química perfumosa do dia. Nem buzinas nem beeps, sirenes nem burburinho. Nada de rádio ou TV, internet, celular… Só o marulho das ondas vagantes, o farfalhar das folhas e o silêncio sem pressa a declamar sua poesia. Um resto de arco-íris, dava conta da breve chuva que passou. Um alvor impressionista, salpicava cores acordando a paisagem. Dois olhos morenos, despertavam sentimentos sonolentos, mal dormidos no tempo. Aqueles sorrisos de outrora, esquecidos no baú das lembranças perdidas. O mundo cabia na circunferência de um abraço e o universo no laço entre nós dois. A vida inspirada a cantar, tecia uma eterna primavera. Sonhos orvalhados de esperança, voavam desapreçados. E sem preço o coração rebrincava de contente… Mas… Acordei! Bom dia!

Amizade acalanto, contento de contentar

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No blog Filosofando na vida , a professora Lourdes nos convida a escrever uma frase, um verso… Sobre uma imagem que ela postará aos domingos. Acima, a imagem dessa semana. Abaixo, a minha segunda participação nessa “brincadeira” intitulada: Poetizando e encantando . Amizade é encontro, é laço, colorir do abraço pra gente se dar; Florir da alquimia, rosada poesia, magia do reencontrar.

A rima mira, arrima, arma amar

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Vida, poesia a brincar. Ávida vida a poetar. A rima mira, arrima, arma amar. Aflora a flora, cá dentro e lá fora, primavera a aflorar.

Mãos, coração. Poetizando e encantando

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... Amor, a flor do céu, o sol. Mãos que são, que estão, mãos que se dão; coração, cor da ação, oração. Pulsa o pulso... Antonio Pereira Apon. No blog Filosofando na vida , a professora Lourdes nos convida a escrever uma frase, um verso… Sobre uma imagem que ela postará aos domingos. Acima, a imagem dessa semana. Abaixo, a minha primeira participação nessa “brincadeira” intitulada: Poetizando e encantando . Mãos da vida, linda lida do viver. Mãos que aprazem, mãos que fazem o coração bater.

Cadê

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Onde anda o amor? ... aqui? ... ali? ... no se foi ou no porvir? no agora? ... no há de vir? Será que existe?! ou é mera fantasia? ... onde anda o tal do amor??? Tantas guerras, tantos guetos,

Míngua a língua, jaz sem jaez

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À míngua a língua jaz, derradeira flor do lácio, epitáfio sem jaez. Sem Pessoa nem Rosa, sem Drummond ou Camões; parca poesia e pouca prosa, abundância dos senões. Sem seus portugais, seus Brasilis… Nada há mais! O S devorado em seus plurais, o R inventado; tão demais… O gerúndio infinitivo, o relativo internetês. É a rima precária, a musiqueta ordinária, o modismo da vez. A gíria mal dita, maldizente “neoportuguês”. O popular popularesco, inculto tão burlesco; inverso do verso, reverso talvez. O desvalor celebrizado, desqualificar do saber; o ser, martirizado, glamorizar do parecer.

Sensuais

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Desnudos desejos, explorando a topografia dos corpos, a anatomia dos afãs, coreografias de amor. Mãos buliçosas, brincando traquinas; desvelando, revelando, descobrindo… Resgatando o prazer oculto em seus recônditos.

A adivinha, “o caboclo” e o político

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O sujeito resolveu apelar para o além, queria que o sobrenatural resolvesse sua vida. Procurou uma dessas “adivinhas” que prestam “servicinhos espirituais”: - Madame Octa, eu sou burro de pai, mãe e avós também, não sei fazer nada, até consigo emprego, mas, logo apronto alguma jeguice e sou demitido. Agora resolvi prestar concurso público. Preciso de “estabilidade”, um lugarzinho para me encostar e aguardar a aposentadoria chegar... A prova já é no próximo domingo, de tarde. - Então o senhor quer ser servidor público? - Não. Não é para tanto. Servidor tem que trabalhar, servir. Eu quero ser é um “servido público”! Sabe como é né? Inteligência eu não tenho, mas, esperteza… - Sei… A mulher deu uns tremeliques, umas resfolegadas; sacolejou daqui, remexeu dali e falou: - Conectei! Conectei com o Caboclo Banda Larga, ele vai te ajudar meu filho. Você só vai precisar fazer uma recarga de R$ 50,00 em cada um dos dois números de celular que vou te dar. É para colaborar com nossa corrente fr...

Deixe para “morrer” quando chegar a hora

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Quem foi que disse, que não se morre antes da hora? Certamente, você já deve ter conhecido algum "Zumbi", algum "morto-vivo". Gente que teve uma decepção amorosa, um revés financeiro, sofreu uma traição ou passou por qualquer outra adversidade. E assim, resolveu entregar-se ao despropósito de "desistir de viver": Afogar-se no álcool ou outras drogas, mergulhar na depressão, comprazer-se na autocomiseração, refugiar-se em seitas exóticas, enclaustrar-se na loucura, jogar-se na sarjeta... Tais criaturas desperdiçam a dádiva breve da vida, esse sopro de tempo, zéfiro fugaz, que quando percebemos, já se foi, carregando consigo, possibilidades sem conta. Miopia de almas, que com o olhar atido na dor, apercebem a amplidão ao seu derredor. Triste imaturidade do ser, que insulado em si mesmo, sente-se vítima do destino quando ruem seus castelos de areia.

Vai a vida, vida vem

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Inspirada por sonhos, doces lembranças; menos esperar, mais esperança. Vai a vida… No trem do tempo, no soprar do vento. Intento, traçada na linha; rabiscada, da riscada mão.

Hoje é um bom dia...

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Hoje é um bom dia: Para falar com aquele amigo que você não vê a tanto tempo, ler aquele livro... ver aquele filme... Escrever poesia, falar de amor, sorrir aquele sorriso menos contido, abraçar aquele abraço mais apertado, dar aquele passeio, vestir a "domingueira"...

Experiência de Quase Morte. O mito de Er

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Transmitido pela tradição oral, Platão, discípulo de Sócrates, traz-nos em A República, um relato de alguém retornado do Hades. O mito de Er, no qual, independente das injustiças, erros e prejuízos provocados, os espíritos errantes resgatavam, expiavam o mal perpetrado na Terra, para assim purificarem a alma em consonância com uma inteligência cósmica, essencialmente moral. Er, habitante arménio, Panfílio de nascimento, guerreiro morto em batalha ressuscitou 12 Dias depois da própria “morte”, narrando o que vira no além: Desprendida do corpo, sua alma viajou com outras até chegar a um espaço etéreo com duas aberturas para a Terra e outras duas, similares para o céu, entre as quais, juízes decidiam o destino de cada ser. Os justos iam para a direita, que subia ao céu; injustos, para a esquerda, desciam... Cada alma recebia uma nota, sentenciada conforme seus feitos.

Imperfeita percepção

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Tem gente que vive sem viver, sobrevive sem um querer. De tudo reclama, por tudo faz drama, já “mortos” sem morrer. Corpos perfeitos !

Um até...

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Quem disse que a morte é um fim? A vida segue numa outra dimensão. Recomeço, novo começo; navegar no espaço-tempo para aportar no infinito, onde o eterno se explicita em encontros e reencontros. Para trás, os instantes doridos, os momentos sofridos, sob as pegadas dos passos deixados nessa Terra; as lágrimas que entristeceram a alegria. Em frente, colher nos braços os abraços furtados, adiados. Recolher a floração do bem semeado, das palavras benditas, das emanações de amor. E ali mais em frente, ver a felicidade ressorrir, ressurgir qual uma Fênix sobre as cinzas de todas as dores passadas.

É você

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Se penso, meu pensamento é você. Se sonho, meu sonho é você. Se desejo, meu desejo é você. Se amo, meu amor é você. Você já faz parte de mim, parte bela de mim. parte inteira do meu coração; você é do sol o calor, é da lua o clarão, do mar o rumor,

Inimigo

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Inimigo. Inimigo é o amigo, que ainda não fizemos; é a pedra bruta que desconhece a mão do artista, é a terra inculta aguardando a dádiva do plantio;

Sobreviventes urbanos

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Vamos sobrevivendo, fingindo, querendo viver. Bandidagem liberta, cidadãos numa semiaberta, imposta “prisão domiciliar”. No bolso, tem que ter “o do ladrão”; para arriscar a sorte, tentar fugir da morte na hora de não reagir.

Vidas por um cinto. Sinto...

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Hoje não tenho uma poesia nem uma prosa literária, mas, uma literal e triste crônica da vida real: segunda-feira, 03 de julho de 2017, pouco mais de nove da noite, um amigo nosso levava uma amiga para casa, quando perdeu o controle do carro e chocou-se contra um poste. Com o impacto, ambos foram projetados contra o para-brisa; ela teve ferimentos leves e moderados, ele entre outras contusões, bateu o abdome violentamente contra o volante. Os dois estavam sem o cinto de segurança. Socorridos pelo SAMU, ele deu entrada no hospital com forte dor na barriga… Na mesa de cirurgia, os médicos não puderam resolver aquela extensa lesão no fígado, uma forte hemorragia o tirou dos amigos, da família, dessa vida. Não costumo me apegar ao: se… Ao talvez…